Terroristas na Síria jogam futebol com cabeças de civis

Da redação do Irã News com Hispan TV

Terroristas jogando futebol cujas bolas são as cabeças de civis sírios – é o que mostra um vídeo divulgado em redes sociais pelos mesmos homens armados que lutam há mais de dois e meio para acabar derrubar o governo de Damasco.

Este vídeo mostra as atrocidades cometidas por terroristas, em particular, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e a Frente Al-Nusra contra sírios muçulmanos xiitas.

Desde o início do conflito sírio, alguns países da região, como a Arábia Saudita, Qatar e outros ocidentais, incluindo os Estados Unidos e seus aliados, vem fornecendo apoio tanto financeiro quanto logístico a grupos armados para derrubar o governo de Bashar al-Asad.

Na semana passada, o ministro do Exterior russo Sergey Lavrov afirmou que os países ocidentais já admitem que a permanência de Bashar al-Assad no poder na Síria é muito mais conveniente do que os terroristas que estão no país a lutar para lhe tirar do poder.

Anteriormente, Michael Hayden, ex-chefe da Agência Central de Inteligência (CIA) e da Agência de Segurança Nacional (NSA), nos Estados Unidos, dissera que a melhor opção para acabar com a crise na Síria, seria a vitória do governo sírio, e não mais acredita em um triunfo dos terroristas.

Esses comentários mostram uma mudança política na postura do Ocidente sobre a crise síria, porque esses países já fizeram pressão para derrubar Al-Assad do poder.

A consultoria britânica de defesa IHS Jane revelou em setembro passado que cerca de 100 mil terroristas apoiados por países ocidentais e da região, organizados em mais de mil grupos, realizam hoje operações em território sírio onde lutam contra o governo e a nação.

Desde meados de março de 2011, a Síria é palco de revoltas desenvolvidas por grupos terroristas, financiados e dirigidos a partir de alguns países ocidentais e vários da região, com o objetivo de derrubar o governo.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 115 mil pessoas morreram e um total de 7,8 milhões pessoas foram deslocadas pela violência na Síria.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - Deixamos de mostrar as imagens por motivos humanitários. É revoltante demais. Os demais países árabes e as nações ocidentais, especialmente os EUA, deviam deixar a Síria resolver seus próprios problemas. (C.N.)

 

 

As paixões do poeta Ascenso Ferreira

O poeta e escritor pernambucano Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira (1895-1965), no poema “Martelo”, ratifica a sua fama, ou seja, ele sempre foi conhecido por suas grandes paixões.
MARTELO
Ascenso Ferreira

Teu corpo é branquinho como a polpa do ingá maduro!
Teu seio é macio como a polpa do ingá maduro!
- E há doçura de grã-fina no teu beijo, que é todo ingá…
- E há doçura de grã-fina no teu beijo, que é todo ingá…
Por isso mesmo,
Minha Maria,
Eu, como a abelha
do aripuá
pra quem doçura
é sempre pouca,
só quero o favo
de tua boca…
Há veludos de imbaúba nessas redes de teus olhos,
que convidam, preguiçosas, a gente para o descanso,
um descanso à beira-rio como o ingazeiro nos dá!
Por isso mesmo,
Minha Maria,
de noite e dia
nessa corrida
triste de ganso,
para descanso
e gozos meus,
só quero a rede
dos olhos teus!
Só quero a rede macia dos teus olhos!
Só quero a doçura de grã-fina do teu beijo…!
E na rede eu me deito,
cochilo e descanso,
tenho um sono manso
que me faz sonhar…
Sonho que és ingá
de doçura louca,
que na minha boca
vem se desmanchar,
que na minha boca
vem se desmanchar…
     (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Por orientação da Polícia Federal e da Funai, indígenas evitam a cidade de Humaitá

Fabiano Maisonnave
(Folha)

Desde junho, o estudante indígena Elton Jiahui, 17, faz um curso por correspondência para o exame de admissão para a Marinha, sonho alimentado por dois amigos que seguem a carreira militar. Mas, por orientação da Polícia Federal e da Funai, ele diz que não fará a prova, marcada para o próximo sábado (4), em Humaitá.

“Eles falaram que nenhum índio podia ficar na cidade. O policial disse para não pensar nisso [prova], mas na minha vida”, disse Jiahui, em sua aldeia, que fica a 106 km da cidade.

No município com cerca de 50 mil habitantes, centenas de manifestantes queimaram, em pleno Natal, a sede da Funai, ao menos 11 carros e um barco da instituição.

Foi um protesto contra o desaparecimento de três moradores da região no último dia 16, em trecho da rodovia Transamazônica que atravessa o território indígena.

Orientados pela Funai, Elton, que cursa o ensino médio em Humaitá, deixou a casa alugada onde mora na cidade e se refugiou no quartel do Exército no dia 24.

Ele, seu pai, o cacique Pedro, que estava de compras na cidade, e outros 113 indígenas só puderam deixar o quartel após seis dias, quando foram levados às aldeias em um ônibus com escolta policial.

Ao chegar à aldeia, às margens da Transamazônica, descobriram que o posto de pedágio construído pelos índios também fora incendiado, um dia após o Natal.

Os pedágios dos indígenas funcionam desde 2006 e são bastante criticados pelos moradores da região, que reclamam o pagamento de até R$ 110 para transitar numa estrada ruim e sem pavimento.

Os índios dizem que o pagamento é uma “reparação” pelos danos provocados pela rodovia. Decisões judiciais autorizaram o funcionamento desses pedágios. São cerca de dez, mas só funcionava um de cada vez, num esquema de rotação entre as aldeias. Todos foram incendiados na semana passada.

Assustados, os cerca de 60 moradores da aldeia fugiram para o mato. Elda, 24, com o filho de três meses no colo, acabou se perdendo. Foi encontrada nove horas depois, graças aos gritos dos homens que a buscavam.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGJá se passaram 17 dias e ainda não foram encontrados os corpos dos três homens sequestrados pelos índios. Se a Polícia Federal não conseguir um informante entre os índios, nunca serão descobertos os criminosos, o sequestro e assassinato dos três moradores seguirá impune e não haverá paz naquela região, onde os índios são todos aculturados e sabem muito bem o que fazem. Ontem, em Boa Vista, índios armados invadiram a sede da Funai e obrigaram uma funcionária a pedir demissão, humilhando-a e pintando o rosto dela de preto. Certos da impunidade, filmaram toda a invasão e liberaram as imagens para o Jornal Nacional. (C.N.)

Senador Requião pede explicações ao BNDES sobre dívidas da Organização Globo

Carlos Newton

Com a multiplicação da estupenda herança recebida de Roberto Marinho, seus três filhos recentemente conseguiram subir no alto do pódio como a família mais rica do Brasil, suplantando as griffes Ermírio de Moraes Setubal, Gerdau e tantas mais, sem falar na família do ex-tudo Eike Batista.

Justamente por isso, é surpreendente que os Marinho possam ter dívidas junto ao BNDES. Este banco estatal, como todos sabem, vem usando indevidamente os recursos do povo brasileiro (arrecadados pelo FAT – Fundo de Apoio ao Trabalhador) para apoiar com juros de 5% ao ano grandes corporações nacionais e estrangeiras, que não necessitam de fomento e têm totais condições de buscar financiamentos no mercado internacional, como é caso da própria Organização Globo.

Nesse caso, a novidade é que, no apagar das luzes da legislatura de 2013, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) apresentou requerimento de informações ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a quem o BNDES é subordinado, nos seguintes termos:

Requeiro que sejam informadas e remetidas, as respectivas copias dos documentos relativos aos benefícios fiscais e creditícios que tem sido concedidos às empresas componentes das Organizações Globo. Indicando, inclusive, se há amparo legal para a concessão de benefícios a quem esteja com elevadas dividas com a União”.

LESSA NÃO EMPRESTOU

Até novembro de 2005, final da gestão do economista Carlos Lessa no BNDES, apenas uma empresa da Organização Globo tinha dívidas com o BNDES – a NET.  Na época, representando a família Marinho, a economista Maria Silvia Bastos Marques realmente tentou conseguir um vultoso financiamento para a Organização Globo, mas não foi bem sucedida, até porque existia uma proibição do Tribunal de Contas da União, que impedia novos empréstimos ao grupo, enquanto não fosse resolvida a inadimplência da NET.

De lá para cá, ninguém sabe o que acontece no BNDES, porque desde o início da gestão de Luciano Coutinho o banco estatal deixou de ser transparente. Até então, o BNDES divulgava toda grande operação realizada, encaminhando as informações diretamente a todos os órgãos da grande imprensa e publicando em seu site oficial. Mas Luciano Coutinho resolveu acabar com a transparência, para operar mais à vontade, digamos assim.

Agora, com o oportuno requerimento do senador Requião, a opinião pública poderá saber se houve qualquer financiamento à Organização Globo, que ultimamente tem sido muito criticada por ser uma das maiores sonegadoras de impostos do país. Essa prática está se tornando uma verdadeira praga, utilizando abertamente por grandes corporações empresariais privadas que atuam no Brasil.

Simplesmente não pagam os impostos, colocam o dinheiro para render no mercado financeiro, depois se beneficiam com o programa Refis (quitação de impostos federais atrasados, mas sem multas e juros).

Em novembro, por exemplo, o Tesouro só apresentou superávit de R$ 28,8 bilhões após incorporar os R$ 15 bilhões dos bônus pagos pelo leilão de Libra e mais R$ 20,4 bilhões arrecadados com incentivo a empresas que quitassem dívidas sem multas e juros. Somente a mineradora Vale renegociou R$ 6 bilhões, com os bancos privados renegociando outros R$ 12 bilhões, vejam que grandes espertalhões. A Globo também está nessa onda, claro. Sonegam, fazem o dinheiro render e depois não pagam multa nem juros, embolsando os rendimentos obtidos. Ah, Brasil!

Congresso versus Supremo

Carlos Chagas

Acontecerá em fevereiro  o primeiro embate político de vulto. O Supremo Tribunal Federal acabará de votar a proibição de doações de empresas para as campanhas eleitorais, registrando-se forte tendência pela aprovação entre seus onze ministros. O problema é que o Congresso, pela voz dos presidentes da Câmara e do Senado, já considerou a suposta decisão como interferência indevida do Judiciário nos assuntos do Legislativo.

Farão o que, deputados e senadores, diante do fato consumado? Claro que a proibição, mesmo oriunda do Supremo, não valerá para as eleições de outubro. Prevalece a norma constitucional de que  modificações no processo eleitoral não podem  ser adotadas no período de um ano que antecede as eleições. Mesmo assim, o Congresso precisará dar resposta imediata à intervenção da mais alta corte nacional de justiça, sob pena de ficar desmoralizado. Acresce que se não houver um basta à prática legisferante dos tribunais, mais para o fundo do poço cairão os parlamentares. Em especial às vésperas da renovação de seus mandatos. Muito pouco fizeram em termos de reforma política e perderão votos se deixarem para a próxima Legislatura a correção do que  entendem como uma aberração institucional.

2014 não será o ano da verdadeira reforma política, mas alguma coisa precisará ser feita. Talvez a votação do financiamento público das campanhas e a regulamentação das doações privadas, claro que sem impedir a participação das  empresas, mas limitando-as. Tudo para 2016 em diante, mas a aprovação terá que acontecer neste primeiro semestre.  O segundo, por conta das  campanhas variadas, inclusive de presidente da República, será tempo de recesso remunerado para Suas Excelências.

NÃO ADIANTA ESCONDER

A mídia tentou colaborar, mas não conseguiu transmitir a  versão de que na passagem do ano todos os brasileiros e visitantes transformam-se em anjos, arcanjos e querubins.  O que mais se viu e ouviu pela televisão  foram loas aos dois milhões que  celebraram a data nas areias de Copacabana e mais os dois milhões na Avenida Paulista, em perfeita ordem.  Tudo festa, tudo confraternização.

Não foi bem assim. Lá e cá, muita gente se viu assaltada. Grupos de pivetes promoveram arrastões. Até tiroteio aconteceu. Turistas foram atacados, furtados e roubados. Uma evidência de que o Brasil  continua o mesmo.

Mesmo “maquiando” as contas, balança comercial brasileira encerra ano com pior superávit desde 2001

Mariana Branco
Agência Brasil

Brasília – A balança comercial brasileira encerrou  o ano com superávit (exportações maiores que importações) de US$ 2,561 bilhões. Trata-se do pior resultado desde 2001, quando houve saldo positivo de US$ 2,684 bilhões.  Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Os números estão de acordo com a expectativa do governo, que vinha anunciando estimativa de superávit pequeno, em função da queda das exportações de petróleo.

O saldo positivo anual foi resultado de US$ 242,1 bilhões em exportações e US$ 239,6 bilhões em importações. A média diária das vendas externas, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, fechou o ano em US$ 957,2 milhões, patamar 1% inferior aos US$ 966,4 milhões registrados em 2012. As importações cresceram 6,5% segundo o critério da média diária, de US$ 889,2 milhões por dia útil em 2012 para US$ 947,1 milhões em 2013.

Em 2013, cresceram as vendas externas de produtos manufaturados (1,8%), enquanto caíram as de produtos semimanufaturados (-8,3%) e de básicos (-1,2%) na comparação com 2012. Nas importações, houve crescimento nos gastos com combustíveis e lubrificantes (+13,8%), matérias-primas e intermediários (+5,8%), bens de capital (+5,4%) e bens de consumo (+ 3,4%).

As exportações de industrializados subiram principalmente em função das plataformas de extração de petróleo, que tiveram aumento de receita de 426,4% em relação ao ano passado. As vendas de plataformas, no entanto, são o que se chama exportações fictas. Repassadas a subsidiárias da Petrobras no exterior, elas não chegam a deixar o Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNa verdade, não é pior superávit, porque trata-se de déficit. O ministro Mantega não se emenda, está sempre maquiando as contas públicas. Na matéria acima, onde se lê “exportações fictas”, deve ser lido “exportações fictícias”. É o fim da picada, muita desfaçatez. (C.N.)

Um ano depois, diretor ligado à namorada de Lula enfim deixa (a pedido) a Agência Nacional de Aviação Civil

Ayr Aliski
Agência Estado

Rubens Carlos Vieira não é mais diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A exoneração do cargo, “a pedido” e com validade a partir de 30 de dezembro de 2013, foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 31. Vieira ingressou na Anac em 2006. Ligado a Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe do Gabinete Regional da Presidência da República em São Paulo, ele acabou envolvido na Operação Porto Seguro, deflagrada pela Polícia Federal e Procuradoria da República, que em novembro de 2012 desarticulou suposta organização criminosa de venda de pareceres técnicos em órgãos federais.

O decreto com a decisão é assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Moreira Franco.

Em relação à Operação Porto Seguro, o Ministério Público Federal em São Paulo pediu a devolução e aplicação de multas que totalizam R$ 38 milhões aos investigados. Em ação de improbidade administrativa, o procurador da República José Roberto Pimenta Oliveira questionou atos praticados com a finalidade de manter o contrato de arrendamento celebrado entre a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a empresa Tecondi. O procurador acusou 18 réus na ação de improbidade, entre eles Rubens Carlos Vieira.

AFASTAMENTO???

Em novembro do ano passado, após a eclosão do caso Porto Seguro, a Presidência da República determinou que todos os servidores indiciados na operação seriam afastados ou exonerados de suas funções. Até então, Vieira comandava a Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária da Anac. O Portal da Transparência, do governo federal, informa que Rubens Carlos Vieira é procurador da Fazenda, tendo o Ministério da Fazenda como órgão de origem, embora cedido para a Anac.

Em setembro deste ano, a Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu aplicar pena de destituição de cargo público a Rosemary Nóvoa de Noronha. No final de 2012, ela tinha sido exonerada. Este ano, houve a conversão da exoneração em destituição de cargo público, que é uma medida mais rigorosa. Em função dessa punição, a ex-servidora ficou impedida de retornar ao serviço público federal durante cinco anos, nos termos do parágrafo único, do artigo 137 da Lei nº 8.112/90. Rosemary ocupava um cargo comissionado no gabinete regional da Presidência. Ela não era do quadro efetivo do serviço público.

Quando anunciou, em setembro, essa decisão envolvendo Rosemary, a CGU destacou que o processo administrativo foi instaurado a partir da Sindicância Investigativa conduzida anteriormente pela Casa Civil da Presidência da República. Entre as irregularidades cometidas, a Comissão Processante da CGU listou o recebimento de vantagens indevidas, oferecidas por Paulo Rodrigues Vieira, que foi diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens Rodrigues Vieira como diretor da Anac; além de falsificação de documentos e tráfico de influência.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - A situação é inacreditável. A operação Porto Seguro ocorreu em novembro de 2012, e o envolvimento de Rubens Vieira era óbvio, transparente e irrefutável. É claro que desde essa época ele está afastado da Agência. O que ninguém esperava é que este criminoso estivesse em férias remuneradas, há mais de um ano sem trabalhar. Somente agora foi exonerado, mas “a pedido”. Ou seja, se dependesse do governo, ele continuaria como diretor da Agência “per seaculum seaculorum”, como diz a Bíblia. Ah, Brasil! (C.N.)

CBF quer Brasileirão com 24 times, finais em mata-mata e incluindo Lusa, Vasco, Ponte e Náutico, que caíram

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Jorge Nicola

A iminente chuva de ações na Justiça comum de torcedores da Portuguesa contra o rebaixamento do time, decretado nos tribunais esportivos, já ligou o alerta da CBF. E existe um estudo para viabilizar o Brasileirão de 2014 com novo tamanho e formato.

O presidente da CBF, José Maria Marin, conversou nos últimos dias com Marco Polo Del Nero, seu vice, sobre a possibilidade de a edição deste ano contar com 24 clubes, incluindo Lusa, Vasco, Ponte e Náutico, que caíram.

Até a Globo já entrou na conversa e deu seu pitaco: a emissora que paga os direitos de transmissão do Brasileirão quer a volta da fórmula do mata-mata – os índices de audiência do campeonato desde a introdução dos pontos corridos, em 2003, despencam ano após ano.

Em cima disso, a CBF cogita organizar um torneio com dois grupos de 12 times, cada. Eles se enfrentariam em turno e returno, apenas contra adversários de sua chave. Os quatro primeiros colocados de cada grupo passariam às quartas de final, quando começaria o mata-mata.

Existe importante vantagem prática em um eventual Brasileirão desta maneira: ele só teria 28 datas, dez a menos do que o modelo de 2013. E o futebol nacional vive problema sério de calendário, principalmente pela realização da Copa do Mundo, que vai abocanhar quase dois meses do ano.

Política – Por trás de uma eventual virada de mesa, também há um cunho político. Em abril, ocorre a eleição para a presidência da CBF e apenas os presidentes de clubes da Série A têm direito a voto. Com a inclusão de Lusa, Vasco, Ponte e Náutico, Marco Polo, candidato da situação, pode garantir mais quatro votos.

Além dos times, têm direito a voto os presidentes das 27 federações de futebol do país. Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, será o candidato da oposição.

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NOTA DO COMENTARISTA PAULO PERES - Torcedores do Vasco também estão se mobilizando para entrarem com ações na Justiça comum, tendo em vista que o STJD,  no julgamento da partida Atlético PR X Vasco da Gama, não respeitou o regulamento da competição, o Estatuto do Torcedor etc.

(texto enviado pelo comentarista Paulo Peres)

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