Cabral, o governador factóide, cria no Rio um batalhão que já existe

Carlos Newton

Sergio Cabral não tem jeito, mesmo. Desta vez, decidiu inventar a criação de um “Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos”, cujo foco é a atuação da PM “onde houver a presença de multidões, seja em manifestações populares, jogos de futebol ou qualquer outro evento esportivo ou cultural”.

De acordo com a resolução da Secretaria de Segurança, o objetivo do novo batalhão é dotar a PM de “instrumentos especializados, eficazes e inteligentes para sua atuação no campo do policiamento ostensivo, visando à preservação da ordem pública em locais públicos”.

Acontece que esta corporação já existe há muitas décadas e sempre foi chamada de Batalhão de Choque. E o próprio texto da tal “resolução” (que destaca a necessidade de policiais “especializados e treinados para atuar dentro de uma doutrina de policiamento de proximidade, através do emprego de equipamentos e técnicas próprias, visando a gestão de multidões”) reconhece que os agentes passam por treinamento específico “de mediação de conflito e de controle de distúrbios, bem similares aos do Batalhão de Choque”.

Traduzindo: ao invés de governar, Cabral simplesmente finge que governa. Ou seja, não passa de um “governador factóide”.

Lula é candidatíssimo às próximas eleições presidenciais

José Carlos Werneck

A sucessão presidencial de 2014 teve início exatamente no momento que a presidente Dilma Rousseff tomou posse.

Dilma, inegavelmente, é uma criação de Lula, mas é claro que tem personalidade própria e está fazendo um governo que é bem superior a de seu antecessor. Caso típico de que “a Criatura superou o Criador”.

Lula, para tristeza dos que não o querem de volta (dentre os quais me incluo), tem o maior potencial de votos deste País. É um fenômeno eleitoral! Só não enxerga isso aquele que deixa o ódio sobrepor-se a uma realidade para lá de comprovada.

Na Democracia, vence uma eleição o candidato que tem o maior número de votos. Não importa se seja o mais ou menos (no caso de Lula o “menas”) preparado, o mais culto, o mais erudito ou o mais inteligente. Vence quem o eleitor escolheu. E ponto final!

Nunca me canso de repetir o que afirmouo grande político mineiro Milton Campos, para quem não havia saída fora da Democracia, numa entrevista concedida após sofrer uma derrota para João Goulart, na eleição para vice-presidência da República (à epoca que os candidatos ao cargo recebiam votação própria, independente do candidato a presidente).

Ao ser perguntado por jornalistas a que atribuía sua derrota, o grande mineiro, após uma tragada no cigarro, que sempre o acompanhava, respondeu de imediato:

“Atribuo minha derrota ao maior número de votos obtido por meu adversário, o Dr.João Goulart!”

SÁBIA LIÇÃO

Belíssima e sábia lição de Democracia. Análise precisa e e sucinta, despida de razões complicadas de Ciência Política, Sociologia ou Economia,tão ao agrado dos “cientistas políticos” de plantão, que adoram teorias, mas jamais concorreram a qualquer eleição!

Por tudo isso,aqueles que quiserem candidatar-se a sucessão de Dilma (inclusive ela própria), não se esqueçam de apresentar ideias novas, que consigam sensibilizar o eleitor, notadamente aqueles que se beneficiaram com os programas sociais implantados por Lula. E principalmente não se esqueçam: o ex-presidente, embora negue, é candidatíssimo à sucessão de Dilma!

O resto é conversa fiada, ou melhor, tema para cientista político discutir enquanto bebe um bom whisky.

“A questão indígena virou caso de polícia”, diz Marcos Terena

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

O Planalto prepara mudanças nas regras para a demarcação de terras indígenas; no Congresso Nacional, os ruralistas querem retirar do Executivo essa prerrogativa. Enquanto isso, os conflitos se intensificam, o mais recente em Humaitá (AM), a 675km de Manaus, onde fica a reserva tenharim. Um índio teria sido morto, três moradores estão desaparecidos e a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) foi incendiada. Tudo por causa de um pedágio cobrado pelos índios na rodovia que corta a reserva.

Ao Correio, o líder indígena Marcos Terena faz duras críticas:“O governo não sabe o que está acontecendo, só toma conhecimento depois que explode o conflito”. Segundo ele, a Funai está acéfala, virou obsoleta e não há interlocutores preparados para lidar com conflitos.

“Em Humaitá, quem é o negociador? O ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) mandou a polícia. A questão indígena virou caso de polícia! É a política que o Chile adotou contra os índios mapuche. O governo brasileiro está usando a mesma metodologia”, salienta.

Terena concedeu a entrevista por telefone, da aldeia Terena de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, onde nasceu há quase 60 anos. Entrou na Funai como piloto. Foi fundador da União das Nações Indígenas. Na Eco-92, organizou a Conferência Mundial dos Povos Indígenas sobre Território, Meio Ambiente e Desenvolvimento. É o idealizador dos Jogos dos Povos Indígenas e do Festival das Tradições Indígenas.

Sobre a questão indígena, Terena diz que é preciso analisar a questão por três ângulos: um é o do colonizador clássico, que é conservador e continua retrógrado em relação ao índio do novo milênio; outro, é a visão assistencialista e paternalista do governo brasileiro, que também é conservadora; o terceiro, é a dinâmica natural e progressiva dos povos indígenas, que é quase invisível.

“Diante das circunstâncias do ser humano, o índio tem transformado as invasões culturais e econômicas — como hidrovias, hidrelétricas, novas cidades e etc. —, que representariam uma catástrofe étnica, em nova perspectiva de luta e sobrevivência. Esse processo está sendo digerido pelos líderes tradicionais, que chamamos de autoridades, e que o sistema colonizador transformou na figura caricata de caciques. São pessoas que muitas vezes nem falam português, vivem na selva, preservam a cultura e estão muito atentas a esse processo”, salienta o líder indígena.

Aposentadorias de 52 mil continuam sendo pagas a ex-diretores do Banco do Brasil

Marcos Garcia

A Tribuna da Internet foi a primeira a informar que o Banco do Brasil estava patrocinando aposentadorias nababescas para seu corpo diretivo (R$ 52 mil mensais), através de seu fundo de pensão, a Previ.

O jornal “O Estado de São Paulo”, o Estadão, também passou a noticiar o caso recentemente, bem como o jornal Valor, informando que trava-se uma batalha entre os Ministérios da Fazenda e da Previdência sobre questão, vez que a Previc, agência reguladora dos fundos de pensão, é ligada à Previdência e o BB está vinculado à Fazenda.

Informa também o Estadão que o BB e seu fundo de pensão pediram prazo para cumprir a determinação da Previc, de 05/06/2013, de não utilizar recursos da Previ para pagar as aposentadorias milionárias, o que atualmente vem sendo feito.

Informação verdadeira mas incompleta, já que é a terceira vez que se pede prazo, alegando-se a impossibilidade de implementação. É estranho, pois para receber mostraram-se muito bons em implementação.

“EU NÃO SABIA”

Os petistas assumiram o “eu não sabia” para fugir das consequências de alguns de seus mal feitos. Inovando mais uma vez no descumprimento às leis, criaram agora o “peço prazo”, já informando com o pedido, por óbvio, da continuação do descumprimento reiterado de determinação de agente legal, no caso a autoridade máxima do setor de fundos de pensão.

Os prazos vão vencendo e eles, rápido no gatilho, “peço prazo”. Tivessem algum direito negado, não seria o caso de ingressarem com medida judicial?  Apostam no crescimento dos valores retroativos acumulados para que então a corda estoure no lado mais fraco, o fundo de pensão dos trabalhadores, já que os acionistas do BB irão botar a boca no trombone (já estão botando), se tiverem que pagar a conta.

Está difícil cumprir as leis? Peça prazo. Estado democrático de direito? Só quando for réu.

Está na hora do governo olhar mais para a Petrobras e seus acionistas

Flávio José Bortolotto

A Bovespa caiu 15% como um todo no ano de 2013. Vendeu-se mais do que se comprou. É de ressaltar-se que, em anos anteriores, subiu bastante, e em 2013 ocorreu correção, como breve acontecerá no mercado de imóveis. Correções são normais.

O mercado aponta que as expectativas de lucro futuro caíram bastante em 2013. Dentro dessa conjuntura, a Petrobras ainda tem dois problemas:

1- O governo PT e base aliada, que não é muito pró-mercado, como controlador da Petrobras obriga a empresa a subsidiar às suas custas cerca de US$ 10 Bi/ano, o equivalente à metade do atual lucro da Petrobras. O subsídio incide principalmente sobre a gasolina/diesel que são comprados mais caro do que vendidos na bomba, para conter a inflação. Com isso, são causados problemas também no mercado do álcool etc.

2- A Petrobras nos próximos 4 a 5 anos tem um vultoso programa de investimentos (parte do pré-sal, refinarias, etc.), que só darão retorno lá na frente. Sem poder fazer caixa normal, sobe morro acima com o freio de mão puxado. É bom para o Brasil, mas ruim para a Petrobras. A empresa ainda não está em crise, mas trabalhando no limite. Vai demorar, porém as ações vão reagir.

CAMPO DE LIBRA

Nosso editor/moderador opina que a Petrobras, tendo um caixa de R$ 40 bilhões e tendo pago R$ 6 bilhões de sua parte no bônus do campo de Libra (pré-sal, litoral de Santos), poderia explorar sozinha o campo de Libra, mas seria a um ritmo lentíssimo, cerca de 60 anos, porque tem todas as outras despesas normais. E ainda: como ficariam os outros campos do pré-sal, que são mais de 50 blocos?

Lembrando que sendo Libra um contrato de partilha, no qual o governo federal terá, sem investimento algum, 41,65% de todo o óleo/gás explorado, mais uma vez a Petrobras vai ajudar mais o governo do que a si própria.

Portanto, está na hora do governo olhar mais para a Petrobras e seus acionistas.

A esperança de Augusto dos Anjos

O advogado, professor e poeta paraíbano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914), mostra neste soneto que “A Esperança” como a panaceia para todos os sentimentos e momentos da vida.

A ESPERANÇA

Augusto dos Anjos

A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?

Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro – avança!

E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!
       (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Enquanto a extrema direita tem saudade da ditadura, o PT tem inveja dos ditadores

Altamir Tojal
(Site Este Mundo Possível)

Dilma Rousseff nada de braçada nas bilionárias verbas publicitárias do governo e das estatais e manipula o orçamento público como caixa de campanha eleitoral. E, em rede nacional de rádio e tevê, chama de “guerra psicológica” as críticas à sua política econômica.

A propaganda oficial vende o Brasil potência, a ilha de prosperidade. O discurso oficial diz que os críticos do governo são inimigos em guerra contra a pátria.

Enquanto a extrema direita tem saudade da ditadura parece que o PT começa a ter inveja dos ditadores. Qual a consequência da “guerra psicológica”? O ato institucional?

Junte o ódio à imprensa crítica a esse balão de ensaio da “guerra psicológica” e imagine o que vai ser a campanha eleitoral. Na política dos sonhos da presidente e seus ghostwriters só há espaço para aplausos e bajulação. Não há lugar para oposição e crítica.

“ÓDIO À IMPRENSA”

No artigo “Dos que tanto amam odiar a imprensa”, publicado em 26 de dezembro, Eugênio Bucci situa a tática do “ódio à imprensa” na estratégia do Partido dos Trabalhadores para continuar no poder. O texto associa esta tática à lógica de um projeto autoritário ou totalitário, que depende da fabricação de inimigos a serem odiados. Bucci deve saber do que fala, porque foi do PT e do governo Lula.

Não vamos esquecer que o outro inimigo da vez é o presidente do STF, Joaquim Barbosa, e, por tabela, a justiça. É o preço do julgamento do Mensalão e da condenação e prisão de Dirceu, Genoino e cia.

Ao chamar de “guerra psicológica” as críticas à política econômica do governo, a presidente ameaça jornalistas, juízes, economistas e quem se atreve a desagradar o governo e o partido do poder. Mentes totalitárias convenceram Dilma a entrar na roubada da “guerra psicológica”. Será que vão convencer a presidente a baixar um ato institucional?

(artigo enviado por Mário Assis)

Grande imprensa tenta esconder a grave crise do mercado imobiliário

Carlos Newton

O professor de economia Luis Carlos Ewald, conhecido como “Sr. Dinheiro” por suas aparições no programa Fantástico, está prevendo que a bolha imobiliária vai estourar no Brasil ainda no primeiro semestre de 2014, mas nenhum veículo da grande imprensa, incluindo jornais, revistas e televisões vai entrevistá-lo.

O motivo é simples. A mídia tem ganhado muito dinheiro com o “boom” imobiliário, faturando propagandas caras e sofisticadas, além dos anúncios classificados de compra, venda e aluguel. E agora não pode dizer que o sonho acabou.

Ewald deu entrevista ao excelente site econômico InfoMoney, dizendo simplesmente o seguinte: “Não se vende nada e tem muita oferta. Quem comprou, não consegue vender. Está desesperador”.

DESESPERO

É claro que a grande mídia jamais vai repercutir esse tipo de afirmação, embora esteja claro que a fonte da inflação imobiliária já tenha secado. As grandes empresas do setor estão entrando em desespero, porque começaram a construir prédios sem vender todas as unidades na planta. Com o esgotamento da bolha, agora não estão conseguindo vender os apartamentos restantes.

Esse tipo de especulação funciona na economia como o conhecido golpe das pirâmides. Quem chega primeiro vai ganhando dinheiro, mas os que aderem depois acabam segurando o estouro. Uma coisa é comprar imóvel para fugir do aluguel. Outra, muito diferente, é querer transformar isso num negócio de compra e venda, como virou moda por aqui.

NOBEL DE ECONOMIA

O economista americano Robert Shiller, vencedor do Prêmio Nobel em 2013, que previu o estouro das bolhas da Nasdaq e do Subprime nos Estados Unidos, já detectou a bolha imobiliária brasileira, salientando que não há nada que justifique a magnitude da alta dos preços dos imóveis no Brasil.

“Eu também já estou avisando faz tempo. Quando o mercado fica assim fantasioso, pode esperar uma crise, porque ela irá vir. Eu já vi isso acontecer três vezes no Brasil e todas as vezes foi a mesma coisa”, completou o professor Luis Carlos Ewald, cujas advertências estão circulando com sucesso na internet, mas no momento não tem a menor chance de ser entrevistado na grande imprensa.

Só irão ouvi-lo depois que a bolha estourar.

 

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