A genial receita de Ano Novo de Drummond

O Bacharel em Farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) é um dos mestres da poesia brasileira. O significado principal do poema “Receita de Ano Novo” está em olhar para dentro de si mesmo e sentir-se, realmente, apto para ganhar uma belíssima passagem de ano.

RECEITA DE ANO NOVO

Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

       (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

One comment

  • Mulheres são como livros! Você precisa abri-las para entendê-las.

    para o banheiro para se esconder. O PM haroldinho do Estácio de 1,64 de altura e seu parceiro de 1,68 de altura. Estão diante, do bandido negão de 2.01 de altura pesando 130 quilos. Haroldinho com suas pernas tremula com a arma em punho cheio de medo. Grita! Saí daí com às mãos na cabeça? O negão dentro da banheiro com vaso sanitário entupido cheio de cocô. Não pensa? Pega toda merda e lambuza o corpo inteiro para não entrar em cana. Grita o PM Haroldinho do Estácio, Saí com a mão na cabeça. Saí o negão fedendo a merda todo sujo. Os Pms trocam olhares e saí da frente do negão e decide. Eu não vou prender esse merda e não vou levá-lo preso para delegacia. O Bandido malandro do Estácio é liberado, corre em direção ao morro e some nos becos e vielas.

    O exorcista

    Malandro, cansado de entrar e sair da cadeia. Pensa? Vou virar pastor. Um ano depois, passava nos botequins para convencer os velhos amigos. Ninguém acreditava nele. Até porque, já se sabia que ele era famoso em praticar exorcismo (Tirar demônio dos corpos), somente das mulheres novinhas ou casadas.

    Descobri-se que ele ás levava para o quarto dos fundos da igreja e introduzia o seu cajado do milagre em suas…. Pedindo a elas, para ficar de olhos fechados e orando. Elas, que de bobas não tinham nada. Fingiam de bobinhas e permitiam que ele as usassem sexualmente. Pois, a maioria, raramente tinha sido usadas sexualmente por serem barangas. Então ele, fez grandes milagres no morro de São Carlos. Deixou vários filhos para diversos cornos do morro.. Andava cheio de jóias, carro e roupas finas tudo bancado por suas fiéis. Morreu de velhice aposentado da malandragem pelo INSS.

    Putas Virgens

    “Só vale sexo oral e anal”

    Os donos de escravas de ganhos, utilizavam também às escravas virgens para ganhar algum dinheiro com sua prostituição. Elas, para não serem perfuradas, eram convencidas a atender alguns clientes “Coronéis,Comerciantes,Militares e Políticos” discretamente a domicilio em suas fazendas e em suas residências, mandadas por seus donos a fim de conseguir recursos para comprar a sua alforria.”Liberdade”

    Putas Virgens Normalistas.

    Só valia sexo oral e anal.

    Na década de 50, existia na praça da Bandeira. Rua Mariz e Barros um puteiro de virgens explorado por uma cafetina descendente de escrava de ganho explorada na prostituição ainda virgem. Copiava o modelo de prostituição usada por escravagista cafetões. Só era admitida garotas virgens e estudantes normalistas. Segundo um cliente hoje com 94 anos. O lugar era muito discreto e só era permitida a entrada de clientes apresentados por outro cliente discreto e casado. Às garotas, não permitiam beijo na boca e muito menos ser perfuradas.

    Neste caso, o dinheiro, não era para obter a sua liberdade. Mais, sim, para comprarem Esmalte, Tintas de cabelos, vestidos, sapatos, bolsas e acessórios. Pois, a maioria eram de famílias muito pobre. Outras eram de fato sem vergonha mesmo. Faziam porque gostavam de sexo e sacanagem.

    Religiosamente falando, sou moça casta e pura.

    “Só pratico sexo oral e anal”

    Era do conhecimento de quase toda sociedade, o comportamento das escravas de ganhos, que recebiam dinheiro de seus maridos, namorados e noivos em troca de sexo com às escravas virgens. Sem que deixassem ser perfuradas e ficarem grávidas. Era um código social, para que uma moça tida como casta e pura, tivesse suas relações preservadas para casar com um rico fazendeiro igualmente como seu pai.

    Porem, nos salões de bailes, às conversas giravam em torno do comportamento sexual das escravas, que atrai às atenções de seus maridos e noivos. Por isso, algumas moças atrevidas sexualmente em poucos ou quase nenhum contatos com seus namorados e noivos, permitiam, que eles só chegassem até o ponto em que deixavam excitadas com às histórias contata nos salões por suas amigas. Isto é, deixavam que seus namorados, noivos e pretendentes tivessem um pouco de intimidade através do sexo oral e anal. Pois, Jamais permitiriam que fossem perfuradas e desonradas diante de uma sociedade patriarcal com costumes trazidos da Europa. Quando elas, se permitiam a fazer e atender os caprichos de seus parceiros com sexo oral e anal eram insuperáveis, devido a atmosfera religiosa vigente que traduzia tudo isso em pecado capital. Não nos dias de hoje é claro!

    Uma grande parcela das moças da classe média e alta tidas como castas, praticavam discretamente suas relações sexuais pecaminosas com seus parceiros. Todos sabiam, mais jamais discutia em rodas sociais abertamente. Hoje esse comportamento é discutido em redes sociais na internet.

    Festa de Natal nos Morros & Favelas. Quase tudo Roubado até a Rabanada.

    Bullying do Bolinho de Bacalhau Vs Mulato Velho com Batata.

    Era muito comum, próximo a data de natal, comprar, rifas vendidas nos pontos de jogos de bichos, barbeiros, biroscas, quitandas e armarinhos cesta de produtos para ceia de natal. Acontece que algumas cestas de natais quase todos os produtos eram furtados dos supermercados por mulheres especialistas em pendurar uma sacola por debaixo de saias longas. Geralmente usadas por mulheres gordas. Elas, só roubavam produtos finos considerados pela maioria dos moradores pobres, tais como:

    Azeite, bacalhau, biricuticos, castanhas, nozes, patês, garrafões de vinhos, azeitonas pretas, tremoços e pão de rabanadas. Algumas mulheres ladras tinham a habilidade de furtar um garrafão de vinho debaixo de sua saia. Esses produtos com exceção, do vinho sangue de boi e o pão de rabanada passava longe das mesas da maioria dos moradores pobres. O bacalhau de boa qualidade era, fornecidos por estivadores que furtavam dos carregamentos nos navios no porto do Rio. Pois, á maioria dos moradores pobres consumiam no lugar do bacalhau sempre caro. O mulato velho com batata. Peixe amazônico salgado e seco ao sol.

    Alguns meninos filhos de compradores ou sorteados no jogo do bicho com uma cesta de natal ganho no grupo praticavam, o hoje conhecido como bullying com bolinho de bacalhau. Tipo, na minha casa vai ter bolinho de bacalhau e não de mulato velho consumido pela maioria. Outros vizinhos apresentavam uma mesa farta de assados, como pernil do porco criado no quintal, coelhos e galinhas. Entretanto em casa de alguns malandros entre os assados recheados de farofa, tinha um gato sumido de algum lugar. Acrescentava os gatos no meio dos assados por que tinha convidados para ceia de natal, outros malandros esfomeados. Apesar de tudo isso! Ás festas de natais nos morros e favelas era um momento mágico, ludigo, alegre e cercado de muita emoção. O único que reclamava do bolinho de mulato velho era o meu irmão Ari. Dizia, Eu não vou comer essa porra. Entretanto ia para ceia que tinha gato assado com farofa. Grande otário não é?

    Merendas em Escolas Públicas.

    Angu com Carne de Baleia.

    Durante algum tempo ás escolas públicas serviam angu, arroz e feijão com carne de baleia comprado dos pescadores Japoneses. A corrupção com recursos públicos da merenda escolar era patente como é até os dias de hoje. Os compositores de sambas, pais desses alunos criavam letras de samba de roda com bom humor como é o Espírito dos cariocas.

    Golpe de mestre no Jogo do Bicho

    Malandros do Estácio deram golpe de mestre no jogo do bicho. Isto é, ditaram o resultado todo, depois de apostarem de cabo a rabo em vários pontos. Alguns golpistas entraram na porrada. Ninguém foi morto a mando dos bicheiros. Eles seguraram os prejuízos.

    Trio do Terror do Estácio- Década de 60.

    Miguelzinho, Carne Seca & Coisa Ruim.

    Miguelzinho era filho de Dina madrinha de Gonzaguinha que fez em sua homenagem a música. É preciso. Ô Dina é preciso olhar essa vida. Esse trio de bandidos era temidos por todos os malandros, policiais e moradores.

    Poesia & Prosas

    UI!

    E vi eu vivi!

    Deus eu amo esta cidade!

    Obrigado!

    Deus! Eu vi e vivi na melhor e mais bonita cidade do planeta. Vi sua obra diante mim nas ruas e praias. Vi você pintar o melhor e mais bonito quadro diante de mim em pleno verão carioca. Assisti seus modelos, sentar perto de mim no piscinão da praia do Flamengo. Tu és o melhor pintor da humanidade. Assisti negras, mulatas, brancas, negros, mulatos, brancos, heterossexuais, homossexuais, prostitutas, bichonas, travestis, gays e lésbicas. Dividindo o mesmo espaço e o mesmo sol.

    Mancha Verde no Mar

    O mar ta mangueira. Disse uma negona da cor de uma pedra de ônix sorrindo. Com uns 120 quilos e 1,65 de altura. Obvio bem acima de seu peso. Ela e seus 4 filhos despiram-se rápidos para revelar também o seu biquíni de tamanho impróprio para seu corpanzil e de cor amarelo ovo. Os filhos correram em direção á água refrescante para dá o seu primeiro ti bum. Abriu a caixa de isopor para pegar duas latas de cervejas e brindar. Ao gritar o nome de seu filho Hamlet nome de uma tragédia de William Shakespeare chamou a minha atenção.

    Hamlet negro com seus dentes da cor da porcelana ressaltava ainda mais a cor negra de sua pele. Percebi naquele momento o quadro que Deus estava pintando diante de mim em pleno verão carioca. A outra mulher vestia maiô azul, a menina biquíni rosa. Todos negros com os seus dentes da cor de porcelana formavam diante de mim um arco Iris mais lindo com uma novidade. O arco Iris vivo sorria e gargalhavam e forma contagiante. Logo em seguida chega uma mulata com corpo escultural com cabelo estilo Black Power com seus dentes igualmente lindos da cor da porcelana. Lambuzou seu corpo com mistura química para deixar seus pelos dourados. Em seguida passou óleo pelo corpo todo deixando sua pele brilhosa e reluzente. Qual artista pintaria quadros tão lindos? Somente Deus o maior e melhor artista tem competência para tamanha proeza. Momento que passaria despercebido para maioria. Para mim não. Vejo a beleza de sua obra em todo lugar. Ás praias cariocas são famosas por ser, freqüentadas por mulheres esculturais com vários tons de peles com seus minúsculos biquínis. Á única moldura é o sol que ajuda a liberar a melanina tão importante para completar a obra de Deus.

    Editora Pallas-2014

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