Depoimento sobre maioridade penal: ‘O menor que matou meu filho não era carente’

Elizabeth Metynoski (mãe do Giorgio Renan)

O menor que matou meu filho não era carente, era classe média alta, estudava em uma excelente escola, nunca passou fome ou coisa parecida. Ele ficou absolutamente impune, o único penalizado foi meu filho que aos 10 anos pegou perpétua no cemitério.

Aqui tem a história do que ocorreu: http://www.giorgiorenanporjustica.org/o_que_aconteceu.htm 

Baixar a maioridade penal realmente não vai resolver todos os problemas que temos hoje em nosso país, mas acredito que vai evitar que os menores infratores fiquem impunes e acabar um pouco com este “Não dá nada” que eles dizem na sua cara. Porque tão terrível quanto perder um filho é ver que o assassinou impune.

Nós que lutamos para mudar as coisas sabemos bem que não é só o menor carente que está aí cometendo delitos. Tem um amigo nosso que perdeu um filho, um jovem que fazia faculdade, trabalhava e era de bom caráter, assassinado em um sinaleiro em São Paulo, durante um assalto cometido por 3 menores cuja intenção era pegar o carro e etc para vender e custear a festa de aniversário de 18 anos do que atirou, que iria acontecer a alguns dias adiante.

Como o que atirou faltavam 4 dias para completar 18 anos, respondeu como menor, ou seja, não é crime, é “ato infracional” e os companheiros dele idem. Aos 18 anos, ficha limpa para todos.

Sei que muitos não concordam comigo, mas o importante é que o assunto seja discutido, ideal seria o plebiscito. Problemas outros o Brasil tem de monte, mas se a população começar a “gritar”, as coisas começam a mudar, o que precisamos é de ação e não reclamação.

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