Brasília: sai a Ilha da Fantasia e entra Resident Evil

Francisco Vieira

Apenas em março 88 pessoas foram assassinadas no Distrito Federal. Os quase três homicídios por dia no mês colocam a capital do país entre as mais violentas do território nacional. Nem o Entorno (periferia da cidade) apresentou estatísticas tão elevadas.

Na região vizinha ao DF, considerada uma das mais problemáticas do Brasil, a polícia registrou 54 execuções, número 62% menor do que o de Brasília. A quantidade de vítimas em solo brasiliense no terceiro mês de 2012 supera com folga a média mensal de 2011, que ficou na casa dos 60 mortos — aumento de 46%.

No ano passado, 722 brasilienses perderam a vida assassinados, média de 28,1 ocorrências para cada 100 mil habitantes. O maior e mais populoso estado brasileiro, São Paulo, indica taxas de 10 homicídios para cada 100 mil moradores (não sei se essa taxa é verdadeira, mas saiu em alguns jornais). E o Estado do Rio de Janeiro tem índice de 26,5.

As autoridades ligadas à área de segurança pública do Distrito Federal demonstraram preocupação com a situação de março. E anunciaram medidas emergenciais para evitar desempenho semelhante em abril. As mesmas medidas que vem sendo tomada desde o ano 2000, quando aquela professorinha foi assassinada no ônibus e o governo FHC lançou o tal Plano Nacional de Segurança Pública!

A cidade está tomada por zumbis, produzidos por aqueles especialistas que apreciaram as praças de drogas da Holanda. Cada esquina, cada bar têm como atividade secundária a venda de drogas! E estas se multiplicam como um vírus, onde um demente contamina dez pessoas saudáveis que, por sua vez, contaminam cem, e por aí vai…

O medo grassa em todas as classes sociais. Acabou-se o filme “A Ilha da Fantasia”. Agora entra em cartaz “Resident Evil”!

Até mais…

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