Monthly Archives: agosto 2012

Veja o estado dos centros esportivos de Atenas, oito anos depois da Olimpíada

Carlos Newton

Circula na internet uma impressionante reportagem fotográfica, mostrando o que aconteceu com Atenas oito anos depois da Olimpíada. São imagens de diversos estádios totalmente sem uso e abandonados, invadidos pelo capim, com piscinas imundas e se deteriorando, uma situação de causar constrangimento e pesar, numa das cidades historicamente mais importantes do mundo.

Estamos reproduzindo apenas uma das fotos, que mostram o abandono de um dos centros esportivos. A reportagem completa da seção esportiva do Businesses Insider, que nos foi enviada pelo comentarista Mário Assim, pode ser conferida no seguinte site:

www.businessinsider.com/2004-athens-olympics-venues-abandoned-today-photos-2012-8?op=1

The softball stadium is among the most empty

Este é o estádio de softball, uma espécie de beisebol feminino

 

 

Revisor vota pela absolvição de João Paulo Cunha do crime de corrupção passiva

Débora Zampier (Agência Brasil)

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje pela absolvição do réu João Paulo Cunha do crime de corrupção passiva. Essa é a primeira divergência entre o revisor e o relator Joaquim Barbosa, que votou pela condenação do parlamentar nesse quesito.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o então presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, recebeu R$ 50 mil para privilegiar a SMP&B Comunicação, de Marcos Valério, em contrato de licitação na Casa. O dinheiro foi sacado em espécie pela mulher de João Paulo Cunha, Márcia Regina, em uma agência do Banco Rural em Brasília.

A defesa de João Paulo Cunha alega que o parlamentar não tinha influência na comissão licitatória que escolheu a SMP&B entre outros seis concorrentes. Os advogados confirmam o saque de R$ 50 mil, mas informam que o valor foi liberado pelo PT e era destinado ao pagamento de pesquisas eleitorais na região de Osasco.

Para Lewandowski, não há corrupção se não ficar provado que houve ação ou omissão do funcionário publico como contraprestação da vantagem indevida. “Forçoso é concluir que o Ministério Público não logrou produzir uma prova sequer, nem mero indício, de que João Paulo Cunha trabalhou para favorecer ou dar tratamento privilegiado à SMP&B”, destacou.

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ACUSAÇÃO “ABSTRATA”

De acordo com o ministro, a acusação do Ministério Público foi “abstrata”, pois todas as provas colhidas no processo comprovam que a comissão licitatória atuou de forma independente na escolha da SMP&B. Ele ainda lembrou que a contratação foi considerada legal pelo Tribunal de Contas da União e que nenhum concorrente contestou o resultado.

Lewandowski também entendeu que ficou “largamente provado” que os R$ 50 mil sacados por João Paulo Cunha não eram propina e, sim, quantia disponibilizada pelo PT para pagar pesquisas eleitorais. Para o revisor, as provas indicam que o dinheiro foi solicitado ao ex-tesoureiro nacional do PT Delúbio Soares, pois a região de Osasco era considerada prioritária para a legenda.

O revisor ainda entendeu que os presentes dados por Marcos Valério a João Paulo Cunha – uma caneta Montblanc e passagens aéreas para a secretária do parlamentar – não provam que houve corrupção. “Há ausência do ato de ofício cometido em contrapartida, de resto não identificado pela acusação”, concluiu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGJoão Paulo Cunha, na época, disse que a mulher foi à agência do Banco Rural para pagar a TV por assinatura. Mas o fato é que ela saiu de lá com R$ 50 mil na carteira. A impressão que fica é de que Lewandowski vai dar uma no cravo e uma na ferradura, como se dizia antigamente.

Reforma trabalhista é a maior prioridade, diz pesquisa

Roberto Monteiro Pinho

Uma pesquisa realizada na segunda quinzena de julho pelo Instituto Sensus, divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostra uma nova realidade sobre o judiciário trabalhista. Para 36,4% dos entrevistados, a reforma trabalhista é a maior prioridade. A reforma política ficou como segunda prioridade para 19,3% dos entrevistados. A reforma da Previdência foi apontada como a prioridade número três para 12% dos entrevistados. Em seguida estão as reformas do judiciário (11%), tributária (10%) e agrária (6,8%).

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas nas cinco regiões do país e em 20 unidades da Federação entre 18 e 26 de julho. A legislação brasileira, onde se inclui a trabalhista, principalmente em relação às regras processuais, não se modernizou na mesma velocidade em que a conscientização da população brasileira sobre seus direitos.

A Emenda Constitucional 45/2004 inseriu no artigo 5º, da Constituição Federal, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Este instituto foi idealizado pelos legisladores para que o juiz reflita o que tem feito para dar uma resposta aos jurisdicionados, a blindagem do judiciário não é salutar para o processo do pacto Republicano, a falta de transparência e interação do juiz com a sociedade empobrece a todos, e os fazem suspeitos de forma genérica das tantas denuncias de ilícitos.

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JUÍZES INSOLENTES

O fato é que a magistratura num todo se tornou insolente, perniciosa e perturbadora, insolente ao extremo, data vênia, porque, bem lembrado no limiar de 2011, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), acusou a presidente Dilma Rousseff de cometer “crime de responsabilidade”, ao fechar o ano de sem conceder reajuste salarial aos magistrados, e dizendo que o Poder Judiciário estaria agindo como se fosse um “superpoder ditatorial, que pudesse tolher a independência de outro”.

A Ajufe emitiu a nota porque reivindicava o reajuste de 22%, defendido pelos juízes, já que a presidente estaria descumprindo o artigo da Constituição Federal que determina o aumento anual do teto do funcionalismo público segundo a inflação. Contundente a nota acusou a presidente de praticar um “atentado ao estado de direito e ao regime republicano”, ao deixar de fora do orçamento da União à proposta orçamentária encaminhada pelo presidente do STF, ministro Cezar Peluso.

Perniciosa e perturbadora, ao posar de a justiceira dos tribunais em detrimento de decisões complexas e de difícil concretização do direito, vez que o seu principio que sustenta a linha dorsal do judiciário é a entrega do resultado da ação, fato este que demora anos, e que segundo pesquisa do CNJ, 63% dos processos não são passíveis de execução.

Ministro Gilberto Carvalho é do tipo Ofélia – só abre a boca para dizer bobagens

Carlos Newton

Vejam só o senso de oportunidade do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que se acha um ministro da maior importância. Do alto de sua imponência, Carvalho afirma à imprensa que o governo tem R$ 14 bilhões para grevistas.

Uma declaração desse tipo, em meio a greve federais que se multiplicam, tem o mesmo efeito de colocar gasolina no fogo. Mas o boquirroto ministro foi mais longe, ao assinalar  que R$ 14 bilhões representam apenas o valor inicial com o qual o governo está trabalhando para conceder reajuste para os servidores públicos federais em greve.

Logo a seguir, parece que teve um surto de bom  senso e  evitou fazer maiores comentários sob o tema, alegando que o assunto está sendo conduzido pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo secretário das Relações de Trabalho do ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.

“Os R$ 14 bilhões são o número inicial, mas está mudando o tempo todo. As discussões continuam. O número vai depender das negociações. Este é um assunto do Ministério do Planejamento. Nestas questões temos de ter uma voz única”, declarou o ministro, ao chegar ao anexo do Planalto, para prestigiar o projeto “Cinema no Planalto”, que exibiu o filme nacional “Heleno”, com a presença do ator principal Rodrigo Santoro.

Questionado se o volume de recursos destinados ao aumento poderia chegar a R$ 22 bilhões, o ministro Gilberto Carvalho não quis responder. “Eu não sei. De fato, eu não sei. O Planejamento está cuidando disso e nós combinamos que nesse governo quem fala sobre este tema é a ministra Miriam Belchior ou Serginho. Na boa”, disse.

Gilberto Carvalho admitiu que incomodou a avaliação de que o governo não estava aberto a negociação. Isso porque, segundo ele, o governo estava “tentando formular números com responsabilidade” e foi acusado de romper acordo.

Como diz o próprio ministro, só há um comentário a fazer: “Na boa…”.

O cardápio do estadista

Percival Puggina

Vamos ver se consigo. É muito difícil que uma dissertação sobre política não seja lida sem que os leitores se instalem, provisoriamente ao menos, nas respectivas trincheiras. O que hoje trago para este espaço, no entanto, é uma reflexão sobre modos de ver a política que independem de devoções governistas ou oposicionistas e de alinhamentos ideológicos por tal ou qual banda. Estou fazendo uma aposta em que conseguirei ser entendido na perspectiva que proponho.

Vamos lá. Todo governante, sentado na cadeira das decisões, se defronta com esta questão: onde gastar os escassos recursos de que dispõe? Abrem-se, de hábito, dois caminhos. Num deles, os recursos podem ser gastos na conservação do estoque de bens públicos disponível, no aumento da oferta de serviços com ampliação dos empregos do setor, nas despesas de custeio e na distribuição de favores. No outro, priorizam-se os investimentos como forma de ampliar, através deles, as perspectivas do futuro.

O tema é relevante e se expressa na opção entre a possibilidade de governar mais para o presente e menos para o futuro ou de governar mais para o futuro e menos para o presente. Numa analogia bem singela, seria escolher entre comer feijão com arroz hoje ou preparar uma feijoada para amanhã. A experiência política mostra que o feijão com arroz é eleitoralmente mais bem sucedido que a feijoada, embora a feijoada fique na memória e entre para a história.

Há muitos anos, muitos anos mesmo, a feijoada foi parar num canto remoto do cardápio nacional – e no Rio Grande do Sul não é diferente – graças a uma taxa de investimento incapaz de providenciar os mais modestos ingredientes de uma feijoada que mereça essa designação. As propagandas oficiais podem sobrevalorizar o que é investido, mas não passam disso mesmo: propaganda oficial. Aponto para a falência da educação no país e não preciso dizer mais nada para provar o que digo.

É na bandeja do dilema aqui exposto que o prato da oposição é servido. Se o governante optar pela feijoada, a oposição reclamará da falta do feijão com arroz; se ele escolher o feijão com arroz, a oposição cobrará a feijoada. E não há como escapar desse conflito, a menos que – numa situação absolutamente ilusória e imprudente – se proceda como se existissem recursos para fazer bem as duas coisas. É a usina do endividamento, da insegurança e do descrédito.

Não é por outra razão que a política deve ser confiada aos estadistas. Quem vota em qualquer um por razões menores deve, mesmo, ser governado por pigmeus. Para cuidar apenas do custeio, um gerente serve; para decidir sobre investimentos, precisa-se de um planejador; para escolher entre o bem e o mal basta ter uma consciência bem formada. Mas para priorizar despesas, escolher o mal menor (porque o bem nem sempre está disponível ou acessível), fazer na hora certa a opção correta entre custeio e despesa, se requer um estadista.

E nós só os teremos quando os partidos compreenderem que eleição é um episódio do processo democrático. A eleição passa mas a política permanece. E a política só corresponderá às expectativas sociais quando os partidos se preocuparem com formar (e os eleitores com eleger) estadistas. Eles existem e estão por aí, cuidando de outras coisas, porque a política não lhes dá espaço. Enquanto isso, ora falta feijão, ora falta arroz e a feijoada virou um sonho.

(Do Blog do Puggina)

O amigo de Assange: um perfil de Rafael Correa, presidente do Equador

Paulo Nogueira (Diário do Centro do Mundo)

E eis que o pequeno Equador e seu presidente, Rafael Correa, estão subitamente sob holofotes mundiais. O motivo é a saga de Julian Assange, o combativo e combatido fundador do Wikileaks, o site que revolucionou o jornalismo investigativo com vazamentos de repercussão planetária que deram a jornais tradicionais como o NY Times e o Washington Post ares de obsolescência em estado avançado.

Correa, esquerdista moderado

Para quem acompanhava minimamente o esquecido Equador, não foi surpresa o apoio a Assange, expresso numa concessão de asilo que ninguém sabe quando se materializará. Assange, por enquanto, está na embaixada do Equador em Londres. Ele se refugiou lá depois que a justiça inglesa decidiu aceitar o pedido de extradição da Suécia, onde duas mulheres fazem acusações sexuais a Assange que em qualquer outro país do mundo não dariam, rigorosamente, em nada. O receio – fundamentado – de Assange é que, da Suécia, ele acabe nos Estados Unidos. Sua vida se transformaria num inferno em solo americano.

Assange conheceu seu amigo providencial, Correa, ao entrevistá-lo por Skype para um programa que ele tinha numa emissora russa. “Bem-vindo ao clube dos perseguidos”, disse Correa a seu entrevistador.

Correa é um daqueles presidentes de que os Estados Unidos definitivamente não gostam. Aos 49 anos, loquaz e enérgico, é um esquerdista moderado, um socialista cristão para quem os interesses de seu país não coincidem, necessariamente, com os dos Estados Unidos. Há algum tempo, ele recusou renovar um contrato pelo qual os americanos mantinham uma base militar no Equador. “Só aceito renovar se eles toparem que o Equador monte também uma base militar nos Estados Unidos”, disse ele, sorrindo.

O foco de Correa é a diminuição da desigualdade social entre os equatorianos. Nisso, ele não é diferente, por exemplo, da presidenta Dilma, ou de Lula. O que separa Correa de ambos é a forma com que ele coloca suas prioridades: enquanto Dilma parece sussurrar e Lula parecia falar, Correa parece gritar. Suas opiniões são expressas de maneira franca e, com frequência, contundente, a despeito do humor e do sorriso aberto quase sempre presentes.

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INJUSTO COM SATÃ

Seu colega Hugo Chávez, da Venezuela, uma vez comparou o ex-presidente americano George W. Bush ao “Satã”. Correa disse que Chávez fora injusto com Satã.

Casado com uma belga com quem tem três filhos, Correa é oriundo de uma família simples de Guaiaquil, a maior e mais importante cidade do Equador, embora a capital seja Quito. Seu pai se matou aos 50 anos, depois de se meter com o tráfico de drogas. Correa teve uma vida escolar vitoriosa, e acabou se formando em economia na melhor universidade equatoriana. Mais tarde, complementou seus estudos com quatro anos numa faculdade dos Estados Unidos.

Ao voltar ao Equador, retomou a vida acadêmica. Seu ingresso na vida pública se deu como ministro da Economia. Os equatorianos gostaram dele, e em 2006 Correa se elegeu presidente.

Seu índice de popularidade é alto, acima de 70%, graças aos programas sociais, mas a mídia local o detesta, e é correspondida. Não é uma relação tão destrutiva quanto a que existe entre Chávez e a mídia venezuelana, mas é mais complicada do que aquilo que se vê no Brasil ou mesmo na Argentina. De uma maneira geral, as grandes empresas de mídia da América do Sul mantêm um elevado grau de desconfiança de governos de esquerda – provavelmente por imaginar que se esconde neles uma vontade enorme de sovietizar os países em que estão no poder.

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EXEMPLO DA FRANÇA

É uma coisa típica de sociedades imaturas. Na França, nenhuma família dona de empresas de mídia imagina que o socialista François Hollande vá transformar o país numa república comunista. A agenda socialista, ou social-democrata, está hoje concentrada em reduzir a concentração descomunal de riqueza que se verificou nas últimas três décadas.

O caminho mais eficaz para isso, e é o que Hollande está fazendo, é impedir que as grandes corporações e os muito ricos encontrem tantas facilidades para reduzir ao mínimo os impostos que deveriam pagar. Adicionalmente, no caso da América do Sul, dada a miséria de tantos milhões de pessoas, o esforço fiscal tem sido acompanhado, pelas administrações de esquerda, de programas sociais como o Bolsa Família, no Brasil, e tantos outros.

Correa, o amigo de Assange, se enquadra dentro deste figurino.

Uma lira de Tomás Antonio Gonzaga

Tomás Antonio Gonzaga (1744-1810) nasceu na cidade do Porto, entretanto houve um esforço dos homens de letras em criar discursos que o naturalizassem brasileiro. O
ouvidor acabou tornando-se inconfidente das Minas Gerais e autor de uma das mais conhecidas histórias de amor das alterosas, quando utilizando o pseudônimo Dirceu, escrevia belos e famosos poemas para sua musa inspiradora Marília.

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LIRA I

Tomás Antônio Gonzaga

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
que viva de guardar alheio gado,
de tosco trato, de expressões grosseiro,
dos frios gelos e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto;
dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
das brancas ovelhinhas tiro o leite,
e mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela.
graças à minha Estrela!

Eu vi o meu semblante numa fonte:
dos anos inda não está cortado;
os Pastores que habitam este monte
respeitam o poder do meu cajado.
Com tal destreza toco a sanfoninha,
que inveja até me tem o próprio Alceste:
ao som dela concerto a voz celeste
nem canto letra, que não seja minha.
Graças, Marília bela.
graças à minha Estrela!

Mas tendo tantos dotes da ventura,
só apreço lhes dou, gentil Pastora,
depois que o teu afeto me segura
que queres do que tenho ser senhora.
É bom, minha Marília, é bom ser dono
de um rebanho, que cubra monte e prado;
porém, gentil Pastora, o teu agrado
vale mais que um rebanho e mais que um trono.
Graças, Marília bela.
graças à minha Estrela!
(…)

(Colaboração enviada pelo poeta Paulo Peres – site Poemas & Canções)

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