Monthly Archives: julho 2012

Evasão da divisas: brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

O comentarista Darcy Leite, sempre atento, nos envia essa matéria da Agência Brasil que causa pesar e desencanto, a respeito dos milionários brasileiros que deixam suas fortunas depositadas no exterior, como Paulo Maluf e tantos mais.

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MAIS DE UM TRILHÃO NO EXTERIOR

Um estudo inédito, que, pela primeira vez, chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.

O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais. Henry estima que, desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a “riqueza offshore não registrada” para fins de tributação.

A riqueza privada offshore representa “um enorme buraco negro na economia mundial”, disse o autor do estudo. Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como o México, a Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.

John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, para enviarem seus recursos ao exterior. “Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros”, afirma.

Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais. “As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos”, observa Christensen. “No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo”.

Chistensen diz ainda que no caso do México, da Venezuela e Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 70, embora “este seja um fenômeno de mais de meio século”. O diretor da Tax Justice Network destaca que há enormes recursos de países africanos em contas offshore.

A propósito da política econômica de Roberto Campos e Delfim Netto no regime militar

Martim Berto Fuchs

A bem da verdade, no início do regime militar Roberto Campos e sua equipe conseguiram frear a inflação, não obstante terem dando um arrocho tremendo tanto nos trabalhadores como nos empresários.

Primeiro: o Estado estava quebrado. A desorganização das contas públicas, principalmente em função da construção de Brasília e do programa de metas 50 anos em 5, continuava trazendo seus reflexos. O Estado, desde Getúlio Vargas, era o indutor do desenvolvimento do país e estava com o caixa zerado.

Segundo. As opções não eram muitas, mas sem dúvida os trabalhadores pagaram a conta maior, uma vez que o salário só podia ser reajustado uma vez por ano e para os rentistas criaram a correção monetária, mensal.

Terceiro. De 1965 à 1969, as indústrias também tiveram um dos maiores arrochos conhecidos desde que se intensificou a industrialização após 1930. No entanto, esta estratégia recuperou a capacidade de investimento do Estado e acabou beneficiando o parque industrial brasileiro como um todo.

Podemos frisar, sim, que a recuperação dos investimentos por parte do Estado foi conseguida em sua maior parte com a transferência de renda dos trabalhadores, que, se por um lado tiveram aumentados os postos de trabalho, muito se deve justamente à sua “contribuição”, e que o Estado soube administrar, não transferindo essa renda para o bolso das bases aliadas, passando de 12 para 38 Ministérios, como nos tempos atuais.

Apenas nos últimos anos começou a recuperação dos salários mais baixos, mas à custa dos salários mais altos, até de aposentados, pois desta vez quem não faz o dever de casa são os governantes, que tiram de todas faixas salariais via imposto de renda mas não investem, usando essa extraordinária receita apenas para manter o inchaço da máquina pública e as contas particulares dos seus aliados.

Extorquem da população 38% do PIB ou 1,7 trilhões em impostos, e têm a cara de pau de regatear 50 bilhões em investimentos. Não mal comparando, em 1984 entregávamos para o governo 20% do PIB. Esta é a realidade dos números.

Uma eleição de cada vez

Carla Kreefft (O Tempo)

A eleição em Belo Horizonte virou atração nacional, adquiriu um tom político muito forte, é vista como sinalização para a distribuição de forças que deverá ocorrer em 2014 e poderá definir o alinhamento ou não do PSB em relação aos dois principais polos: o PT e o PSB.

Resta saber o que a eleição poderá trazer para Belo Horizonte. Os problemas da cidade não são poucos e, certamente, preocupam muito mais o eleitor do que qualquer consequência política do desmembramento da aliança referendada pela população em 2008. A eleição de 2014 vai ser uma preocupação para o eleitor somente em 2014.

Por enquanto, o cidadão de Belo Horizonte quer saber se o posto médico de seu bairro está funcionando adequadamente, se as ruas possuem asfaltamento de qualidade, se pais, professores e alunos estão satisfeitos com os rumos da educação, se há empregos, se a violência vai diminuir e se o trânsito vai melhorar. Em resumo, o cidadão quer saber se a vida em Belo Horizonte tem condições de ganhar qualidade.

Obviamente, os candidatos sabem desse desejo e, por isso, afirmam em seus discursos que estão interessados em debater os problemas da cidade. A questão é que, nos bastidores, a disputa eleitoral tem pouca preocupação com esse debate. É perceptível uma guerra de desconstrução de imagens.

Passado, presente e as possibilidade de futuro são usados para abalar as trajetórias dos candidatos. A proposta, especialmente na internet, parece ser desmontar as imagens dos candidatos. Os programas de governo ainda nem estão prontos ou, se estão, não foram apresentados. O que importa do ponto de vista das coordenações de campanha são os candidatos os projetos políticos.

Em uma eleição assim, há sempre o risco de julgamentos precipitados, preconceituosos, e, claro, extremamente personalistas. Questões mais ligadas à ética pessoal e aos posicionamentos ideológicos serão motes muito explorados. Mas nem sempre é possível para o eleitor entender com clareza o que está acontecendo no quadro eleitoral.

O eleitor precisa gastar seu tempo para fazer análises mais apuradas. Ele não pode se deixar levar pelas meias verdades ou pelas mentiras repetidas várias vezes. O decisão do voto precisa ser, mais do que em outras situações, muito cuidadosa e balizada.

A eleição permite algo que é raro e valioso. No momento de votar, todos os cidadãos são absolutamente iguais. Não há diferenças de raça, religião, classe social e gênero. Não há peso e tratamentos diferentes para nenhum tipo de voto.

Mas é preciso lembrar que qualquer cidadão pode escolher bem ou mal. O preço disso será conhecido em quatro anos.

Saída da China é baixar os juros e estimular o consumo interno

Pepe Escobar (Al Jazeera – Qatar)

Pequim, é claro, está extremamente preocupada com a crise na eurozona. Por isso, o Banco Central chinês acaba de baixar os juros. Haverá mais um pacote de estímulos – no mínimo, US$ 320 bilhões –, para aumentar o consumo interno. O país talvez cresça “só” 7,5% em 2012.

Mas a expansão não para nunca. O premiê Wen Jiabao acaba de propor um acordo comercial entre a China e o Mercosul – o Mercado Comum Latino-americano. Cataratas de energia, vinda de todos os cantos – Sibéria, Ásia Central, Irã, Oriente Médio, África, América do Sul – têm de continuar a jorrar, para manter ativo o dragão mercantilista.

Por tudo isso, investir bilhões no Irã e promover a exploração conjunta da energia no Mar do Sul da China são, para Pequim, medidas óbvias de desenvolvimento. Não é tempo para sanções ou tambores de guerra. É tempo para fazer negócios. Um negócio de cada vez. Sem parar nunca.

Os países ocidentais são os responsáveis principais pela crise da civilização

Leonardo Boff

O complexo de crises que avassala a humanidade nos obriga a fazer um balanço. É o momento filosofante de todo observador crítico, caso queira ir além dos discursos convencionais e intrasistêmicos.

Por que chegamos à atual situação que objetivamente ameaça o futuro da vida humana e de nossa obra civilizatória? Os principais causadores desse percurso são os que, nos últimos séculos, detiveram o poder, o saber e o ter. Eles se propuseram dominar a natureza, conquistar o mundo, subjugar os povos e colocar tudo a serviço de seus interesses.

Para isso foi utilizada uma arma poderosa: a tecnociência. Identificaram como funciona a natureza e operaram intervenções para benefício humano sem reparar nas consequências.
Esses senhores foram os europeus ocidentais. Nós, latino-americanos, fomos agregados à força como o Extremo Ocidente.

Ilustração: Duke

Hoje, eles estão perplexos. Perguntam-se aturdidos: como podemos estar no olho da crise se possuímos o melhor saber, a melhor democracia, a melhor consciência dos direitos, a melhor economia, a melhor técnica, o melhor cinema, a maior força militar e a melhor religião, o cristianismo?

Essas “conquistas” estão postas em xeque, pois, não obstante seu valor, não nos fornecem mais nenhum horizonte de esperança. O tempo ocidental se esgotou, perdeu qualquer legitimidade e força de convencimento.

Arnold Toynbee, analisando as grandes civilizações, notou esta constante histórica: sempre que o arsenal de respostas para os desafios não é mais suficiente, as civilizações entram em crise, começam a esfacelar-se até seu colapso ou assimilação por outra. Esta traz vigor, novos sonhos e novos sentidos de vida pessoais e coletivos. Qual virá? Quem o sabe? Eis a questão cruciante.
O que agrava a crise é a persistente arrogância ocidental. Mesmo em decadência, o Ocidente se imagina ainda a referência obrigatória para todos.

Para a Bíblia e os gregos, essa atitude constituía o supremo desvio, pois as pessoas se colocavam no mesmo pedestal da divindade. Chamavam a isso de “hybris”, quer dizer: arrogância e excesso do próprio eu.

Foi essa arrogância que levou os Estados Unidos a intervir, com razões mentirosas, no Iraque, depois no Afeganistão e antes na América Latina, sustentando regimes ditatoriais.

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PROJETO IMPERIAL

Com o presidente Barak Obama se esperava um novo rumo, mais multipolar, respeitador das diferenças culturais e compassivo para com os vulneráveis. Ledo engano. Está levando avante o projeto imperial na mesma linha do fundamentalismo de George W. Bush. Não mudou substancialmente nada naquela estratégia. Ao contrário, inaugurou algo inaudito e perverso: uma guerra não declarada usando “drones”, aviões não tripulados. Dirigidos eletronicamente a partir de bases militares no Texas, atacam matando lideranças individuais e até grupos inteiros nos quais supõem estarem terroristas.

O próprio cristianismo, em suas várias vertentes, se distanciou do ecumenismo e está assumindo traços fundamentalistas. Há uma disputa no mercado religioso para ver qual das denominações mais aglomera fiéis.

Assistimos na Rio+20 à manifestação dessa mesma arrogância: os poderosos recusaram-se a participar e a buscar convergências que aliviassem a crise da Terra.

E pensar que, no fundo, procuramos a singela utopia bem expressa por Pablo Milanes e Chico Buarque: “a história poderia ser um carro alegre, cheio de um povo contente”.

Campanha pró-faxina dos políticos conta a história do barbeiro que fazia serviço comunitário e não cobrava cortes de cabelo

O comentarista Luiz Fernando Brito Pereira, sempre atento, nos envia uma curiosa mensagem que faz sucesso na internet, na defesa de uma faxina na política, sob o lema “Na próxima eleição troque um ladrão por um cidadão.

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O BARBEIRO

O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.

O florista ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.

Mais tarde, no mesmo dia, veio um padeiro para cortar o cabelo.

Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.

O padeiro ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.

Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.

O deputado ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.

Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos. Justamente por isso, o escritor Eça de Queiroz recomendava que “os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão”.

Um punhado de ossos, na visão poética de Ivan Junqueira

Sempre lembrando o amigo Rubem Braga, a poesia é necessária e hoje vamos postar o mais conhecido poema de Ivan Junqueira, jornalista, poeta, ensaísta e crítico literário, membro da Academia Brasileira de Letras.

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ESSE PUNHADO DE OSSOS

(Ivan Junqueira
A Moacyr Felix)

Esse punhado de ossos que, na areia,
alveja e estala à luz do sol a pino
moveu-se outrora, esguio e bailarino,
como se move o sangue numa veia.
Moveu-se em vão, talvez, porque o destino
lhe foi hostil e, astuto, em sua teia
bebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceia
o que havia de raro e de mais fino.
Foram damas tais ossos, foram reis,
e príncipes e bispos e donzelas,
mas de todos a morte apenas fez
a tábua rasa do asco e das mazelas.
E ai, na areia anônima, eles moram.
Ninguém os escuta. Os ossos choram.

Saber ver, enxergar o que não está claro, é uma das qualidades mais difíceis no futebol.”

Tostão (Jornal O Tempo)

Os maiores atletas do mundo, de cada esporte, com exceção do futebol, estarão em Londres. Os melhores são, especialmente nos esportes individuais, os mais pressionados, solitários e ambiciosos. A brasileira Fabiana Murer, a grande saltadora com vara, disse à “Folha” que usa o tédio – e acrescento a tensão – antes das disputas, para saltar mais alto.

A Olimpíada, ao mesmo tempo em que desperta belos sentimentos, estimula os cidadãos, atletas ou não, crianças, adolescentes e adultos, a pensarem que só serão felizes se forem vencedores, mesmo em pequenas coisas do cotidiano. O mundo é cada dia mais competitivo. Perder é morrer.

Apesar da razoável atuação na vitória sobre a Grã-Bretanha, o Brasil, por ter a única seleção quase do mesmo nível que a principal, é o maior favorito para conquistar a medalha de ouro. Contra algumas equipes, como a Espanha, mesmo sem jogadores acima de 23 anos, e o Uruguai, com a ótima dupla de atacantes da seleção principal, formada por Cavani e Suárez, o Brasil terá muitas dificuldades.

Oscar, com seu futebol simples e eficiente, tem grande chance de ser destaque no Chelsea. Porém, tenho dúvidas se ele será um dos grandes jogadores do futebol mundial. Os ingleses, pelo valor pago, e muitos brasileiros, pelo oba-oba, já o tratam como um craque, definitivo, antes de ser.

Na Olimpíada de 1996, nos EUA, na véspera da estreia com o Japão, conversei, por um longo tempo, com Ernesto Santos, conhecido observador da seleção brasileira. Minha intenção não era apenas obter informações para meus comentários. Queria trocar ideias sobre futebol e aprender com ele. Admirava seu trabalho, desde as Copas de 1958 e 1962.

Penso que técnicos e imprensa costumam dar muitas opiniões, informações, se fechar em grupos, mas conversam pouco sobre futebol. Muitos não escutam nem querem aprender. Acham que sabem tudo.

Ernesto Santos, depois de dar todas as informações para a comissão técnica, me mostrou os detalhes técnicos, táticos e estatísticos do time japonês. Milhares de setas cruzavam o papel, para mostrar a movimentação dos jogadores. Apesar das informações corretas, o Brasil jogou mal, Dida e Aldair se trombaram, e o Japão ganhou por 1 a 0.

Há, em uma partida, duas histórias paralelas. Uma, racional, ordenada, baseada em detalhadas informações e conhecimentos técnicos, e outra, imprevisível, ocasional. Um grande time é o capaz de impor sua história.

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GALO E RAPOSA

Escrevo essa coluna antes do jogo de ontem, contra o Sport. Independentemente da atuação do Galo e do resultado, o time tem boas chances de seguir entre os primeiros até o fim. A equipe tem jogado muito bem, mas não é nenhuma maravilha, como ouço e leio, com frequência, em BH e nos programas de televisão de Rio e São Paulo. Para mostrar que não são bairristas, muitos excedem nos elogios ao time mineiro.

O Cruzeiro, como ocorreu em outros jogos que venceu, armou um esquema defensivo e ganhou da Portuguesa. Guerreiro jogou de terceiro zagueiro. Ceará e Diego Renan atuaram de laterais, e não de meias ou alas pelos lados. E hoje, contra o Flamengo? Celso Roth vai manter esse esquema mais cauteloso, que tem dado certo, ou, em casa, vai pressionar, o que não sabe fazer?

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