“Morte do coronel Malhães apavorou depoentes”, diz membro da Comissão da Verdade

O professor Titular de Ciência Política, Paulo Sérgio Pinheiro, ministra, Ideli Salvatti, e o advogado criminalista, José Carlos Dias, se reúnem na Comissão Nacional da Verdade (CNV)(Antônio Cruz/Agência Brasil)
Andreia Verdélio
Agência Brasil

O ex-coordenador e membro da Comissão Nacional da Verdade (CNV), José Carlos Dias, disse que a morte do coronel Paulo Malhães “apavorou muita gente”, entre os depoentes da comissão. Dias e outros membros se reuniram hoje (23) com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti.

“A coincidência daquela morte foi estranha e serviu de estímulo para que muitos se recusassem a falar, a comparecer. É o medo. Isso é muito significativo. Mas conseguimos saber muitas coisas e, cruzando com documentos, vamos apresentar um relatório substancioso”, disse Dias, sobre o relatório final da comissão que será apresentado em 10 de dezembro.

A CNV começou, na segunda-feira, um mutirão para ouvir depoimentos de 41 agentes da repressão da ditadura militar no Brasil. Eles serão colhidos em Brasília e no Rio de Janeiro. Segundo Dias, a comissão pediu, em reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, o apoio da PF para conduzir aqueles que se recusarem a comparecer. “Nós queremos que [o depoente] venha voluntariamente, mas ele pode ser conduzido, já que nós temos o poder de convocar para prestar depoimento”.

PROPOSTA

Além de Dias, estiveram reunidos com a ministra Ideli os membros da comissão Paulo Sérgio Pinheiro e André Saboia. No encontro foi sugerida a criação de um órgão federal que possa aproveitar os trabalhos da comissão e dar prosseguimento ao legado que será deixado após o fim do seu trabalho, em 16 de dezembro.

Salvatti disse que vai apresentar a proposta de trabalho à presidenta Dilma Rousseff e propor a criação de um departamento, que sirva como um canal para concentrar também as informações colhidas por outras comissões.

“A CNV vai apresentar recomendações em seu relatório, então é importante começar a pensar além do legado para o Arquivo Nacional, para que todo o trabalho possa ser aproveitado”, disse Pinheiro, explicando que em vários países do Cone Sul há um departamento com essa vocação, como a Secretaria de Direitos Humanos para o Passado Recente, do Uruguai.

Saiba por que Ariano Suassuna tinha aversão à cultura de massa

Deu no Diário de Pernambuco

O escritor Ariano Suassuna, falecido na tarde desta quarta-feira (23/7), tinha verdadeira aversão à cultura de massa e criticava esses produtos com frequência. Em um texto publicado no jornal Folha de S. Paulo, no ano 2000, ele afirmou: “Algumas pessoas acham que para preservar uma impossível e indesejável pureza da cultura brasileira eu seria contrário a seu contato com outras culturas. De modo nenhum. Sou contrário somente ao mau gosto da cultura de massas, brasileira ou americana”.

No mesmo texto, ele não media as palavras para criticar ícones da cultura pop. “(…) a imitação seria ainda pior no caso do rock, música na qual os jovens americanos brancos, liderados por um imbecil como Elvis Presley, falsificam uma raiz popular negra, enfraquecendo sua força original e achatando-a de acordo com o gosto médio e o mau gosto dos meios de comunicação de massa”.

Ariano dizia ter antipatia ao tipo de arte massificada, vinda de fora, que o povo precisava “engolir”. Foi com base nisso que criticava o mangue beat, na década de 1990. Ele contava que certa vez Chico Sciente, de quem se considerava amigo pessoal, foi procurá-lo e disse que “também era armorial”. Ariano então perguntou por que o “Science” no nome. “Nos dois elementos do nome dele, eu estava ao lado do Chico e ao lado do maracatu rural, mas tava contra o Science, que queria misturar o maracatu com duas coisas tão feias, o rock e o hip-hop”.

Na visão do escritor, a globalização deveria ser evitada, pois reduzia os problemas culturais “ao nível do gosto médio”. Por posições como essa, foi chamado de fundamentalista, conservador, e até comparado com Dom Quixote. Aos insultos, respondia com bom humor. “Fui chamado pejorativamente de Dom Quixote por estar esgrimindo os moinhos de vento da globalização. Fiquei honradíssimo. Disse que a pessoa era um incompetente, não sabe nem insultar. No meu modo de ver, Dom Quixote não é derrotado. Ele tem a intenção de lutar”.

DISNEYLÂNDIA

Para Ariano, a Disneylandia era o maior “monumento à imbecilidade” do mundo. O equivalente brasileiro seria a réplica da Estátua da Liberdade construída no Rio de Janeiro. “Ainda não fui lá, mas tenho raiva. Já não gosto da original, e muito menos de uma cópia de segunda classe brasileira”, disse em entrevista em 2007.

As maiores obras de arte produzidas no Brasil, dizia o escritor, eram o Santuário de Congonhas, pelo escultor Aleijadinho, nas artes plásticas, a obra de Villa-Lobos, na música, e Os sertões, de Euclides da Cunha, na literatura.

Por unanimidade, Tribunal de Contas da União livra Dilma do processo sobre Pasadena

Beatriz Bulla
Agência Estado

Por unanimidade, o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu seguir a opinião do ministro relator José Jorge e isentar a presidente Dilma e o Conselho de Administração da estatal na época sobre supostas irregularidades na aquisição da refinaria de Pasadena pela Petrobrás. Com a decisão, o processo será convertido em uma tomada de contas especial (TCE), o que pode alterar valores, retirar dirigentes da estatal citados ou até incluir novos nomes.

A decisão exclui, inicialmente, os conselheiros da Petrobrás que na época deram aval ao negócio – entre eles, a atual presidente Dilma Rousseff. O final da sessão teve um pedido de vista realizado pelo ministro Benjamin Zymler, que logo depois foi retirado após voto antecipado dos demais ministros.

CONSELHEIROS

Durante as discussões, o ministro André de Carvalho chegou a dizer que seria favorável à inclusão dos membros do Conselho da Petrobrás no novo processo. Após a votação, o relator José Jorge disse à imprensa que a decisão foi por “concentrar a responsabilização e possível punição nos membros da diretoria executiva”, mas não excluiu a possibilidade de chamar os conselheiros durante o TCE, caso sejam trazidos novos elementos.

“Dependendo do que disserem, isso será realizado”, disse, em relação aos depoimentos dos citados. Jorge afirmou ainda que a previsão é que o relatório sobre o novo processo fique pronto em cerca de 90 dias.

A decisão do plenário do TCU ocorre após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidir arquivar a representação de um grupo de parlamentares contra o Conselho Administrativo da estatal na época. Para o procurador-geral, ficou provado que o aval para a compra estava alinhado com o planejamento da Petrobrás.

INDISPONIBILIDADE DE BENS

Mas o Tribunal de Contas da União determinou nesta quarta-feira, 23, a indisponibilidade dos bens de 11 executivos da Petrobrás, entre eles o ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, devido ao prejuízo de US$ 792,3 milhões apontado pela Corte na compra da refinaria de Pasadena pela estatal, em 2006.

Gabrielli se recusou a comentar a decisão do TCU. A decisão do Tribunal indicou que a diretoria executiva da companhia à época foi responsável pela aquisição e pelos prejuízos causados à União com o polêmico negócio.

 

 

EUA vão enviar à Comissão da Verdade mais documentos sobre a ditadura militar brasileira

Marcelo Brandão
Agência Brasil 

Depois de entregarem 43 documentos relativos à ditadura militar no Brasil à Comissão Nacional da Verdade (CNV), os Estados Unidos vão continuar colaborando com os trabalhos do colegiado e enviar novas informações sobre o período.

Após visita à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, integrantes da CNV confirmaram que o governo norte-americano vai continuar desclassificando documentos antes considerados sigilosos para entregá-los à comissão.

“Fomos informados pela embaixadora que o presidente Barack Obama manifestou interesse em dar continuidade à operação. Então, o processo de desclassificação de documentos nos Estados Unidos e envio para nós deve continuar. Devemos receber mais documentos no segundo semestre”, disse o coordenador da CNV, Pedro Dallari. Ele também explicou que o envio de documentos daquele país ao Brasil deve continuar mesmo após o encerramento dos trabalhos da comissão, em dezembro deste ano. “Esse é um dos legados da comissão”, disse Dallari.

ARGENTINA

Outros países também têm cooperado com a CNV na prestação de informações sobre o período da ditadura brasileira. Esta semana, a Comissão pela Memória da Província de Buenos Aires (CPM) entregou à comissão brasileira o relatório Victimas del Terrorismo de Estado. O documento traz informações sobre o desaparecimento de 11 brasileiros na Argentina, além de dados sobre seis argentinos presos e desaparecidos no Brasil. A CNV também recebeu detalhes sobre o monitoramento sofrido pelo ex-presidente João Goulart quando este esteve no país vizinho.

Além da Argentina e dos Estados Unidos, Alemanha, República Tcheca, Itália, Santa Sé e França, além de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, já disponibilizaram documentos sobre violações de direitos humanos no período da ditadura brasileira.

O professor Paulo Sérgio Pinheiro, membro da CNV, lamentou que as Forças Armadas não tenham postura semelhante à de tantos países que cooperam com a comissão. “É constrangedor para a Comissão Nacional da Verdade ver tantos países cooperando enquanto as próprias Forças Armadas brasileiras se recusam a reconhecer que houve tortura em suas instalações”, criticou.

Durante toda a semana, a comissão seguirá ouvindo depoimentos de militares envolvidos em violações de direitos humanos durante o regime militar. Para hoje, está previso o depoimento do Capitão Roberto Amorim Gonçalves, responsável por receber informações de agentes na Operação Sucuri, que infiltrou militares na área ocupada pela Guerrilha do Araguaia.

Amanhã (23), a comissão deve ouvir Cláudio Guerra, investigador da Polícia Civil do Espírito Santo, ligado ao Esquadrão da Morte, e que atuou em operações com agentes da repressão no Rio de Janeiro. Além dele, outros dois convocados, cujos nomes não foram revelados, também devem depor na sede da CNV esta semana.

Acidente na Ucrânia: Rússia contesta acusações dos Estados Unidos

Da Agência Lusa

O governo russo contestou declarações de autoridades norte-americanas que atribuíriam a rebeldes pró-Rússia a responsabilidade pela queda de um avião da Malaysia Airlines, quinta-feira (17), no Leste da Ucrânia, supostamente abatido por um míssil.

“Os comunicados dos representantes da administração americana são uma prova da percepção profundamente aberrante de Washington sobre o que se passa na Ucrânia”, disse às agências noticiosas russas o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov. “Apesar do caráter evidente e indiscutível dos argumentos fornecidos pelos rebeldes e por Moscou, a administração americana continua a perseguir seus próprios objetivos”, acrescentou.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia manifestou “perplexidade ao ver representantes oficiais de certos países apressarem-se em fornecer suas versões da catástrofe, influindo assim no prosseguimento do processo”.

OBAMA FEZ A ACUSAÇÃO

Na sexta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se apressou em afirmar que o avião malaio foi abatido por um míssil disparado de uma zona controlada por separatistas pró-russos.

“Mesmo antes do início do inquérito sobre a catástrofe, a Casa Branca já estabeleceu claramente quem é culpado”, escreveu na sua conta do Twitter o vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozine.

O diário Moskovski Komsomolets citou neste sábado um especialista militar que assegura a incapacidade dos rebeldes simpatizantes dos russos para usar um sistema da complexidade do míssil Buk, suspeito de ser a arma na origem da tragédia.

O jornal Komersant adiantou, por sua vez, que os estragos provocados pelo míssil no avião são semelhantes aos registrados por um avião comercial russo atingido por erro por um míssil do Exército ucraniano em 2001, que provocou a morte de 78 passageiros. No acidente de quinta-feira, morreram 298 pessoas.

Desde então, continuam a ser emitidas acusações mútuas por autoridades ucranianas e pelos rebeldes que controlam parte do Leste do país.

Procurador-geral arquiva representação contra Dilma por Pasadena

Erich Decat
O Estado de S. Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento de representação apresentada por um grupo de congressistas que pediu que fossem apuradas supostas irregularidades praticadas pelo Conselho de Administração da Petrobrás – presidido à época pela então ministra Dilma Rousseff – na operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006.

No entendimento de Janot, as informações e documentos apresentados pela Presidência da República “afastam a acusação de conduta dolosa ou culposa que possa ser atribuída ao Conselho de Administração da Petrobras de ter dado causa aos prejuízos advindos da referida operação, sendo desnecessário o prosseguimento da instrução”, afirma o procurador no documento de quatro páginas assinado nesta segunda-feira, 21.

Para o procurador, a documentação apresentada deixa evidente que a decisão do Conselho de Administração estava alinhada com o planejamento estratégico da estatal e foi adotada seguindo os procedimentos do estatuto social.

“Ainda que se esteja diante de uma avença malsucedida e que importou, aparentemente, em prejuízos à companhia, não é possível imputar o cometimento de delito de nenhuma espécie aos membros do Conselho de Administração, mormente quando comprovado que todas as etapas e procedimentos referentes ao perfazimento do negócio foram seguidos”, ressalta o PGR.

RESPONSABILIDADE

No trecho final do documento, Janot conclui que a responsabilidade pelos eventuais prejuízos ocorridos deverá ser apurada pelos órgãos de controle e os possíveis reflexos penais deverão ser investigados, se for o caso, pelas instâncias ordinárias, caso encontrem elementos probatórios para tanto.

A representação tem como autores os senadores Randolph Rorigues (PSOL-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amelia (PP-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Pedro Simon (PMDB-RS), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).

Aécio vai se licenciar sem remuneração como senador até as próximas eleições

José Carlos Werneck

Segundo matéria do jornalista Ricardo Setti,o candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves  anunciou que pedirá licença do Senado, sem vencimentos ou benefícios, assim que o Congresso Nacional voltar do recesso de meio de ano, na terça-feira, dia 5.

Aécio não acha correto continuar recebendo salários enquanto percorre o País em campanha, não comparecendo às sessões do Senado, embora o Congresso pretenda permanecer em “recesso branco”, sem decidir nada de relevante, até o dia 5 de outubro, data do primeiro turno da eleição presidencial.

Se for para o segundo turno, Aécio deverá continuar afastado pelo menos até 26 de outubro, data marcada para a decisão final.

Ele também promete para as próximas horas “informações que mostram a lisura do processo” de construção de uma pista de pouso em área de propriedade de um parente seu, desapropriada pelo governo de Minas quando ele era governador.

Até agora, apenas 367 candidatos foram impugnados pela Lei da Ficha Limpa.

André Richter
Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou hoje no sistema de registro de candidaturas das eleições os nomes de todas as pessoas que pediram registro para concorrer ao pleito. De acordo com o levantamento, 24,9 mil candidatos devem disputar vagas de deputado federal, estadual e distrital, senador, governador e presidente da República. O número inclui suplentes de senador e vices aos governos estaduais e à Presidência da República.

Segundo informações do sistema do TSE que centraliza as candidaturas, o número maior de candidatos é para o cargo de deputado estadual (16,2 mil). Para deputado federal, são 6,7 mil. No Distrito Federal foram registradas mil candidaturas ao cargo de deputado distrital e 181 candidaturas foram recebidas para senador, primeiro e segundo suplentes. Nos estados, são 171 candidatos a governador e vice. Onze candidatos vão disputar as vagas de presidente da República e 11, de vice-presidente.

Em outubro estarão em disputa 1.059 vagas para deputado estadual. Na Câmara dos Deputados serão eleitos 513. Vinte e sete (um terço) das 81 cadeiras no Senado estão em disputa. A Casa renova alternadamente a cada eleição um terço e dois terços dos parlamentares. Para deputado distrital, são 24 cadeiras.

O número poderá ser atualizado até o dia da eleição, pois os pedidos de registro ainda serão julgados pelos juízes eleitorais e novas informações devem ser recebidas nos tribunais regionais eleitorais.  Após a decisão da Justiça Eleitoral, os candidatos estão aptos a concorrer. Além disso, as coligações podem mudar os candidatos que escolheram.

A entrega do registro não garante a participação do político nas eleições. Após parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), os pedidos são julgados por um juiz eleitoral, que verifica se as formalidades foram cumpridas.

Até o momento, o MPE já impugnou 1.850 registros de candidaturas às eleições em todo o país. Cerca de 20% (367) foram com base na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados em segunda instância pela Justiça. O número de impugnações deve aumentar até o levantamento final, previsto para o fim deste mês.

Para estar apto a concorrer às eleições de outubro e ter o registro deferido pela Justiça Eleitoral, além de não se enquadrar na Lei da Ficha Limpa, os candidatos devem apresentar declaração de bens, certidões criminais emitidas pela Justiça, certidão de quitação eleitoral que comprove inexistência de débito de multas aplicadas de forma definitiva, entre outros documentos, como previsto na Lei das Eleições (Lei 9.504/97).

O primeiro turno do pleito deste ano será em 5 de outubro. O segundo está marcado para o dia 26, nos casos de eleições para governador ou à Presidência da República em que o primeiro colocado não obtiver 51% dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.

TSE lança simulador da urna eletrônica na internet, para ensinar eleitor a votar

 

André Richter
Agência Brasil 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou em sua página na internet um simulador da urna eletrônica. Por meio da ferramenta, o eleitor pode treinar, com candidatos fictícios, como vai votar no dia do pleito. O simulador pode ajudar o cidadão menos familiarizado com um computador e até reduzir o tempo para votar.

O eleitor pode escolher treinar na votação completa para eleger os representantes de cinco cargos em disputa ou optar pela simulação de voto em trânsito ou no exterior, em que o cidadão vota somente para presidente da República. Há também uma votação específica para o eleitor do Distrito Federal, onde serão escolhidos 24 deputados distritais.

A ordem de votação é mesma que aparecerá na urna no dia da eleição. Primeiro será escolhido um candidato a deputado estadual ou distrital, seguido por deputado federal, senador, governador e presidente da República.

O eleitor que participar da eleição fictícia terá que escolher entre os candidatos dos partidos dos Esportes; das Profissões; dos Ritmos Musicais; das Festas Populares e do Folclore.

O primeiro turno do pleito deste ano será em 5 de outubro. O segundo está marcado para o dia 26, nos casos de eleições para governador ou à Presidência da República em que o primeiro colocado não obtiver 51% dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ muito louvável tentar ensinar o analfabeto funcional a votar. O mais importante, porém, será blindar as urnas eletrônicas, para que fossem realmente à prova de fraude. No sistema atual, tudo pode acontecer e a Justiça Eleitoral não está nem aí. (C.N.)

ONU abandona a Líbia, que pode ficar sob domínio dos “senhores da guerra”, até que os EUA invadam de novo

Da Agência Lusa

Violentos combates foram registrados domingo perto do aeroporto de Trípoli, capital da Líbia, onde milícias rivais disputam há uma semana o controle do local, depois que se intensificaram os alertas sobre os riscos de uma guerra civil no país.

Os mais recentes combates levaram a Organização das Nações Unidas (ONU) a retirar a sua missão da Líbia. E a União Europeia (UE) já manifestou preocupação com esses novos confrontos, que, segundo um responsável local, provocaram a morte de cinco civis. As vítimas moravam no bairro de Qasr Ben Ghachir, próximo do aeroporto.

A delegação da UE no país expressou preocupação com um “conflito prolongado” e pediu diálogo entre as partes.

AEROPORTO FECHADO

O terminal está fechado desde o dia 13, após um ataque feito por uma aliança de milícias islâmicas e da cidade de Misrata, a 200 quilômetros a leste de Trípoli.

Os combates trouxeram à tona o receio de um conflito mais vasto. O país ainda aguarda a proclamação dos resultados das eleições legislativas de 25 de junho, que. segundo a Comissão Eleitoral, deveriam ter sido anunciados nesta segunda-feira.

Sem capacidade de reagir, as autoridades líbias indicaram na semana passada a possibilidade de recorrer a forças internacionais para restabelecer a segurança em um país assolado pela anarquia após a queda do regime do Muammar Kadhafi, em 2011.

Durante uma intervenção no Conselho de Segurança da ONU em Nova York, o ministro líbio dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Abdelaziz, pediu a ajuda da organização para a formação das forças de segurança líbias, com o objetivo de proteger o setor de infraestrutura, principalmente os aeroportos e as instalações petrolíferas.

“Se a Líbia se tornar um Estado em desagregação, nas mãos de grupos radicais e de senhores da guerra, as consequências serão profundas e talvez irreversíveis”, considerou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs chefes das milícias libanesas se venderam aos Estados Unidos e seus aliados por meros 30 dinheiros. Agora, querem assumir os riquíssimos campos de petróleo do país. É claro que os Estados Unidos, que se julgam os “senhores do mundo” não permitirão que seus interesses econômicos sejam desfeitos pelos “senhores da guerra”. O resultado será uma guerra devastadora. (C.N.)

Aviso-alerta sobre a Convenção 169 da OIT e a “independência” das nações indígenas

Celso Serra

Os Estados Unidos, o Canadá, a Nova Zelândia, a Austrália e mais de 100 países se recusaram a aprovar a Convenção 169  da Organização Internacional do Trabalho – OIT.  Motivo: o texto da referida Convenção mutilava a soberania interna de seus países.

O Brasil, em governos passados, cometeu o erro de aprovar e ratificar a Convenção 169 da OIT. Esse fato vem causando enormes prejuízos e impedindo o necessário e adequado desenvolvimento do Brasil, que teve sua soberania interna mutilada. Além disso, gerou sucessivos e crescentes problemas de governabilidade.  Dentre outros, os setores agropecuário e energético são continuamente tolhidos em seu desenvolvimento.

O Brasil tem prazo até esta quinta-feira, 24 de julho de 2014, para denunciar a Convenção 169 da OIT e pôr fim ao erro cometido.  Se não tomar essa atitude agora, só poderá fazê-lo em 2024.  Esse novo período de dez (10) anos poderá ser fatal para o destino do país como Estado soberano.

OBRIGATORIEDADE

O artigo 39/2 da Convenção 169 da OIT é peremptório em afirmar que: “Todo Membro que tenha ratificado a presente Convenção e não fizer uso da faculdade de denúncia prevista pelo parágrafo precedente dentro do prazo de um ano após a expiração do período  de dez anos previsto pelo presente artigo ficará obrigado por um novo período de dez anos e, posteriormente, poderá denunciar a presente Convenção ao expirar cada período de dez anos, nas condições previstas no presente artigo.”

Importantes setores da sociedade brasileira estão cientes do problema e consideram a aprovação/ratificação da Convenção 169 da OIT um ato nocivo ao país e que deve ser extirpado,  um crime de lesa-pátria, uma traição à soberania, um ato contrário aos interesses do Brasil como nação independente.

A presidente Dilma Rousseff poderá captar apoios eleitorais importantes (e votos) por meio de ato firme, destemido e patriótico: denunciar na OIT a Convenção 169 – antes de 24/julho/2014.

A denúncia da Convenção, do ponto de vista interno, terá peso igual ou maior do que a feita por nossa presidente na ONU com relação a espionagem nos meios de comunicação.  Do ponto de vista eleitoral, muito superior.

NENHUMA POTÊNCIA…

Com relação à situação internacional a posição do Brasil para denunciar a convenção é muito cômoda, pois nenhuma grande potência assinou a referida Convenção 169 da OIT, pois não admitiram ingerência em suas soberanias internas.

Fica evidente que a omissão da presidente Dilma Rousseff em não denunciar a Convenção 169 da OIT  – dentro do prazo pertinente -  será utilizada durante a campanha para presidente pelos candidatos da oposição contra ela, o que poderá causar irreparáveis danos eleitorais.

A decisão está nas mãos da chefe do governo.  Ela decidirá se entrará para a História como defensora da soberania interna do Brasil ou como uma presidente omissa e negligente com os verdadeiros interesses nacionais.

A confusão poética entre o amor verdadeiro e o falso

O poeta Dante Milano (1899-1991), nascido em Petrópolis (RJ), é um dos poetas representativos da terceira geração do Modernismo. Em “Poema do Falso Amor”, Milano mostra a diferença entre o falso e o verdadeiro amor, para questionar: Qual dos dois é o verdadeiro?

POEMA DO FALSO AMOR
Dante Milano

O falso amor imita o verdadeiro
Com tanta perfeição que a diferença
Existente entre o falso e o verdadeiro
É nula. O falso amor é verdadeiro
E o verdadeiro falso. A diferença
Onde está? Qual dos dois é o verdadeiro?

Se o verdadeiro amor pode ser falso
E o falso ser o verdadeiro amor,
Isto faz crer que todo amor é falso
Ou crer que é verdadeiro todo amor.
Ó verdadeiro Amor, pensam que és falso!
Pensam que és verdadeiro, ó falso Amor!

     (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

 

Dilma busca ressurgir e anuncia revisão de erros cometidos

Pedro do Coutto

Em reportagem publicada na Folha de São Paulo, 22 de julho, Valdo Cruz revela que, através de sua assessoria política, a presidente Dilma Rousseff está assumindo o compromisso de rever erros que admite ter cometido no primeiro mandato. A iniciativa demonstra que a partir de agora, véspera do início da campanha eleitoral, ela busca ressurgir na caminhada para um segundo mandato assim reconquistando tempo perdido. Despertou tarde, mas, como diz o aditado, antes tarde do que nunca.

Foi evidentemente tocada pelas recentes pesquisas do Datafolha que iluminaram o aumento da rejeição a seu governo, o que, como é inevitável, acarretou a descida de sua liderança de 38 para 36 pontos no espaço de quinze dias. Mais importante do que o pequeno recuo, aí sim, é o registro  do que pode ser uma tendência. O Datafolha assinalou 36% das intenções de voto, contra 20% de Aécio Neves e apenas 8 pontos para Eduardo Campos. Mas existem muitos outros candidatos, a começar pelo pastor Everaldo  que alcança 3 degraus.

Somados todos os percentuais, de acordo com o Datafolha, verifica-se um empate. Ou seja, a soma dos adversários coincide com os 36 pontos alcançados pela chefe do Executivo. Tais números acentuam, mais que uma tendência possível, a hipótese provável do segundo turno. Assim, a decisão nas urnas seria transferida de 5 de outubro para 26 do mesmo mês, conforme prevê a lei.

ERROS  

A matéria do jornalista Valdo Cruz é bastante forte ao refletir vários ângulos do processo de fixar um panorama verdadeiro. A começar pelo fato de a assessoria de Rousseff alinhar o que Dilma reconhece como seus principais erros na trajetória de seu desempenho político, a partir dos planos econômico e social.

No campo político, do qual se ganha e se pErde votos na urna, ela admite a falta de diálogo com os partidos aliados e com as correntes do empresariado que mais se aproximam de sua candidatura. Os outro seis aspectos concentram-se no corte das tarifas de energia, desoneração sobre as folhas de pagamento, tarifas de ônibus, preço dos combustíveis procedentes do petróleo, empenho em assegurar superávit primário (a contabilidade antes de considerar o custo com a rolagem da dívida interna), além da limitação dos ganhos das empresas de transporte rodoviário e ferroviário.

Essas medidas, todas elas, voltadas para conter a inflação em patamar positivamente absorvível pela sociedade, mas, vê-se agora, não produziram os resultados almejados. Sim. Porque se tivessem logrado atingir os resultados esperados, ela, Dilma, não os incluiria num quadro de revisão.

NOVO ESTILO

A essa lista de reformas, a meu ver, ela deve acrescentar a mudança de seu estilo que, se não a levou a um isolamento, pelo menos bloqueou  sua progressão no processo de ampliar as intenções de voto para si.

Os números confirmam essa imagem. No primeiro turno, ela tem 36, Aécio 20, Eduardo Campos 8 pontos. Caso haja segundo turno, o Datafolha aponta 44 para ela, 40 para Aécio. Portanto ela sobe 8 degraus, Aécio   duplica a percentagem do primeiro embate, sobe portanto para 40. A aproximação ocorre. Porém tem que se levar em conta os sufrágios brancos e nulos que podem conduzir a uma distância maior dela em relação ao senador mineiro.

Porque se a pesquisa registrar, digamos, o que é provável, 15% de nulos e brancos, as percentagens terão que ser infladas, é claro, na mesma escala. Sobe mais, assim, quem está na frente. Mas estas são interpretações dos números. Havendo segundo turno, os debates e os conteúdos das colocações do tema é que vão decidir se Dilma Rousseff continua no  plano alto do planalto ou se vai ser sucedida por Aécio neves. O pastor Everaldo, vejam só, pode ser decisivo para definir se haverá ou não segundo turno.

Eduardo Campos, a meu ver, vai esperar o terceiro turno. Mas este só nas eleições de 2018.

É óbvio que Aécio Neves errou ao usar terras de sua família para construir um aeroporto

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Deu em O Tempo

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai investigar se aviões pousaram e decolaram a partir do aeródromo de Cláudio, construído pelo governo de Minas Gerais em uma área que pertenceu a um parente do presidenciável Aécio Neves (PSDB).

Segundo a agência, não há autorização legal para movimentação aérea no local porque o uso da pista ainda não foi liberado perlo órgão de fiscalização. Na prática, o aeroporto ainda não existe.

Como a Folha de S. Paulo revelou no domingo (20), Fernando Tolentino, um dos primos de Aécio, afirmou que a pista recebe ao menos um voo por semana e que o presidenciável usa o aeroporto sempre que visita a cidade. Aécio possui, em conjunto com familiares, uma fazenda localizada a 6 quilômetros do aeródromo.

A Anac dará prazo de 10 dias para que o governo de Minas e a prefeitura local se pronunciem e fará diligências no aeroporto de Cláudio e em outros da região para apurar eventuais operações clandestinas.

Se comprovadas irregularidades, a agência avaliará quais sanções são cabíveis neste caso.

AEROPORTO

A Folha de S.Paulo revelou que, no fim do segundo mandato de Aécio como governador de Minas Gerais, o Estado construiu um aeroporto em terreno que já pertenceu a Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô do candidato tucano e ex-prefeito da cidade. O terreno foi desapropriado para a construção do aeroporto, no município de Cláudio. O Estado gastou quase R$ 14 milhões na obra. incluindo o custo da desapropriação.

Aécio usou seus perfis nas redes sociais para contestar a reportagem da Folha. “O aeroporto foi construído em área pertencente ao Estado, não havendo investimento público em área privada”, declarou o candidato tucano.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - O assunto é muito interessante e lembra uma frase do ex-senador, ex-governador e ex-ministro Jarbas Passarinho: “O maior problema dos políticos é atender a família”.

Esse caso do aeroporto de Cláudio é sintomático. O então governador Aécio Neves errou ao usar terras de sua família para construir o aeroporto. Não interessa se houve desapropriação e as terras passaram a pertencer ao Estado. Não interessa se já havia uma pista de pouso no local e o governo simplesmente a modernizou. Não interessa se aquela região de Minas realmente necessita de uma pista de pouso adequada. Não interessa se a obra ficou muito barata, devido ao baixo valor da desapropriação.

O que interessa é que esse fato dá margem a uma exploração política que prejudica a candidatura de Aécio à Presidência. Seu avô, Tancredo Neves, era muito mais cauteloso. Recomendava que nenhum político demonstrasse ser rico. Tancredo era muito rico, e sua mulher, Dona Risoleta, também não ficava atrás. Mas faziam questão de serem modestos. Moravam em Copacabana, num belo e amplo apartamento, porém jamais faziam ostentação.

Aécio Neves é rico desde que nasceu. Seu pai, ex-deputado Aécio Cunha, também era abonado. Mas vivia discretamente, como recomenda a mineirice. O problema é que Aécio foi criado no Rio e é mais carioca do que mineiro. (C.N.)

 

O grande presunto

Carlos Chagas

Na hipótese da vitória de Dilma sobre Aécio, no segundo turno das eleições de outubro, ampla dose de cautela e humildade deverá ser aplicada no novo governo pela presidente da República. Não dependendo mais de ganhar outra eleição, ela poderá livrar-se ao menos de parte dos parasitas que povoaram nos últimos quatro anos a Esplanada dos Ministérios. Nada de entregar o ministério dos Transportes para um, o ministério das Cidades para outro e o ministério da Integração Nacional para um terceiro.

Os partidos que apoiarem o segundo governo poderão, é claro, integrá-lo, mas sem a chantagem da ocupação de espaços ou a passagem para a oposição. Dilma terá condições de compor não o ministério de seus sonhos, pois compromissos político-partidários sempre existirão, mas, pelo menos, uma equipe aliviada da carga fisiológica que agora vai terminando.

Terminando? Vamos devagar, porque se o vencedor do segundo turno   for Aécio Neves, de que maneira ele conseguirá governar sem ceder ao jogo sujo dos partidos ávidos de integrar a sua base, a começar pelo PMDB,de presas e garras prontas para apoderar-se da carniça. Sozinhos, os tucanos sabem não dispor de maioria no Congresso. Fora os penduricalhos, sempre dispostos a oferecer seus favores, o PSDB necessita de uma força estável. A mesma de sempre, o PMDB, que há   décadas troca de lado, desde que permaneça à sombra do poder, usufruindo-o.

Fora dessas duas paralelas não se perderá o processo sucessório, ficando evidente que a alforria de Dilma será limitada e plena de armadilhas. Mesmo sem precisar nem poder disputar um terceiro mandato, ela terá de manter bom relacionamento com o Congresso, senão não governará. E o Congresso é formado por partidos, capazes até dos gestos mais surpreendentes, como o impeachment de Fernando Collor, evitado pela renúncia. Com Aécio será um pouquinho pior, dada a desfaçatez com que o PMDB cairá em seus braços sem esconder a fatura.

Devemos concluir, por isso, que o mal do Brasil são os partidos políticos? Sem dúvida que são um dos males, mas outro não será a fraqueza dos governantes, prontos a ceder às chantagens que poderiam denunciar e punir? Mas por que não são, a não ser pelo conluio entre políticos que se transformaram em bandidos ou entre bandidos que se transformaram em políticos?

Gente boa ainda existe, na atividade política, ainda que cada vez mais rara. É nos partidos, porém, onde parece maior a carência de virtudes. Extingui-los por ato de força seria burrice, os militares tentaram uma vez e se deram mal. Limitar seu número abre o risco de ficarem os piores e desaparecerem os melhores. Solução, mesmo, só fixar em um ano no máximo, sem recondução, todos os mandatos partidários, não   dando   tempo a se sedimentarem os vícios. Ou   essa fórmula não faria aumentar a avidez com que todos se lançariam para garantir seu naco de carne nesse grande presunto que vem sendo o Brasil. Felizmente, segurado de cabeça para baixo…

Conflito se agrava e companhias aéreas europeias e americanas suspendem voos para Israel

Da Agência Lusa

Companhias aéreas europeias e norte-americanas suspenderam hoje (22) temporariamente os voos comerciais para Israel, depois que um míssil disparado de Gaza atingiu os arredores do Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. “Uma casa sofreu estragos num ataque com míssil na região de Kiryat Ono Yedhu, a alguns quilômetros do aeroporto”, confirmou um porta-voz policial.

A Air France e a alemã Lufthansa anunciaram o cancelamento de seus voos para ou provenientes de Israel, pouco após a Autoridade da Aviação Federal dos Estados Unidos ter proibido suas empresas aéreas de voar para aquele país durante 24 horas.

Israel está envolvido, desde o dia 8 deste mês, em um conflito com o movimento Hamas na Faixa de Gaza, no qual já morreram mais de 620 palestinos, na maioria civis.

A Lufthansa decidiu cancelar os voos para Tel Aviv por pelo menos 36 horas, em uma decisão que, segundo a edição digital do semanário Der Spiegel, afetará ainda as companhias Germanwings, Austrian Airlines e Swiss Airlines. A companhia alemã, que faz dez voos diários para Tel Aviv, partindo de Berlim, Frankfurt, Munique, Viena e Zurique, disse que o objetivo da medida é “garantir a segurança de passageiros e tripulações” devido a uma “situação instável”.

A Air France informou que a decisão afetará seus três voos diários de Paris para Tel Aviv, três voos semanais que partem de Marselha e  quatro semanais que saem de Nice. As linhas aéreas belgas também confirmaram o cancelamento de um voo, no final da tarde de hoje, e de três previstos para amanhã (23).

Procurada, a companhia portuguesa TAP informou que não faz voos para aquele destino.

Ao tomar conhecimento do cancelamento dos voos, o ministro israelense dos Transporte, Israel Katz, disse que não existe “qualquer razão” para tal decisão. Katz garantiu que as operações de pouso e decolagem no Aeroporto Ben Gurion “não representam qualquer problema”.

O cancelamento dos voos para Israel havia sido recomendado às companhias europeias pela Agência Europeia de Segurança Aérea (Aesa), pouco depois de a Autoridade da Aviação Federal dos Estados Unidos ter proibido todas as companhias aéreas do país de voar para o pais por um período de 24 horas.

Aécio usa pareceres do Supremo para se defender no caso do aeroporto

Pedro Venceslau

Depois de passar o dia recolhido em Belo Horizonte preparando sua defesa no caso do aeroporto construído em Minas em um terreno que pertenceu ao seu tio-avô, o senador Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, desembarcou em São Paulo no fim da tarde desta terça-feira, 22, e fez uma declaração à imprensa.

O tucano apresentou dois pareceres assinados por ex-ministros do STF, Carlos Velloso e Ayres Brito,  para reforçar o argumento de que não houve ilegalidade na construção de um aeroporto no município de Cláudio, no interior do Estado, em um terreno que foi desapropriado de seu tio-avô.

Segundo o documento, o procedimento adotado foi “correto”. “Estando o Estado já investido na posse de bem imóvel, é licita a realização da obra para a qual o ato de desapropriação ocorreu”. Em sua defesa, Aécio alega que o terreno de seu tio-avô foi desapropriado pelo Estado a um preço muito abaixo do que ele valia. “O Estado pagou R$ 1 milhão pelo terreno e meu tio apresentou proposta de R$ 9 milhões. Se houve algum favorecido foi o Estado, não meu tio-avô”, disse Aécio.

O candidato disse ainda que a denúncia é motivada por seus adversários na campanha eleitoral. “A campanha começou como nossos adversários gostam, com mentiras e ataques, essa é uma praxe de nossos adversários do PT”. O senador encerrou a declaração sem responder às perguntas dos jornalistas sobre a frequência com a qual utiliza o aeroporto, que fica a 6 km da fazenda de sua família.

Lula reconhece que a política está desmoralizada e apodrecida

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a necessidade de uma reforma política no País. Em palestra nesta terça-feira (22), para cerca de 400 líderes sindicais ligados à Federação dos Químicos, na Praia Grande (SP), Lula disse que a política “está desmoralizada”. “Eu diria até apodrecida”, afirmou, ressaltando que o Brasil não pode permitir que se criem partidos de aluguel.

Lula defendeu a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, argumentando que ainda há muito a ser feito. “Não me contento com o que a gente fez, numa escala de dez degraus, subimos só dois”, afirmou em palestra no 8º Congresso da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar).

Segundo Lula, agora é o momento de pensar “o que queremos ser daqui para frente”. “Não existe a possibilidade de esse País não ir pra frente, de ter retrocesso”, afirmou. “Precisamos levantar a cabeça e fazer reflexão profunda. O País tem que continuar andando para frente”.

O ex-presidente aproveitou seu discurso para defender a política econômica do governo petista, mas admitiu que o crescimento do País é modesto. “É verdade que economia não está crescendo tanto eu gostaria que estivesse crescendo 4%, 5%”, disse. “Mas o comércio do mundo diminuiu, a China, que crescia 14%, está crescendo 7%”, completou.

CRISE MUNDIAL

Lula alfinetou, na fala, os “países ricos” e disse que a crise mundial aconteceu “no coração” deles. “(Países ricos) Poderiam ter humildade e perguntar para nós que nós ensinamos (como sair da crise)”, afirmou. Segundo ele, o governo Dilma Rousseff está atento e não deixará a inflação fugir da meta e que ela está assim “há doze anos”. “Quem já viveu inflação como nós não quer que ela volte. Se tem alguém que perde com a inflação é quem vive de salário”, afirmou. “É por isso que a Dilma cuida disso (controle da inflação)”.

A Fequimfar, que é ligada à Força Sindical, apoiou Lula e Dilma nas últimas eleições. Este ano, no entanto, ainda não há uma definição, mas a diretoria da Força declarou apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB). A entidade representa mais de 180 mil trabalhadores.

Um dos objetivos da presença de Lula é tentar costurar o apoio da Fequimfar à candidata e atual presidente Dilma Rousseff. Os dirigentes da Força costumam ressaltar que a entidade é pluripartidária e já há registro de dissidentes que não estão com o candidato tucano.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Interessante. O PT foi criado justamente para moralizar a política. Quase 12 anos depois de chegar ao poder, o que o partido conseguiu foi desmoralizá-la ainda mais, mas Lula continua se comportando como se ainda estivesse na oposição e não no governo. (C.N.)

 

 

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