Triste realidade

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Tostão
O Tempo

Por que Dunga? Tenho o hábito de tentar compreender as razões das atitudes humanas, mesmo quando as acho absurdas, ridículas, mas a escolha de Dunga me deixou perplexo, surpreso. Não entendi nada. Já a de Gilmar Rinaldi, para coordenador das seleções, dá para explicar. Ele, como informou PVC, era frequentador dos corredores da Federação Paulista, dirigida por Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF e que já divide o poder com Marin.

Por que Dunga? Não foi somente porque ele e Gilmar estiveram juntos na Copa de 1994. Dunga teve a aprovação de Marin e de Del Nero. O estranho é que os dois dirigentes, políticos, espertos, acostumados com troca de favores, tenham escolhido um técnico rejeitado pela maioria, rude, rígido, irritadiço, que não vive atrás de boquinhas, como vários ex-atletas, e que acabou com os privilégios na seleção. Tratou mal a todos.

Por que Dunga? No campo, ele não é melhor, pior nem diferente de Felipão e de outros treinadores. É um bom técnico, padrão, com uma estatística favorável, como todos os outros da seleção, por motivos óbvios. Para Dunga, o futebol se resume a ganhar ou perder. Por isso, disse, tempos atrás, que não entendia porque o time de 1982, que perdeu, é tão elogiado. Ele nunca vai entender.

Por que Dunga? Será que Marin, Del Nero e Gilmar querem um técnico durão, que não permita tantas pessoas nos treinos nem a descida de helicópteros com celebridades, para fazer entrevistas especiais? Será que eles associaram a Granja Comary com a bagunça de Weggis, na Copa de 2006, e, por isso, escolheram Dunga, novamente, para moralizar a seleção? Penso que foram duas situações diferentes. Não faltou comprometimento aos jogadores nesta Copa.

O marketing enganoso e exagerado também contribuiu para o fracasso. David Luiz é um bom exemplo. Ele se tornou um herói nacional, um fenômeno como garoto propaganda, uma mistura de anjo barroco com artista pop, antes de ser campeão. Tudo por causa de algumas boas atuações, embora tenha dado dezenas de lançamentos longos inúteis, e por seu jeito extrovertido, além de seu discurso de bom moço, preocupado com a felicidade de todos.

Ele acreditou em tudo isso. Com as ausências de Neymar e de Thiago Silva, David Luiz, além de capitão, quis ser zagueiro, armador e atacante. Suas atuações contra Alemanha e Holanda foram péssimas. Agora entendo porque Mourinho, no Chelsea, o colocava na reserva de Gary Cahill, que tem muito menos talento.

A seleção precisa de um técnico que una conhecimento científico com a sabedoria de um bom observador, a gana de vencer com o prazer de jogar bem, de uma maneira agradável, e que tenha independência e criatividade, sem esquecer o pensamento cartesiano. Esqueça! Tive apenas uma fantasia. Passou. A realidade é outra, triste. A realidade é Dunga. Vamos lá, Brasil!

Datafolha e Ibope: diferença de um ponto pode levar ao segundo turno

Pedro do Coutto

Com base na pesquisa do Ibope, divulgada terça-feira pela Rede Globo e ontem simultaneamente pelo Globo e O Estado de São Paulo, comparando-se seus números com os do Datafolha, publicados na semana anterior pela Folha de São Paulo, verifica-se que as diferenças são muito pequenas, em algumas situações até mínimas. É o caso, por exemplo, dos índices que hoje decidiriam se o desfecho seria transferido do primeiro para o segundo turno. De modo geral as tendências evidenciadas convergem para as mesmas direções e posições percentuais quanto às intenções de voto.

Entretanto antes de comparar os dois panoramas, quero me referir à perspectiva de se haverá ou não segundo turno. O Datafolha apontou 36% para Dilma Rousseff e também outros 36 pontos para todos os demais candidatos reunidos, incluindo Aécio Neves, Eduardo Campos, Pastor Everaldo e todos os demais. Um empate, no qual encontram-se computadas as parcelas dos que atualmente estão dispostos a anular ou votar em branco, ou então que não souberam responder à pergunta.

Muito bem. Enquanto o Datafolha aponta 36 a 36, o Ibope assinala 38 pontos em favor da presidente da República e 37% para Aécio Neves, Campos, Everaldo e todos os demais juntos.

DIFERENÇA MÍNIMA

Assim, para o Ibope a diferença de apenas um ponto no primeiro afastaria a hipótese de um segundo turno. Para o datafolha, destaca-se a dúvida na existência do empate de 36 a 36. A diferença mínima, no momento, conduz a uma diferença essencial. Claro que tudo dependerá da atuação dos candidatos, sobretudo se houver debate entre eles no confronto inicial.

Mas esta é outra questão. O fato é que os índices dos dois institutos são convergentes. Dilma em primeiro, Aécio em segundo, Eduardo Campos em terceiro. A divergência forte que marca o foco do Datafolha e o enfoque do Ibope situa-se nas projeções para o segundo turno, vindo este a ocorrer.

O Datafolha aponta 44 para Dilma, 40 para Aécio Neves, o que ele considera empate técnico. Já o Ibope assinala, na perspectiva de um segundo turno, vantagem de 41 pontos para a atual presidente contra 33 pontos de Aécio Neves.

DIFERENÇA MAIOR

Dessa forma, para o Ibope a diferença final seria de 8%, o que não configura qualquer tipo de empate. Enquanto o Datafolha encurta o resultado para um percentual de apenas 4%. Em termos percentuais, exatamente a metade do que estimam os cálculos do Inope divulgados pelo Jornal Nacional da rede Globo, pela Globo News, pelo O Globo, além de pelo O Estado de São Paulo. O levantamento do Datafolha, como afirmamos linhas atrás, foi publicado principalmente pela Folha de São Paulo e também pela Rede Bandeirantes de Televisão.

Tanto o Datafolha quanto o Ibope incluíram Eduardo Campos na simulação para um segundo turno. Mas não faz sentido considerar esta perspectiva, pois ela depende de o ex-governador de Pernambuco ultrapassar Aécio Neves no primeiro turno. Hipótese, aliás, vale frisar, que nenhuma das duas pesquisas coloca como possível de acontecer. Dentro desse raciocínio, em havendo segundo turno, será ele decidido entre Dilma Rousseff e Aécio Neves.

 

Polícia Federal pode conduzir militares à força para depor na Comissão da Verdade

Deu em O Tempo

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) decidiu recorrer à força policial para conduzir militares da reserva, que atuaram na ditadura, e que estão se recusando a comparecer para prestar depoimentos sobre violações de direitos humanos naquele período. O grupo informou que o coronel reformado Wilson Machado, que participou do atentado do Riocentro em 1981, tem se negado a comparecer à comissão e será um dos que será levado de forma coercitiva.

Integrantes da comissão se reuniram com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e acertaram como se dará o uso da Polícia Federal nesses casos. “Não nos move o espírito persecutório, mas ficou evidente que há uma tentativa de frustrar o espírito da lei. Caso do capitão (na época) Wilson Machado, que já foi chamado e não vem. Ele já foi denunciado pelo Ministério Público. A lei confere à comissão o direito de convocar e, se não comparecer, de usar o poder coercitivo. O mandado é expedido pela comissão e a Polícia Federal executa”, disse o coordenador da Comissão da Verdade, Pedro Dallari.

RECUSA

O general reformado José Antônio Nogueira Belham, acusado de envolvimento na morte do ex-deputado Rubens Paiva, também pode ser levado a depor à força. Ele tem se recusado a comparecer e alegou problemas de saúde. Belham deveria depor nesta semana em Brasília, mas informou que está no Rio. Semana que vem, a comissão irá colher depoimentos de 25 pessoas no Rio e tentará convocar o general novamente. “Se ele não comparecer dessa vez, teremos que recorrer à condução coercitiva. Mas esperamos não ter que usar”, disse Dallari.

Também integrante da comissão, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias afirmou que ter que levar um militar para depor à força é uma vergonha para as Forças Armadas. “Esses agentes públicos podem até permanecer em silêncio, mas não se recusar a comparecer. Seja coronel ou general, é obrigado a comparecer sob pena de ir coercitivamente”, disse Dias.

Na segunda-feira, a Comissão da Verdade colheu depoimento de três ex-soldados que atuaram na guerrilha do Araguaia e de um ex-adido militar no Chile, que pouco acrescentaram às investigações do colegiado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ perda de tempo. A Constituição garante o direito ao silêncio. Não adianta a Polícia Federal levar à Comissão quem se recusa a depor. (C.N.)

 

 

O poeta Oswaldo Montenegro, dividido em metades e completado com amor

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro, na letra de “Metade”, define-se dividido em metades diferentes, apenas o amor lhe ocupa as duas metades. A música foi gravada pelo próprio Oswaldo Montenegro no LP Trilhas, em 1977, produção independente.

METADE

Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio…

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade…

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo…

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão…

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei…

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço…

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer;
Porque metade de mim é plateia
E a outra metade é canção…

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade… também.

     (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Dilma mandou parar demarcações de terras indígenas. Agora, falta revogar tratado internacional que prejudica o Brasil.

Gelio Fregapani

Obedecendo às ONGs orientadas do exterior, diversas tribos que viviam em paz passam a invadir terras e mais terras sob a orientação de antropólogos perjuros. Para receberem as benesses da legislação racista ao contrário, aldeias e vilas de pessoas comuns passam a se declarar índios de tribos extintas ou mesmo que nunca existiram.

Numerosas são as denúncias sobre a “importação” de indígenas guaranis, do Paraguai para o Paraná e Santa Catarina. Em Roraima, na “preparação” para a entrega da Raposa–Serra do Sol, a Funai promovia a vinda de índios da Guiana visando aumentar a densidade deles. Interpelada, respondeu que índios não têm fronteiras. Quem testemunhou esta situação fui eu, que como Secretário de Segurança, fiz a interpelação à Funai.

O problema tende a ultrapassar a fase de quistos tipo “bantustões”  e chegar a  divisão do País. Há algo mais que devoção antropológica ou desejo de reparação em pauta. Há, sim, interesses graúdos, que passaram durante muito tempo ignorados pela sociedade brasileira.

OPORTUNA REVERSÃO

Felizmente a situação está mudando. Fatos recentes demonstram que a tolerância com as ações do aparato indigenista está se esgotando. Produtores rurais de Mato Grosso e do Rio Grande do Sul têm manifestado uma crescente disposição de reagir aos abusos. No Maranhão os antigos produtores ameaçam voltar para as terras confiscadas, agora abandonadas pelos índios.

Este mês indígenas venezuelanos foram deportados de Roraima pela Polícia Federal e, na contramão da proliferação de arbitrárias e danosas demarcações existentes desde a Era Collor, a presidente Dilma Rousseff determinou a paralisação de todas as demarcações. Agora, aguardamos preocupados o pronunciamento da presidente sobre a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que abre espaço para a independência política e territorial das chamadas nações indígenas.

O prazo para o governo fazer a denúncia do tratado internacional está acabando. Podemos ter esperança? Precisamos também saber o que pensam a respeito os demais candidatos à Presidência.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGTermina esta quinta-feira (dia 24) o prazo para o Brasil denunciar a Convenção 169 da OIT.  Se perder o prazo, o governo terá de esperar 10 anos para fazer a denúncia. Não foi no governo Dilma que a Convenção foi assinada e ratificada pelo Brasil, mas ela será a única culpada se perder o prazo para exercer a denúncia. A Convenção foi assinada no governo FHC e promulgada pelo governo Lula (C.N.)

Para atender aos anseios de mudança dos brasileiros, marqueteiro manda Dilma aceitar várias reformas

Carlos Newton

A repórter Luciana Lima, do iG Brasília, revela que a presidente Dilma Rousseff, para tentar satisfazer o desejo dos eleitores por mudança, tendência que apareceu forte em sucessivas pesquisas encomendadas pelo próprio PT, vai passar a defender em sua campanha pela reeleição a necessidade do país fazer quatro grandes reformas.

A sugestão foi feita pelo marqueteiro João Santana, que se tornou uma espécie de 40º ministro do atual governo, um ministro sem pasta, mas que manda mais do que os outros 39, pois é o único ao qual a presidente ouve e… obedece.

Na lista do marqueteiro de Dilma estão destinadas a figurar no horário eleitoral a reforma política, a reforma federativa, a reforma urbana e a reforma dos serviços públicos. Na verdade, são quatro factóides criados pelo marqueteiro, que por enquanto ninguém nem sabe explicar.

PLEBISCITO

Segundo o coordenador da campanha e presidente do PT, Rui Falcão, repetindo a estratégia de junho do ano passado, quando os protestos forçaram uma resposta do governo, Dilma pretende novamente chamar a população para uma reforma política com plebiscito.

“Essa é a primeira reforma que estamos propondo e presidenta vai encampar”, diz Falcão, acrescentando: “A reforma política, através de um plebiscito, significa perguntar ao povo se ele quer continuar com isso que está aí, com políticos que usam o mandato para fins pessoais”.

E completou: “Querem continuar com parlamentares que vocês elegem e depois não parecem mais? Vocês sabem que que tipo de coisa eles estão votando? Que tipo de coisa estão fazendo pelos eleitores? Vocês querem continuar em um sistema que é o poder econômico que decide eleição ou vocês querem ter a oportunidade de participar mais, de opinar sobre orçamento, de opinar sobre políticas públicas de saúde, de educação? “, sugeriu. “Essa é reforma política que nós queremos perguntar através de um plebiscito”.

Caramba, quase doze anos depois de chegar ao poder, o PT resolveu se preocupar com políticas públicas de saúde e educação? Mas qual seria a reforma política que o governo tenciona? Fim da reeleição e  voto distrital com lista de nomes, como sugere Lula? Adoção do regime parlamentarista? Ninguém sabe…

E a reforma federativa? Será um sistema como o americano, em que a segurança pública é municipal e as leis são estaduais? Vamos eleger xerifes, como os municípios da matriz? Os impostos serão melhor divididos entre os três níveis federativos? Ninguém sabe…

E que reforma urbana será esta? Vão obrigar os municípios a terem saneamento básico? Será proibido construir prédios com mais de cinco andares? Haverá coretos obrigatoriamente nas praças? Escolas e hospitais para todos? Ninguém sabe…

E a reforma dos serviços públicos? Como se sabe, os serviços públicos são abastecimento de água e instalação de esgotos, energia, transportes, educação e saúde. Quais são as reformas que o novo governo Dilma Rousseff pretende, ao invadir a competência dos prefeitos. Ninguém sabe…

Traduzindo: vamos deixar de intermediários e colocar logo o marqueteiro João Santana como cabeça de chave. Dilma Rousseff não tem ideias próprias, mas seria uma ótima candidata a vice-presidente.

 

Do Automóvel Clube até a churrascaria

Carlos Chagas

Não se encontrará vivo,  no Brasil, um só cidadão que tenha comparecido ao banquete de lançamento da plataforma  eleitoral de Julio Prestes, o último presidente eleito na República Velha, em 1930 – aliás, garfado antes de tomar posse. Vinha sendo  assim em todas as sucessões. Os caciques se reuniam, estabeleciam suas condições e selecionavam seu candidato, paulista ou mineiro como regra.

Às vésperas da eleição,com todos os compromissos firmados, o privilegiado tomava o trem noturno para o Rio e, na sede do  Automóvel Clube, na rua do Passeio, lia sua plataforma, ou seja, seu programa de governo. Mais de 200 líderes de todos os estados, fazendeiros e banqueiros podem ser vistos em raros filmes da época, todos de casaca,  a maioria se abanando com guardanapos e mais que pudessem. O ar refrigerado  não havia sido inventado e o calor na então capital da República era infernal.

As coisas já tinham começado a mudar, porque anos antes Rui  Barbosa participara de alguns comícios em praça pública, o mesmo fazendo Getúlio Vargas, ambos derrotados pelas oligarquias. O mundo mudou, campanhas eleitorais viraram sinônimo de diálogo direto com o eleitorado, mesmo pela televisão e as redes sociais.

Pois não é que entre nós tudo ameaça andar para trás? Hoje à noite a presidente Dilma dará o ponta-pé inicial de sua campanha à reeleição. Em praça pública? Diante da multidão reunida ou pelo menos fixada  nas telas de televisão?

Nada disso. A campanha começa numa churrascaria. Num restaurante da  Baixada Fluminense, com a presença de correligionários variados, chefiados pelo governador Pezão.  Anuncia-se que a presidente anunciará sua plataforma, quer dizer, seus planos para o segundo  mandato, sem deixar de elogiar o primeiro, mais ou menos como os futuros presidentes, na Republica Velha, elogiavam os que em pouco tempo terminariam  seus mandatos.

Estaria o país regredindo? Voltamos aos tempos  onde o povo não tinha vez, nem voz,  limitando-se a ficar na calçada assistindo a entrada dos potentados no salão do  banquete? Mesmo na churrascaria e  certamente sem casaca, de bermudas e sandálias havaianas, o eleitor  verá a candidata de longe,  cercada de costelas e picanhas, discursando para um privilegiado grupo de líderes que gravitam em torno do governo federal e querem seu apoio.

Um lamentável início de campanha, mas  não se critique apenas Dilma Rousseff.  Onde, até agora, Aécio  Neves empolgou as massas ou Eduardo Campos  sacudiu as multidões?

Sem saudosismos, é preciso verificar não serem os grandes  comícios que impulsionam as eleições, mas precisamente o contrário: são as  grandes eleições que  impulsionam os comícios.  O resultado surge claro: as eleições de outubro estão muito mais próximas do Automóvel Clube do que das praças públicas. Uma churrascaria resolve o problema…

A diferença entre bandidos e perseguidos políticos

 

Carlos Chagas

Já imaginaram o Fernandinho Beira-Mar batendo na porta do Consulado do Uruguai para pedir asilo, dizendo-se perseguido político? Pois é. Tão hilariante quanto a hipótese de o bandido valer-se das estruturas do Direito Internacional foi o episódio do pedido de asilo por parte da advogada Eloísa Samy, declaradamente instigadora de assaltos, depredações e violência contra a ordem vigente.

Felizmente as autoridades consulares uruguaias negaram o asilo e puseram a agitadora para correr.  Mesmo  assim, outros arruaceiros estão tentando o mesmo absurdo como forma de chamar a  atenção dos incautos  e de escapar da polícia. O  agravante, no  caso da advogada, é que ela parece ter feito um péssimo curso de Direito,  para confundir assim as prerrogativas de perseguidos políticos com o absurdo  jurídico. Não se trata de criminalização sofrida por uma advogada, mas de distorção das funções de defensora dos oprimidos,  transformada em praticante de crimes capitulados no Código Penal.

Não tem limites a desfaçatez dessa quadrilha especializada em depredar patrimônio  publico e privado em nome da melhoria dos serviços que o estado deveria prestar. Acrescente-se a coincidência de que não raro invadem lojas e  super-mercados levando aparelhos eletrônicos e o mais que possam carregar. Poderiam  os “sem-televisão” ser incluídos na categoria dos perseguidos políticos?

Pelo jeito a polícia resolveu  agir, identificando e enquadrando os manifestantes mais violentos dos movimentos de protesto. Tomara que o  exemplo frutifique, porque enjaular  baderneiros e bandidos é obrigação do poder público. Já orientá-los para fugir como perseguidos políticos, jamais função de advogados.

SALTANDO DE BANDA?

Estranha é a opção adotada pelo Lula, de não acompanhar Dilma Rousseff em sua futura peregrinação eleitoral pelo país. Fica evidente que a liderança do ex-presidente o credencia para pedir votos para a sucessora, isoladamente ou ao lado dela. Só que a experiência revela a necessidade de se dirigirem em conjunto ao eleitorado.  Foi assim que a presidente elegeu-se com facilidade, em 2010. Tem gente achando que a divisão de tarefas é sinal de alguma desavença  entre eles. Na reunião de ontem  do comando de campanha de Dilma, no Alvorada, o tema foi examinado, mas sem conclusões.

“Morte do coronel Malhães apavorou depoentes”, diz membro da Comissão da Verdade

O professor Titular de Ciência Política, Paulo Sérgio Pinheiro, ministra, Ideli Salvatti, e o advogado criminalista, José Carlos Dias, se reúnem na Comissão Nacional da Verdade (CNV)(Antônio Cruz/Agência Brasil)
Andreia Verdélio
Agência Brasil

O ex-coordenador e membro da Comissão Nacional da Verdade (CNV), José Carlos Dias, disse que a morte do coronel Paulo Malhães “apavorou muita gente”, entre os depoentes da comissão. Dias e outros membros se reuniram hoje (23) com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti.

“A coincidência daquela morte foi estranha e serviu de estímulo para que muitos se recusassem a falar, a comparecer. É o medo. Isso é muito significativo. Mas conseguimos saber muitas coisas e, cruzando com documentos, vamos apresentar um relatório substancioso”, disse Dias, sobre o relatório final da comissão que será apresentado em 10 de dezembro.

A CNV começou, na segunda-feira, um mutirão para ouvir depoimentos de 41 agentes da repressão da ditadura militar no Brasil. Eles serão colhidos em Brasília e no Rio de Janeiro. Segundo Dias, a comissão pediu, em reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, o apoio da PF para conduzir aqueles que se recusarem a comparecer. “Nós queremos que [o depoente] venha voluntariamente, mas ele pode ser conduzido, já que nós temos o poder de convocar para prestar depoimento”.

PROPOSTA

Além de Dias, estiveram reunidos com a ministra Ideli os membros da comissão Paulo Sérgio Pinheiro e André Saboia. No encontro foi sugerida a criação de um órgão federal que possa aproveitar os trabalhos da comissão e dar prosseguimento ao legado que será deixado após o fim do seu trabalho, em 16 de dezembro.

Salvatti disse que vai apresentar a proposta de trabalho à presidenta Dilma Rousseff e propor a criação de um departamento, que sirva como um canal para concentrar também as informações colhidas por outras comissões.

“A CNV vai apresentar recomendações em seu relatório, então é importante começar a pensar além do legado para o Arquivo Nacional, para que todo o trabalho possa ser aproveitado”, disse Pinheiro, explicando que em vários países do Cone Sul há um departamento com essa vocação, como a Secretaria de Direitos Humanos para o Passado Recente, do Uruguai.

Saiba por que Ariano Suassuna tinha aversão à cultura de massa

Deu no Diário de Pernambuco

O escritor Ariano Suassuna, falecido na tarde desta quarta-feira (23/7), tinha verdadeira aversão à cultura de massa e criticava esses produtos com frequência. Em um texto publicado no jornal Folha de S. Paulo, no ano 2000, ele afirmou: “Algumas pessoas acham que para preservar uma impossível e indesejável pureza da cultura brasileira eu seria contrário a seu contato com outras culturas. De modo nenhum. Sou contrário somente ao mau gosto da cultura de massas, brasileira ou americana”.

No mesmo texto, ele não media as palavras para criticar ícones da cultura pop. “(…) a imitação seria ainda pior no caso do rock, música na qual os jovens americanos brancos, liderados por um imbecil como Elvis Presley, falsificam uma raiz popular negra, enfraquecendo sua força original e achatando-a de acordo com o gosto médio e o mau gosto dos meios de comunicação de massa”.

Ariano dizia ter antipatia ao tipo de arte massificada, vinda de fora, que o povo precisava “engolir”. Foi com base nisso que criticava o mangue beat, na década de 1990. Ele contava que certa vez Chico Sciente, de quem se considerava amigo pessoal, foi procurá-lo e disse que “também era armorial”. Ariano então perguntou por que o “Science” no nome. “Nos dois elementos do nome dele, eu estava ao lado do Chico e ao lado do maracatu rural, mas tava contra o Science, que queria misturar o maracatu com duas coisas tão feias, o rock e o hip-hop”.

Na visão do escritor, a globalização deveria ser evitada, pois reduzia os problemas culturais “ao nível do gosto médio”. Por posições como essa, foi chamado de fundamentalista, conservador, e até comparado com Dom Quixote. Aos insultos, respondia com bom humor. “Fui chamado pejorativamente de Dom Quixote por estar esgrimindo os moinhos de vento da globalização. Fiquei honradíssimo. Disse que a pessoa era um incompetente, não sabe nem insultar. No meu modo de ver, Dom Quixote não é derrotado. Ele tem a intenção de lutar”.

DISNEYLÂNDIA

Para Ariano, a Disneylandia era o maior “monumento à imbecilidade” do mundo. O equivalente brasileiro seria a réplica da Estátua da Liberdade construída no Rio de Janeiro. “Ainda não fui lá, mas tenho raiva. Já não gosto da original, e muito menos de uma cópia de segunda classe brasileira”, disse em entrevista em 2007.

As maiores obras de arte produzidas no Brasil, dizia o escritor, eram o Santuário de Congonhas, pelo escultor Aleijadinho, nas artes plásticas, a obra de Villa-Lobos, na música, e Os sertões, de Euclides da Cunha, na literatura.

Por unanimidade, Tribunal de Contas da União livra Dilma do processo sobre Pasadena

Beatriz Bulla
Agência Estado

Por unanimidade, o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu seguir a opinião do ministro relator José Jorge e isentar a presidente Dilma e o Conselho de Administração da estatal na época sobre supostas irregularidades na aquisição da refinaria de Pasadena pela Petrobrás. Com a decisão, o processo será convertido em uma tomada de contas especial (TCE), o que pode alterar valores, retirar dirigentes da estatal citados ou até incluir novos nomes.

A decisão exclui, inicialmente, os conselheiros da Petrobrás que na época deram aval ao negócio – entre eles, a atual presidente Dilma Rousseff. O final da sessão teve um pedido de vista realizado pelo ministro Benjamin Zymler, que logo depois foi retirado após voto antecipado dos demais ministros.

CONSELHEIROS

Durante as discussões, o ministro André de Carvalho chegou a dizer que seria favorável à inclusão dos membros do Conselho da Petrobrás no novo processo. Após a votação, o relator José Jorge disse à imprensa que a decisão foi por “concentrar a responsabilização e possível punição nos membros da diretoria executiva”, mas não excluiu a possibilidade de chamar os conselheiros durante o TCE, caso sejam trazidos novos elementos.

“Dependendo do que disserem, isso será realizado”, disse, em relação aos depoimentos dos citados. Jorge afirmou ainda que a previsão é que o relatório sobre o novo processo fique pronto em cerca de 90 dias.

A decisão do plenário do TCU ocorre após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidir arquivar a representação de um grupo de parlamentares contra o Conselho Administrativo da estatal na época. Para o procurador-geral, ficou provado que o aval para a compra estava alinhado com o planejamento da Petrobrás.

INDISPONIBILIDADE DE BENS

Mas o Tribunal de Contas da União determinou nesta quarta-feira, 23, a indisponibilidade dos bens de 11 executivos da Petrobrás, entre eles o ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, devido ao prejuízo de US$ 792,3 milhões apontado pela Corte na compra da refinaria de Pasadena pela estatal, em 2006.

Gabrielli se recusou a comentar a decisão do TCU. A decisão do Tribunal indicou que a diretoria executiva da companhia à época foi responsável pela aquisição e pelos prejuízos causados à União com o polêmico negócio.

 

 

EUA vão enviar à Comissão da Verdade mais documentos sobre a ditadura militar brasileira

Marcelo Brandão
Agência Brasil 

Depois de entregarem 43 documentos relativos à ditadura militar no Brasil à Comissão Nacional da Verdade (CNV), os Estados Unidos vão continuar colaborando com os trabalhos do colegiado e enviar novas informações sobre o período.

Após visita à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, integrantes da CNV confirmaram que o governo norte-americano vai continuar desclassificando documentos antes considerados sigilosos para entregá-los à comissão.

“Fomos informados pela embaixadora que o presidente Barack Obama manifestou interesse em dar continuidade à operação. Então, o processo de desclassificação de documentos nos Estados Unidos e envio para nós deve continuar. Devemos receber mais documentos no segundo semestre”, disse o coordenador da CNV, Pedro Dallari. Ele também explicou que o envio de documentos daquele país ao Brasil deve continuar mesmo após o encerramento dos trabalhos da comissão, em dezembro deste ano. “Esse é um dos legados da comissão”, disse Dallari.

ARGENTINA

Outros países também têm cooperado com a CNV na prestação de informações sobre o período da ditadura brasileira. Esta semana, a Comissão pela Memória da Província de Buenos Aires (CPM) entregou à comissão brasileira o relatório Victimas del Terrorismo de Estado. O documento traz informações sobre o desaparecimento de 11 brasileiros na Argentina, além de dados sobre seis argentinos presos e desaparecidos no Brasil. A CNV também recebeu detalhes sobre o monitoramento sofrido pelo ex-presidente João Goulart quando este esteve no país vizinho.

Além da Argentina e dos Estados Unidos, Alemanha, República Tcheca, Itália, Santa Sé e França, além de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, já disponibilizaram documentos sobre violações de direitos humanos no período da ditadura brasileira.

O professor Paulo Sérgio Pinheiro, membro da CNV, lamentou que as Forças Armadas não tenham postura semelhante à de tantos países que cooperam com a comissão. “É constrangedor para a Comissão Nacional da Verdade ver tantos países cooperando enquanto as próprias Forças Armadas brasileiras se recusam a reconhecer que houve tortura em suas instalações”, criticou.

Durante toda a semana, a comissão seguirá ouvindo depoimentos de militares envolvidos em violações de direitos humanos durante o regime militar. Para hoje, está previso o depoimento do Capitão Roberto Amorim Gonçalves, responsável por receber informações de agentes na Operação Sucuri, que infiltrou militares na área ocupada pela Guerrilha do Araguaia.

Amanhã (23), a comissão deve ouvir Cláudio Guerra, investigador da Polícia Civil do Espírito Santo, ligado ao Esquadrão da Morte, e que atuou em operações com agentes da repressão no Rio de Janeiro. Além dele, outros dois convocados, cujos nomes não foram revelados, também devem depor na sede da CNV esta semana.

Acidente na Ucrânia: Rússia contesta acusações dos Estados Unidos

Da Agência Lusa

O governo russo contestou declarações de autoridades norte-americanas que atribuíriam a rebeldes pró-Rússia a responsabilidade pela queda de um avião da Malaysia Airlines, quinta-feira (17), no Leste da Ucrânia, supostamente abatido por um míssil.

“Os comunicados dos representantes da administração americana são uma prova da percepção profundamente aberrante de Washington sobre o que se passa na Ucrânia”, disse às agências noticiosas russas o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov. “Apesar do caráter evidente e indiscutível dos argumentos fornecidos pelos rebeldes e por Moscou, a administração americana continua a perseguir seus próprios objetivos”, acrescentou.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia manifestou “perplexidade ao ver representantes oficiais de certos países apressarem-se em fornecer suas versões da catástrofe, influindo assim no prosseguimento do processo”.

OBAMA FEZ A ACUSAÇÃO

Na sexta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se apressou em afirmar que o avião malaio foi abatido por um míssil disparado de uma zona controlada por separatistas pró-russos.

“Mesmo antes do início do inquérito sobre a catástrofe, a Casa Branca já estabeleceu claramente quem é culpado”, escreveu na sua conta do Twitter o vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozine.

O diário Moskovski Komsomolets citou neste sábado um especialista militar que assegura a incapacidade dos rebeldes simpatizantes dos russos para usar um sistema da complexidade do míssil Buk, suspeito de ser a arma na origem da tragédia.

O jornal Komersant adiantou, por sua vez, que os estragos provocados pelo míssil no avião são semelhantes aos registrados por um avião comercial russo atingido por erro por um míssil do Exército ucraniano em 2001, que provocou a morte de 78 passageiros. No acidente de quinta-feira, morreram 298 pessoas.

Desde então, continuam a ser emitidas acusações mútuas por autoridades ucranianas e pelos rebeldes que controlam parte do Leste do país.

Procurador-geral arquiva representação contra Dilma por Pasadena

Erich Decat
O Estado de S. Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento de representação apresentada por um grupo de congressistas que pediu que fossem apuradas supostas irregularidades praticadas pelo Conselho de Administração da Petrobrás – presidido à época pela então ministra Dilma Rousseff – na operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006.

No entendimento de Janot, as informações e documentos apresentados pela Presidência da República “afastam a acusação de conduta dolosa ou culposa que possa ser atribuída ao Conselho de Administração da Petrobras de ter dado causa aos prejuízos advindos da referida operação, sendo desnecessário o prosseguimento da instrução”, afirma o procurador no documento de quatro páginas assinado nesta segunda-feira, 21.

Para o procurador, a documentação apresentada deixa evidente que a decisão do Conselho de Administração estava alinhada com o planejamento estratégico da estatal e foi adotada seguindo os procedimentos do estatuto social.

“Ainda que se esteja diante de uma avença malsucedida e que importou, aparentemente, em prejuízos à companhia, não é possível imputar o cometimento de delito de nenhuma espécie aos membros do Conselho de Administração, mormente quando comprovado que todas as etapas e procedimentos referentes ao perfazimento do negócio foram seguidos”, ressalta o PGR.

RESPONSABILIDADE

No trecho final do documento, Janot conclui que a responsabilidade pelos eventuais prejuízos ocorridos deverá ser apurada pelos órgãos de controle e os possíveis reflexos penais deverão ser investigados, se for o caso, pelas instâncias ordinárias, caso encontrem elementos probatórios para tanto.

A representação tem como autores os senadores Randolph Rorigues (PSOL-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amelia (PP-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Pedro Simon (PMDB-RS), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).

Aécio vai se licenciar sem remuneração como senador até as próximas eleições

José Carlos Werneck

Segundo matéria do jornalista Ricardo Setti,o candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves  anunciou que pedirá licença do Senado, sem vencimentos ou benefícios, assim que o Congresso Nacional voltar do recesso de meio de ano, na terça-feira, dia 5.

Aécio não acha correto continuar recebendo salários enquanto percorre o País em campanha, não comparecendo às sessões do Senado, embora o Congresso pretenda permanecer em “recesso branco”, sem decidir nada de relevante, até o dia 5 de outubro, data do primeiro turno da eleição presidencial.

Se for para o segundo turno, Aécio deverá continuar afastado pelo menos até 26 de outubro, data marcada para a decisão final.

Ele também promete para as próximas horas “informações que mostram a lisura do processo” de construção de uma pista de pouso em área de propriedade de um parente seu, desapropriada pelo governo de Minas quando ele era governador.

Até agora, apenas 367 candidatos foram impugnados pela Lei da Ficha Limpa.

André Richter
Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou hoje no sistema de registro de candidaturas das eleições os nomes de todas as pessoas que pediram registro para concorrer ao pleito. De acordo com o levantamento, 24,9 mil candidatos devem disputar vagas de deputado federal, estadual e distrital, senador, governador e presidente da República. O número inclui suplentes de senador e vices aos governos estaduais e à Presidência da República.

Segundo informações do sistema do TSE que centraliza as candidaturas, o número maior de candidatos é para o cargo de deputado estadual (16,2 mil). Para deputado federal, são 6,7 mil. No Distrito Federal foram registradas mil candidaturas ao cargo de deputado distrital e 181 candidaturas foram recebidas para senador, primeiro e segundo suplentes. Nos estados, são 171 candidatos a governador e vice. Onze candidatos vão disputar as vagas de presidente da República e 11, de vice-presidente.

Em outubro estarão em disputa 1.059 vagas para deputado estadual. Na Câmara dos Deputados serão eleitos 513. Vinte e sete (um terço) das 81 cadeiras no Senado estão em disputa. A Casa renova alternadamente a cada eleição um terço e dois terços dos parlamentares. Para deputado distrital, são 24 cadeiras.

O número poderá ser atualizado até o dia da eleição, pois os pedidos de registro ainda serão julgados pelos juízes eleitorais e novas informações devem ser recebidas nos tribunais regionais eleitorais.  Após a decisão da Justiça Eleitoral, os candidatos estão aptos a concorrer. Além disso, as coligações podem mudar os candidatos que escolheram.

A entrega do registro não garante a participação do político nas eleições. Após parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), os pedidos são julgados por um juiz eleitoral, que verifica se as formalidades foram cumpridas.

Até o momento, o MPE já impugnou 1.850 registros de candidaturas às eleições em todo o país. Cerca de 20% (367) foram com base na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados em segunda instância pela Justiça. O número de impugnações deve aumentar até o levantamento final, previsto para o fim deste mês.

Para estar apto a concorrer às eleições de outubro e ter o registro deferido pela Justiça Eleitoral, além de não se enquadrar na Lei da Ficha Limpa, os candidatos devem apresentar declaração de bens, certidões criminais emitidas pela Justiça, certidão de quitação eleitoral que comprove inexistência de débito de multas aplicadas de forma definitiva, entre outros documentos, como previsto na Lei das Eleições (Lei 9.504/97).

O primeiro turno do pleito deste ano será em 5 de outubro. O segundo está marcado para o dia 26, nos casos de eleições para governador ou à Presidência da República em que o primeiro colocado não obtiver 51% dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.

TSE lança simulador da urna eletrônica na internet, para ensinar eleitor a votar

 

André Richter
Agência Brasil 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou em sua página na internet um simulador da urna eletrônica. Por meio da ferramenta, o eleitor pode treinar, com candidatos fictícios, como vai votar no dia do pleito. O simulador pode ajudar o cidadão menos familiarizado com um computador e até reduzir o tempo para votar.

O eleitor pode escolher treinar na votação completa para eleger os representantes de cinco cargos em disputa ou optar pela simulação de voto em trânsito ou no exterior, em que o cidadão vota somente para presidente da República. Há também uma votação específica para o eleitor do Distrito Federal, onde serão escolhidos 24 deputados distritais.

A ordem de votação é mesma que aparecerá na urna no dia da eleição. Primeiro será escolhido um candidato a deputado estadual ou distrital, seguido por deputado federal, senador, governador e presidente da República.

O eleitor que participar da eleição fictícia terá que escolher entre os candidatos dos partidos dos Esportes; das Profissões; dos Ritmos Musicais; das Festas Populares e do Folclore.

O primeiro turno do pleito deste ano será em 5 de outubro. O segundo está marcado para o dia 26, nos casos de eleições para governador ou à Presidência da República em que o primeiro colocado não obtiver 51% dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ muito louvável tentar ensinar o analfabeto funcional a votar. O mais importante, porém, será blindar as urnas eletrônicas, para que fossem realmente à prova de fraude. No sistema atual, tudo pode acontecer e a Justiça Eleitoral não está nem aí. (C.N.)

ONU abandona a Líbia, que pode ficar sob domínio dos “senhores da guerra”, até que os EUA invadam de novo

Da Agência Lusa

Violentos combates foram registrados domingo perto do aeroporto de Trípoli, capital da Líbia, onde milícias rivais disputam há uma semana o controle do local, depois que se intensificaram os alertas sobre os riscos de uma guerra civil no país.

Os mais recentes combates levaram a Organização das Nações Unidas (ONU) a retirar a sua missão da Líbia. E a União Europeia (UE) já manifestou preocupação com esses novos confrontos, que, segundo um responsável local, provocaram a morte de cinco civis. As vítimas moravam no bairro de Qasr Ben Ghachir, próximo do aeroporto.

A delegação da UE no país expressou preocupação com um “conflito prolongado” e pediu diálogo entre as partes.

AEROPORTO FECHADO

O terminal está fechado desde o dia 13, após um ataque feito por uma aliança de milícias islâmicas e da cidade de Misrata, a 200 quilômetros a leste de Trípoli.

Os combates trouxeram à tona o receio de um conflito mais vasto. O país ainda aguarda a proclamação dos resultados das eleições legislativas de 25 de junho, que. segundo a Comissão Eleitoral, deveriam ter sido anunciados nesta segunda-feira.

Sem capacidade de reagir, as autoridades líbias indicaram na semana passada a possibilidade de recorrer a forças internacionais para restabelecer a segurança em um país assolado pela anarquia após a queda do regime do Muammar Kadhafi, em 2011.

Durante uma intervenção no Conselho de Segurança da ONU em Nova York, o ministro líbio dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Abdelaziz, pediu a ajuda da organização para a formação das forças de segurança líbias, com o objetivo de proteger o setor de infraestrutura, principalmente os aeroportos e as instalações petrolíferas.

“Se a Líbia se tornar um Estado em desagregação, nas mãos de grupos radicais e de senhores da guerra, as consequências serão profundas e talvez irreversíveis”, considerou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs chefes das milícias libanesas se venderam aos Estados Unidos e seus aliados por meros 30 dinheiros. Agora, querem assumir os riquíssimos campos de petróleo do país. É claro que os Estados Unidos, que se julgam os “senhores do mundo” não permitirão que seus interesses econômicos sejam desfeitos pelos “senhores da guerra”. O resultado será uma guerra devastadora. (C.N.)

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