O PT e o exemplo de Voltaire

 

Carlos Chagas

Voltaire viveu até os 84 anos, dedicando sua vida a tentar esmagar a Igreja, que aliás, em boa parte, merecia. Apesar de em criança ter sido aluno dos jesuítas, que sempre reverenciou apesar das discordâncias, ele formou entre os iluministas que negavam a existência de Deus. Pelo menos do Deus barbudo, implacável, que mandava a maior parte da Humanidade para o inferno, menos os que pagavam caríssimas indulgências. Às portas da morte, no entanto, mandou chamar um padre para confessar-se e receber a extrema unção. Seus amigos não entenderam nada e, mesmo agonizante, ele foi cobrado: que história era aquela, renegando toda uma vida de lutas?

Sem perder a malícia, ele declarou que continuava não acreditando em outra existência, mas explicou não desejar correr riscos. Se por hipótese a Igreja estivesse certa, estava garantindo o paraíso…

Com todo o respeito e guardadas as proporções, pode estar acontecendo coisa parecida com o PT. Apesar da queda nos percentuais das pesquisas eleitorais, tudo indica que Dilma Rousseff será reeleita, mas se não for, como ficarão os companheiros? Mais ou menos como Voltaire imaginou sua presença diante do Padre Eterno, se Ele existisse…

Sendo assim, o PT toma suas precauções. A primeira será evitar que Dilma ou qualquer outro de seus candidatos a outras funções venha a fazer das eleições de outubro uma guerra sem possibilidades de armistício ou rendição incondicional. O partido atacará Aécio, os tucanos e seus aliados, mas tendo presente haver um limite para tudo. Nada de violência desmedida, de acusações pessoais impossíveis de ser esquecidas, de massacres sem retorno. Guerra é guerra, munição existe para ser utilizada, ainda que sem destruir o adversário e sua família. Por isso a estratégia de campanha sugerida pelo marqueteiro João Santana é de a candidata falar mais das realizações do governo petista e dos planos e programas para o próximo mandato. Menos dos governos do PSDB e de seus erros ideológicos.

Levar a campanha para o futuro dará mais dividendos do que ficar amaldiçoando o adversário. Até porque uma postura assim obrigará o adversário a comportamento igual. Resta saber se Dilma aceitará o conselho. Ela costuma explodir sem dar sinais, não resiste a provocações. Estando em jogo o seu futuro, porém, pensará duas vezes antes de precipitar-se.

Para o PT, fica o exemplo de Voltaire: a vitória parece provável, mas se a derrota passar por perto, melhor preparar-se para ela, como garantia…

Skaf ironiza polêmica sobre palanque com Dilma: ‘Sabe de nada, inocente’

Ricardo Brandt
Estadão

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, montou uma peça publicitária veiculada há poucos minutos via rede social para responder as investidas do PT, que tenta forçar a abertura de espaço em seu palanque para a presidente Dilma Rousseff.

Na peça, Skaf aparece sentado em um banco de um trem do metrô, como passageiro, segurando um aparelho celular nas mãos. Ele recebe uma mensagem com a seguinte pergunta: “Skaf, e esse papo de apoiar o PT?”.

Skaf então teria respondido: “Sabe de nada, inocente …”.

SAINDO FORA…

O candidato, segundo colocado nas pesquisas, com 16% de intenções de voto, tem fugido de responder às investidas petistas. Ele e o marqueteiro Duda Mendonça, que faz sua campanha e foi o marqueteiro da campanha vitoriosa de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, querem evitar a associação com petistas. A avaliação é que o partido da presidente tem alta rejeição em São Paulo e pode tirar votos.

No post colocado por Skaf ele afirma: “A posição da minha coligação é vencer o PT e o PSDB”. A afirmação foi repetida por ele outras vezes, que nunca deixou de negar uma aproximação em um segundo turno.

Principal articulador de sua candidatura, o presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, já anunciou que Dilma estará no palanque peemedebista em São Paulo.

MARINHO PERDE A LINHA

Ao saber da colocação de Skaf, o prefeito petista de São Bernardo, Luiz Marinho, partiu para o ataque e disse que o candidato do PMDB não é político sem sabe nada de política. Ainda segundo Luiz Marinho, Skaf deveria respeitar a coligação entre PT e PMDB, que resultou na repetição da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer.

 

Presidente do Santander diz que analista econômico foi demitido

Deu no Estadão

O analista responsável pelo informe econômico do Santander que sugeria deterioração da economia brasileira caso a presidente Dilma Rousseff (PT) mostre melhor desempenho nas pesquisas eleitorais já foi demitido, anunciou nesta terça-feira (29), o presidente global do banco espanhol, Emilio Botín. O executivo, porém, não forneceu mais detalhes, nem disse se mais pessoas serão punidas.

“A pessoa foi demitida porque o banco, advertido, disse que deveria demiti-lo, uma vez que (o analista) agiu mal”, resumiu. O presidente global do Santander destacou que o analista não tinha autorização para emitir o relatório e chamou o episódio de “falha” e “coisa mal feita”.

Botín também se esquivou de tecer comentários sobre as declarações da presidente Dilma, que nesta segunda-feira, 28, classificou a resposta do banco como “protocolar” e disse ser “inadmissível” que o mercado financeiro interfira na atividade eleitoral. Visivelmente incomodado com os questionamentos sobre o caso, ele se limitou a reafirmar que o informe, enviado a clientes do segmento Select (renda mensal superior a R$ 10 mil mensais) por meio do extrato bancário, não reflete a opinião do banco.

“A opinião foi de um analista, não é a opinião do banco Santander”, ressaltou, durante coletiva à imprensa no III Encontro Internacional de Reitores, no Rio, realizado pelo Santander por meio do projeto Universia.

CARTA A DILMA

Após o ocorrido, o presidente do Santander no Brasil, Jesús Zabalza, foi encarregado de comunicar ao governo brasileiro que os executivos do banco espanhol estavam “chateados” com o que havia acontecido. Zabalza também enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff, mas seu conteúdo não foi revelado.

“À presidente Dilma, quero dizer-lhe, isso acontece muitas vezes. Imaginem que temos 180 mil funcionários, estamos em dez países importantes. Às vezes acontece isso, e às vezes também acontece com outros bancos”, minimizou Botín. O presidente global do Santander não respondeu, contudo, se cogitava encontrar-se com a presidente pessoalmente para tratar do caso.

Ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia atacado a instituição financeira, dizendo que o País é o que dá mais lucro ao banco, e que o Santander não entende “porra nenhuma” de Brasil. Mais uma vez, Botín evitou rebater as críticas. “Lula foi um grande presidente, é um grande amigo. Só tenho elogios a ele”, desconversou.

 

Tribunal Regional Eleitoral do DF nega pedido de Arruda para condenar o Ministério Público Eleitoral

José Carlos Werneck

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal negou, por unanimidade, o pedido feito pela defesa de José Roberto Arruda, candidato ao governo do DF, para condenar o Ministério Público Eleitoral pela publicação, em seu site, de matéria jornalística. Arruda chegou a conseguir uma liminar contra o órgão, alegando que, ao pedir a impugnação de sua candidatura, o MPE dava a entender no texto publicado, que o fato já estava certo, antes mesmo de o assunto ser apreciado pelo Tribunal Regional Eleitoral, fazendo uma propaganda irregular contra ele. Na ação, Arruda cita os procuradores Elton Ghersel e Fabiana Derziê como culpados por “incutir no imaginário do eleitorado a inviabilidade jurídica da candidatura”.

A notícia divulgada pelo Ministério Público, informava aos eleitores que, se Arruda ganhar as eleições, não poderá tomar posse por estar incurso nas sanções na Lei da Ficha Limpa.

“A relatora do processo não deu provimento ao recurso, acompanhada pelo Tribunal, por considerar que o Ministério Público Eleitoral é parte ilegítima no processo, negando provimento ao recurso”.

O Banco Central de Dilma e a ameaça de recessão

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A presidente Dilma Rousseff não escondeu ontem de seus auxiliares a satisfação com o que ela chama de sintonia entre o Banco Central e o governo. Para ela, aqueles que viam como uma afronta ao Palácio do Planalto o anúncio da instituição de que a taxa básica de juros (Selic), que está em 11% ao ano, não cairá tão cedo, mesmo com a economia à beira da recessão, agora, serão obrigados a reconhecer que a autoridade monetária está, sim, preocupada com o ritmo da atividade. E que tem instrumentos de sobra para agir. Tanto que, ao desmontar medidas macroprudenciais, permitirá a injeção de R$ 45 bilhões no sistema financeiro e a retomada do crédito e do consumo.

O alívio nos depósitos compulsórios e nas regras operacionais dos bancos vem sendo discutido pelo governo há pelo menos um mês. E foi contemplado na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que tanta comoção causou entre os analistas, ao frisar, explicitamente, que a Selic ficará onde está. Dentro do BC, o consenso é de que, ao deixar os juros fora dos estímulos à atividade, o órgão manteve a credibilidade da instituição e se desvinculou das eleições. Temia-se que, ao ser informada da queda do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre — o resultado sairá em 29 de agosto —, Dilma pressionasse o banco a cortar a Selic no início de setembro.

No entender de técnicos do BC, as medidas macroprudenciais adotadas em dezembro de 2010, agora desmontadas, desempenharam papel importante para mitigar potenciais riscos à estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. Eles reconhecem que, naquela época, as instituições financeiras estavam expandindo de forma muito rápida a concessão de crédito, alargando excessivamente os prazos para pagamento. Essa tendência era observada, principalmente, no financiamento de automóveis.

“O quadro atual, porém, é bem diferente do observado em 2010, e a dinâmica do mercado de crédito não suscita a formação de potenciais riscos à economia”, ressalta um dos técnicos.

RETRAÇÃO

Há retração de algumas linhas importantes de financiamento. No caso de veículos, os desembolsos nos primeiros cinco meses deste ano recuaram 7%. Escaldados, depois de uma onda de calote, os bancos botaram o pé no freio e ficaram superseletivos na hora de financiar a clientela, o que contribuiu para o baque na produção de carros e, por consequência, na indústria em geral. “Nas linhas em que ainda há expansão, o resultado é inferior ao PIB nominal”, complementa.

Os técnicos do BC destacam ainda que o perfil de demanda das famílias por crédito mudou. Reduziu-se o empréstimo para consumo em favor do financiamento habitacional. “A compra da casa própria significa abrir mão, mesmo que minimamente, do consumo de bens e serviços não essenciais para constituir um patrimônio”, acrescenta um integrante da equipe econômica.

O Planalto reconhece que o movimento do Banco Central é bem-vindo. Mas não tem a ilusão de que os R$ 45 bilhões liberados para incrementar o crédito terão efeito imediato na economia. A esperança é de que, ao menos, impeça que o terceiro trimestre do ano também registre PIB negativo. Caso haja retração, o Brasil entrará tecnicamente em recessão. Na avaliação dos especialistas, é preciso cautela. Por enquanto, dizem, nada indica que o crescimento da economia no ano será superior a 1%. O resultado pífio de 2014 já foi sentenciado por todas as escolhas erradas do governo Dilma.

Aumenta a pressão internacional contra Israel

Camila Maciel
Agência Brasil 

Um manifesto publicado no The Guardian e assinado por 64 pensadores, políticos e outras figuras públicas pede um embargo a Israel por conta do conflito na Faixa de Gaza. O texto diz que Israel se beneficia de acordos de cooperação militar e ajuda dos EUA e da União Europeia e afirma que tal poder de fogo conquistado está sendo usado para uma guerra contra a Palestina.

Assim, eles pedem ao mundo um embargo militar, semelhante ao imposto ao governo sul-africano nos anos de apartheid.

No Brasil, um manifesto com mais de 80 assinaturas de organizações da sociedade civil e de ativistas políticos pede ao governo brasileiro medidas mais enérgicas em relação a Israel como forma de sanção pelos ataques à Faixa de Gaza. O documento, protocolado no escritório da Presidência da República em São Paulo no dia 25, é encabeçado pelo movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e pede o rompimento imediato das relações militares, comerciais e diplomáticas com Israel. As entidades cobram também o fim do Acordo de Livre Comércio do Mercosul com o país e de contratos com empresas israelenses.

No texto, as entidades lembram que os ataques iniciados por Israel no início deste mês já resultaram na morte de mais de 600 palestinos (o número já passa de mil), sendo a maioria civis, 3 mil feridos e 40 mil desabrigados. “É imperativo, nesse sentido, isolar militar, econômica e politicamente Israel. Não se trata apenas de um dever moral do Estado brasileiro, mas também de uma obrigação jurídica”, assinala o manifesto.

As organizações que assinam o documento destacam que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) considerou ilegal a construção de um muro por Israel na Cisjordânia. O manifesto lembra ainda o apelo internacional de ganhadores do Nobel da Paz e acadêmicos para que os países assumam um embargo militar a Israel.

IMPORTANDO ARMAS…

“Na contramão disto, lamentavelmente, o Brasil permanece o quarto maior importador de tecnologia militar israelense no mundo”, criticam os signatários. Um dos contratos, segundo o manifesto, é mantido com a Elbit Systems, através de subsidiárias. A empresa israelense é responsável pela construção de veículos aéreos não tripulados que são usados nos ataques a Gaza. Além disso, é uma das 12 companhias envolvidas na construção do “muro do apartheid”, de acordo com o manifesto. Para as entidades, os palestinos se tornaram “verdadeiros laboratórios humanos das armas vendidas depois para o Brasil e o mundo”.

Em relação ao Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e Israel, as organizações lembram que ele já foi suspenso temporariamente em julho de 2006, quando ocorreu o ataque israelense ao Líbano e a Gaza. Elas pedem, portanto, a suspensão do acordo por tempo indeterminado ou até que o país cumpra as leis internacionais. Por fim, as entidades pedem a condenação pública das prisões políticas, do tratamento desumano aos prisioneiros e a libertação imediata de todos os presos políticos palestinos.

Candidatos ao Planalto tentam aproximação com movimentos sociais

João Valadares
Correio Braziliense
Os três principais candidatos na disputa eleitoral pela Presidência da República intensificaram as articulações com movimentos sociais, setores da juventude, ONGs e representantes de minorias neste início de campanha eleitoral. Sexta-feira passada, por exemplo, foi a vez do senador tucano Aécio Neves visitar o centro cultural do Afroreggae, na favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) conheceu o local há um mês. Na terça-feira, o comitê de campanha da presidente Dilma Rousseff se reúne com integrantes do Instituto Sou da Paz para debater propostas voltadas à área de segurança pública. No fim de agosto, a petista deve se encontrar com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
O secretário nacional de Reforma Agrária da Contag, Zenildo Pereira, afirmou que debaterá uma pauta ampla de reivindicações com todos os candidatos. “Nesse início de campanha, ainda não tivemos uma reunião para que eles assumissem compromissos em relação ao assentamentos de famílias. Vamos sentar com os principais candidatos. É papel nosso. Estamos no início de articulação”, afirmou.
HOMOSSEXUAIS
O secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, reconhece a boa vontade dos presidenciáveis, no entanto, cobra um posicionamento mais claro em relação à defesa dos homossexuais. “Queremos o debate e vamos cobrar um posicionamento dos candidatos. São necessárias ações mais fortes, mais contundentes. Já entramos em contato com as coligações. Há segmentos específicos dentro dos partidos para tratar a questão”, explicou.
De acordo com Reis, os encontros estão sendo marcados e devem ocorrer até o fim de agosto. “Estamos procurando as formações dos partidos e queremos conversar para que fiquem claras as ideias dos presidenciáveis”, atestou.Integrante do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da Universidade de Brasília (UnB), Nelson Inocêncio declara que a questão racial está na pauta oficial, mas ressalva que, tomando a campanha eleitoral neste exato momento, os três principais candidatos precisam elaborar um discurso com mais propriedade. “Em linhas gerais, o problema é que parece que os candidatos não dão importância ao eleitorado negro. E é uma parcela muito expressiva. A população autodeclarada negra no Brasil chega a mais de 50%.”
O professor defende a valorização do voto negro. “Parece-me que, até o momento, as assessorias dos candidatos não tenham se dado conta de que é importante valorizar o voto negro. Essa demanda tem que partir também dos movimentos sociais. É importante sensibilizar a comunidade negra para valorização do voto”, comentou.

Dilma tenta se recompor com o empresário, para transmitir otimismo

Raquel Farias
O Tempo

Dilma realiza no momento uma ofensiva para reconquistar apoio num segmento onde vem perdendo de goleada para Aécio: o empresariado. Ela abriu a agenda para reuniões com eles, está prometendo ouvi-los mais.

E botou o governo para elaborar novas ações sob medida: no dia 18, a Fazenda anunciou pacote de bondades para a indústria (manutenção do PSI e volta do Reintegra); na sexta-feira, o BC brindou o sistema financeiro com medidas para elevar em até RS 45 bilhões a oferta de crédito; e no dia 7, será sancionada a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

A recuperação de apoios empresariais é estratégica para Dilma pela grande influência do segmento na formação das expectativas econômicas. Ela já entendeu o recado das pesquisas de que precisa reverter o clima ruim na economia. Também já percebeu que não poderá mudar as expectativas internas, vencendo a batalha contra o pessimismo difundido, se não conseguir retomar a confiança de quem tem o capital para investir.

ALGUNS ALIADOS

Dilma mantém aliados na elite econômica, apesar dos percalços na sua relação com o empresariado. Ela influiu na escolha do presidente da Vale, Murilo Ferreira, principal nome da mineração. Tem apoio da maior líder do agronegócio, Kátia Abreu, da CNA. Continua se dando bem com Robson Andrade, da CNI. Isso para citar alguns nomes que a presidente tem para ajudá-la na reaproximação com empresários. Ela fará um esforço concentrado nesta semana e na próxima, com uma série de eventos nos quais deverá se mostrar mais simpática e acessível aos donos do capital.

Ilustrativo do esforço de Dilma em atrair empresários é sua agenda para esta quinta-feira: está prevista sua vinda a Montes Claros para prestigiar evento do candidato a senador Josué Gomes (PMDB), filho de José Alencar. Além da homenagem ao pai do candidato, o gesto da presidente mira também a classe industrial. Afinal, Josué é vice-presidente da Fiesp e um dos grandes industriais do país.

Fernando Pimentel deverá ir ao evento com Dilma no Norte de Minas. O candidato petista segue apoiando firme a presidente, embora a sua propaganda prefira às vezes omitir o fato, para não irritar os eleitores aecistas, maioria no Estado.

MANTEGA ESVAZIADO

O ministro Guido Mantega tem aparecido o mínimo possível e dificilmente voltará a ter algum protagonismo no governo. Ele está na Fazenda há mais de onze anos, desde janeiro de 2003: tem fadiga de ideias. E já sabe que não continuará no governo mesmo se Dilma vencer: falta-lhe motivação. Tudo posto, resta a Mantega tocar o barco e aproveitar os bônus do cargo até o final do mandato, em 31 de dezembro.

 

Indiscrição reveladora na mensagem do Santander aos clientes especiais

João Bosco Rabello
Estadão

Em que pese à indevida  formalização aos clientes de um ponto de vista eleitoral, a mensagem do Banco Santander aos clientes especiais sobre a conjuntura econômica reflete a visão do mercado. Associá-la a uma sugestão, implícita na análise, para que não votem na candidata governista, é ultrapassar o limite ético e legal.

A repercussão do episódio, já objeto de desculpas públicas do banco, materializou o que já indicara, mais de uma vez, o sobe e desce da bolsa a cada pesquisa – em alta nas quedas da aprovação da presidente e de seu governo e versa.

Os agentes econômicos que formam o chamado mercado não se restringem aos especuladores, que costumam ganhar em qualquer circunstância. Não é algo abstrato, mas um segmento empresarial e financeiro que representa a força produtiva do país e que conviveu bem com os oito anos de governo Lula.

Tolice, portanto, ou mera retórica defensiva do PT, atribuir as críticas do setor, e mesmo sua oposição à política econômica do governo, um sentimento antipetista que, por si só, explicaria o distanciamento dos investidores, empenhados em uma ação conspiratória.

SEM EFEITOS ELEITORAIS

Em outros tempos essa retórica poderia até surtir algum efeito eleitoral, mas nos dias de hoje, com a população exibindo um comportamento pragmático por melhores serviços, permanece tolo insistir nesse tipo de reação, fora da realidade.

O fosso que separa a presidente Dilma das aspirações da sociedade por gestão competente é reflexo da ausência de investimentos e de parceria entre governo e setor privado, modelo rejeitado pelo PT historicamente, mas decisivo para atender à demanda das ruas.

Por descuido, ato falho, ou algo pior que as desculpas públicas do banco não avalizam, a instituição financeira expôs o que as análises internas do setor já fazem circular pelas vias legais há muito tempo, sem que suas críticas valessem uma reavaliação do modelo econômico.

O mercado, que o PT trata como uma abstração, se guia pelos negócios e pelo lucro, como é inerente ao capitalismo. Não joga dinheiro fora e não aposta em gestões duvidosas do ponto de vista  dos resultados, não importando qual partido esteja no poder – a menos que seja um que pretenda reverter o sistema capitalista.

SEM RESPOSTA

À parte a reação de indignação motivada pelo potencial dano eleitoral da análise do Santander, o governo e seu partido não têm resposta para o conteúdo do documento enviado aos clientes, que essencialmente revela dúvidas quanto à capacidade de reversão dos resultados da economia em 2015, em caso da continuidade do modelo em curso.

É uma dúvida generalizada, permeada aqui e ali de certezas negativas. A presidente Dilma não disse ainda o que fará para reverter o quadro econômico próximo da recessão, limitando sua autocrítica a um genérico mea culpa feito de forma indireta por interlocutores não nominados.

Esse caminho, pouco claro, indireto e genérico, dá apenas aparência de boas intenções a uma gestão que ainda não se mostrou revisionista, optando até aqui por uma administração de varejo, de erro e ensaio, à base do a cada dia sua agonia.

Não há confiança que se restabeleça nesse contexto, o que não só aumenta a distância entre governo e empreendedores, como solidifica a desconfiança de que um eventual segundo mandato será mais do mesmo.

Decisão do TCU inocentando Dilma não altera inércia das CPIs

Mário Coelho
Estadão

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de responsabilizar 11 ex-diretores da Petrobras pelo prejuízo na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, reforçou na oposição a necessidade investigar a estatal brasileira. Porém, a avaliação é que a conclusão do tribunal não deve alterar o rumo das investigações nem servir para prorrogar o prazo das duas comissões em atividade.

A CPI instalada no Senado tem prazo de 180 dias para funcionar. Em tese, acaba em novembro. Pelo regimento interno do Senado, poderia ser prorrogada por igual prazo, mas isso não deve acontecer. Salvo novas informações, a comissão formada apenas por governistas, já que a oposição se retirou do colegiado, termina em quatro meses.

Já a CPI mista, com deputados e senadores, tem em 7 de dezembro seu limite de funcionamento. Também poderia ser prorrogada, mas a maioria governista não deve permitir a possibilidade. Além de enfrentar um colegiado repleto de parlamentares fiéis ao Palácio do Planalto, a oposição tem outro obstáculo caso queira prorrogar as investigações: o regimento do Congresso.

IMPEDIMENTO

O Regimento autoriza a prorrogação do funcionamento das comissões temporárias, mas proíbe que elas ultrapassem o período de uma legislatura. As CPIs não podem ultrapassar 31 de janeiro de 2015, quando se encerram os atuais mandatos. Para continuar, todo o processo de criação de uma comissão precisaria ser retomado: coleta de assinaturas, verificação pela Mesa Diretora e indicação de líderes.

Líderes da oposição pretendem estender as investigações, mas consideram a tarefa complicada. Precisam dos votos da base aliada, o que até agora não tem acontecido. A CPI mista tem 33 integrantes titulares, sendo 10 da oposição. São necessários ao menos 17 presentes para começar uma votação de requerimentos.

Ainda apontam outro entrave para prorrogar a comissão: o relator da CPI mista, deputado Marco Maia (PT-RS). Fiel ao Palácio do Planalto, ele vem bloqueando as principais investidas da oposição. Seu precedente é a CPI do Caos Aéreo, em 2007, quando descartou a prorrogação dos trabalhos e apresentou um relatório que não sugeriu indiciamento de nenhum diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A investigação feita por deputados e senadores ainda encontra outra dificuldade. Governistas só aparecem nas sessões marcadas para depoimentos, mas evitam dar quorum para votação de requerimentos. Foi assim até semana passada, quando os parlamentares ouviram o secretário de Controle Externo da Administração Indireta do TCU, Oswaldo Perrout, em sessão fechada.

A tragédia palestina e a vitória dos “anões diplomáticos” sobre os israelenses na ONU

Mauro Santayana
(Jornal do Brasil)

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, deve estar achando o máximo ter sido repentinamente elevado, pela rançosa e entreguista direita latino-americana – como o Sr. Andrés Oppenheimer – à condição de “superstar”, depois de ter chamado o Brasil de “anão diplomático” e de ter nos lembrado, com a autoridade moral de um lagarto, que “desproporcional é perder de 7 x 1”, referindo-se à Copa do Mundo, e não, matar e ferir mais de 3.000 pessoas e desalojar quase 200 mil, para “vingar” um número de vítimas civis que não chegam a cinco.

Com acesso a drones e a sofisticados satélites de vigilância norte-americanos, e a compra de espiões em território “controlado” pelo Hamas – traidores e mercenários existem em todos os lugares – Israel poderia, se quisesse, capturar ou eliminar, com facilidade, em poucos meses, os responsáveis pelo lançamento de foguetes contra seu território, assim como alega contar com eficaz escudo que o protege da maioria deles.

O governo de Telaviv – e o Mossad – não o faz porque não quer. Prefere transformar sua resposta em expedições punitivas não contra os responsáveis pelos projéteis, mas contra todo o povo palestino, matando e mutilando – como fizeram os nazistas com os próprios judeus na Segunda Guerra Mundial- milhares de pessoas, apenas pelo fato de serem palestinos.

Essa atitude, no entanto, não impediria que surgissem novos militantes dispostos a encarar a morte, para continuar afirmando – pelo único meio que bélico lhes restou – que a resistência palestina continua viva.

AO ESTILO GANDHI

Do meu ponto de vista, nesse contexto de cruel surrealismo e interminável violência do confronto, para chamar a atenção do mundo, os palestinos, principalmente os que não estão ligados a grupos de inspiração islâmica, deveriam não comprar mais pólvora, mas tecido.

Milhares e milhares de metros de pano listrado, como aqueles que eram fabricados por ordem do Konzentrationslager Inspetorate, e das SS, na Alemanha Nazista, para vestir entre outros, os prisioneiros judeus dos campos de extermínio.

Os milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia e na Faixa de Gaza poderiam – como fez Ghandi na Índia – adotar a não violência, raspar as suas cabeças, as de suas mulheres e filhos, como raspadas foram as cabeças dos milhões de judeus que pereceram na Segunda Guerra Mundial, tatuar em seus braços, com números e caracteres hebraicos, a sua condição de prisioneiros do Estado de Israel, costurar, no peito de seus uniformes, o triângulo vermelho e as três faixas da bandeira palestina, para ser bombardeados ou morrer envoltos na mesma indumentária das milhões de vítimas que pereceram em lugares como Auschwitz, Treblinka e Birkenau.

SÃO PRISIONEIROS

Quem sabe, assim, eles poderiam assumir sua real condição de prisioneiros, que vivem cercados dentro de campos e de guetos, por tropas de um governo que não é o seu, e que, em última instância, controla totalmente o seu destino.

Quem sabe, despindo-se de suas vestimentas árabes, das barbas e bigodes de seus homens, dos véus e longos cabelos de  suas mulheres, despersonalizando-se, como os nazistas faziam com seus prisioneiros, anulando os últimos resquícios de sua individualidade, os palestinos não poderiam se aproximar mais dos judeus, mostrando-lhes, aos que estão do outro lado do muro e aos povos  do resto do mundo – com imagens semelhantes às do holocausto – que pertencem à mesma humanidade, que são, da mesma forma,  tão vulneráveis à doença, aos cassetetes, às balas, ao desespero, à tristeza e à fome, quanto aqueles que agora os estão bombardeando.

As razões da repentina e grosseira resposta israelense contra o Brasil – que ressaltou, desde o início, o direito de Israel a defender-se – devem ser buscadas não no “nanismo” diplomático brasileiro, mas no do próprio governo sionista.

29 A 1 NA DIPLOMACIA

É óbvio, como disse Yigal Palmor, que no esporte bretão 7 a 1 é um número desproporcional e acachapante. Já no seu campo de trabalho – a diplomacia – como mostrou o resultado da votação do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que aprovou, há três dias, a investigação das ações israelenses em Gaza, os “anões” diplomáticos – entre eles o Brasil, que também votou contra a posição israelense – ganharam por 29 a 1, com maioria de países do BRICS e latino-americanos. Só houve um voto a favor de Telaviv, justamente o dos EUA.

Concluindo, se Palmor – que parece falar em nome do governo israelense, já que até agora sequer foi admoestado – quiser exemplo matemático ainda mais contundente, bastaria  lembrar-lhe que, no covarde “esporte” de matar seres humanos indefesos – entre eles velhos, mulheres e crianças – disputado pelo Hamas e a direita sionista israelense, seu governo está ganhando de goleada, desde o início da crise, pelo brutal – e desproporcional placar – de quase 300 vítimas palestinas para cada civil israelense.

A mais forte das armas, na poesia de Fagundes Varella

O poeta Luís Nicolau Fagundes Varella (1941-1975), nascido em Rio Claro (RJ), indaga qual é a mais forte das armas, a mais firme, a mais tremenda, e nos surpreende com a conclusão a que conseguiu chegar.

ARMAS

Fagundes Varela

- Qual a mais forte das armas,
a mais firme, a mais certeira?
A lança, a espada, a clavina,
ou a funda aventureira?
A pistola? O bacamarte?
A espingarda, ou a flecha?
O canhão que em praça forte
faz em dez minutos brecha?
- Qual a mais firme das armas? -
O terçado, a fisga, o chuço,
o dardo, a maça, o virote?
A faca, o florete, o laço,
o punhal, ou o chifarote?
A mais tremenda das armas,
pior que a durindana,
atendei, meus bons amigos:
se apelida: – a língua humana.

      (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Convênios de ONGs têm que ser revistos profundamente

Pedro do Coutto 

A forte denúncia feita pela vereadora Tereza Bergher sobre o volume de recursos financeiros realizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro à entidade denominada Tesloo, com sede de instalações modestas, como comprova O Globo na edição de segunda-feira, remete a uma necessidade urgente de que sejam revistos, não apenas este contrato, mas todos os outros existentes no país. Ao longo de dez anos, a Tesloo recebeu 79,7 milhões de reais da Prefeitura através da Secretaria de Assistência Social. Vale frisar, destacou a vereadora, que em um só ano, de 2011  a2012, foram canalizados para a ONG 40 milhões de reais. Incrível.

As denúncias têm endereço certo, no caso. Agravando o quadro, a Tesloo dificilmente terá como comprovar a prestação dos serviços relacionados com a percepção de tão elevada quantia. Esse é um caso. Quantos outros haverá no Rio de Janeiro e nos demais Estados do país? Se multiplicarmos uma média imaginária de desembolsos oficiais por dezenas de milhares de ONGS que só existem na superfície do papel social que dizem representar e praticar, todos vão se deparar com recursos financeiros desperdiçados. Verbas oficiais com base em indicações e interesses de baixa política, dinheiro público jogado fora.

Mal comparando, o ato de acender a luz sai mais caro do que produzir a energia que ilumina. Vai se chegar a bilhões de reais a cada ano. Não só isso: sem efeito prático algum, a não ser tornar pessoas ricas os dirigentes da grande parte das organizações. Não se pode, é claro, estender tal conceito a todos os dirigentes e a todas organizações particulares que atuam na prestação de serviços, cuja tarefa deve ser preencher espaços vazios deixados pelo sistema social público. Por isso mesmo é que se exige uma reformulação do panorama atual, separando o joio do trigo.

RECUPERAÇÃO

Partindo-se inclusive do princípio de que grande parte das ações requer  intervenções especializadas como a recuperação de adolescentes tocados pelas drogas, adultos também, inúmeros casos de reabilitação do vício da bebida. Outras situações requerem internação em abrigos, algo muito especializado e de difícil seleção e execução. Há casos de cursos de profissionalização para colocação no mercado de trabalho.

Todos esses aspectos destacam como é complexa a atuação no plano social, abrangendo desde o registro civil, à habilitação legal de pelo menos centenas de milhares de pessoas. A oportunidade de uma revisão geral surgiu. Os poderes públicos não podem perdê-la. Caso contrário, continuarão perdendo-se a si mesmo, jogando dinheiro fora sem retorno algum.

 

Conselho de Ética ouve esta terça-feira as testemunhas de defesa de André Vargas

Naira Trindade
Correio Braziliense

O Conselho de Ética da Câmara cancelou a reunião prevista para ouvir nesta segunda-feira (28/7) testemunhas de defesa do deputado André Vargas (sem partido-PR). Outros depoimentos estão marcados para esta terça-feira, com o coordenador operacional da Arquidiocese de Aparecida, Denir Campos, e o consultor jurídico do Ministério da Saúde Fabrício de Oliveira Braga, às 14h, no plenário 11 da Câmara. Também está convidado a depor o próprio deputado André Vargas. Mas ele ainda não confirmou se participará da sessão.

Finalizada amanhã a fase de instrução do processo, o relator Júlio Delgado (PSB-MG) pretende concluir até o relatório a tempo de ser analisado no esforço concentrado, nos dias 5 e 6 de agosto. “Se não houver interpelação judicial, terei dez dias para encerrá-lo e pode ser que consiga apresentá-lo para o esforço concentrado”, diz Delgado.
André Vargas responde ao processo por quebra de decoro parlamentar pelo envolvimento com o doleiro preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato Alberto Youssef. Vargas é acusado de atuar em favor da Labogen no fechamento de um contrato milionário junto ao Ministério da Saúde. Vargas nega.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAndré Vargas tem um encontro marcado com a cassação. Foi abandonado pelo PT, ameaçou “abrir a boca”, mas o comando petista não levou fé. Sua defesa é apenas para ganhar tempo e seguir na ilusão de que um dia foi um político de alguma importância. Sua carreira política simplesmente acabou. (C.N.)

A quem interessa a guerra?

Carlos Chagas

Algumas perguntas puderam ser feitas do lado de cá do mundo, enquanto durou o efêmero cessar fogo entre Israel e os palestinos, no fim de semana que passou.

De onde provém o contrabando de foguetes, mesmo rudimentares, que o Hamas lança com tanta frequência sofre as cidades judaicas? Quem os fabrica, em que região do planeta, financiados por que grupos políticos e econômicos? Por que países?

Como são transportados esses foguetes? De que maneira entram na Faixa de Gaza? Se é por túneis, de onde para onde? Através de caravanas de camelos,em pleno deserto? De navios? Aviões?

O pagamento, faz-se em moedas de ouro ou por meio de bancos? Quais? E os disparos, partem de janela da cozinha, dos parquinhos infantis ou da sacristia das mesquitas? Das escolas das Nações Unidas?

O Mossad é o mais completo sistema de inteligência e informações de que se tem notícia no mundo inteiro. Sabe de tudo, tem agentes e informantes nos cinco continentes. Não conseguiu até agora uma simples informação capaz de interromper essa caravana de horror?

SIGA O DINHEIRO

Tem azeitona nessa empada. Grupos dissidentes ou governos do Egito, da Síria, da Jordânia, do Iraque, do Irã estão envolvidos nesse contrabando? Ou bandidos de alto coturno instalados na Arábia, na Inglaterra, na República Tcheca ou na Alemanha? Será tão difícil assim identificá-los? E aquela chave descoberta quando do escândalo de Watergate, através do conselho de “SIGA O DINHEIRO”?

Esses foguetes rudimentares há anos que são lançados sobre Israel, geralmente sem pontaria, graças a Deus, Jeová ou Alá, mas de quando em quando servem como pretexto para chacinas como a que agora leva o Oriente Médio quatro mil anos atrás, quando tribus e impérios se massacravam.

Convenhamos, há algo de errado no noticiário atual. Está comendo mosca o jornalismo investigativo que tantos serviço tem prestado à Humanidade. A quem interessa alimentar de tempos em tempos o massacre de um povo entregue a trogloditas radicais que manejam foguetes como seus ancestrais manejavam clavas?

Se Israel quisesse, se as Nações Unidas pudessem, se a Inteligência universal se dispusesse, em quinze minutos se interromperia essa farsa dos foguetes e a paz voltaria a reinar no Oriente Médio, se é que um dia reinou. A quem interessa a guerra?

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