Arquivos por mês: maio 2012

Lula fica uma hora no ar, no SBT, e diz que nada tem a falar sobre as denúncias de Gilmar Mendes.

Carlos Newton

Em uma tentativa de alavancar a candidatura do pré-candidato petista Fernando Haddad, o ex-presidente Lula participou na noite desta quinta-feira do programa do Ratinho, no SBT. Esperava-se que ele aproveitasse para se defender das acusações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, sobre as pressões para atrasar o julgamento do mensalão, mas o assunto simplesmente não entrou em pauta.

O ex-presidente afirmou que foi ao programa por conta da amizade que tem com o apresentador. “Perguntam por que escolheu o Ratinho. Porque já comi rabada na casa dele e ele na minha”, disse Lula.

Rabadas à parte, os dois são amigos e o que houve foi uma entrevista do “tipo vôlei”, como diz Helio Fernandes, com Ratinho o tempo todo levantando a bola para Lula cortar. A subserviência do apresentador ao ex-presidente chegava a ser grotesca e constrangedora. Poucas vezes na televisão brasileira se viu coisa igual. Como diz a piada popular, se alguém desse um tiro no saco de Lula, pegaria nas duas mãos do Ratinho.

No início, ao fazer referência a Haddad, Lula cometeu uma gafe ao dizer que o ex-ministro torce para o time do Santos. O pré-candidato interveio para dizer que seu time do coração, na verdade, é o São Paulo.

Em grande parte do programa, que durou uma hora, Lula falou sobre seu problema com o câncer na laringe. “O tratamento não é brincadeira”, disse. E contou ainda que tem feito duas horas de fisioterapia todas as manhãs por causa de um problema na perna. “Eu já cai duas vezes.”

De vez em quando, Fernando Haddad intervinha, também para elogiar Lula, que as vezes  se referia ao ex-ministro da Educação, chamando-o de “este garoto”. E as levantadas e cortadas se sucediam.

O programa de puxa-saquismo explícito ainda teve um quadro que contou um resumo da história de Lula. Além disso, teve depoimento de personalidades populares, como o ex-atacante Ronaldo e Zeca Pagodinho, ambos também aplaudindo o ex-presidente.

Somente no final, Ratinho se referiu ao caso de Gilmar Mendes, mas para dizer que não tocara no assunto porque o povo não se interessa por esse tipo de coisa. Lula aproveitou para dizer que sua resposta já foi dada, na nota oficial distribuída pelo Instituto Lula e emendou dizendo que não tinha nada a dizer sobre o assunto, justificando que quem falou (Gilmar Mendes) é que deve se explicar.

Caramba, se este programa não for classificado de propaganda política antecipada, é melhor fechar logo a Justiça Eleitoral e entregar a chave ao Lula, porque ficará provado que é mesmo ele quem manda neste país.

Tribunal paulista afasta um desembargador acusado de corrupção e preserva outros três

Carlos Newton

Por 13 votos contra 12, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu afastar o desembargador Alceu Penteado Navarro de suas funções de presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-SP), o maior do país, com um colégio de 30,6 milhões de eleitores.

Para o presidente do TJ-SP, desembargador Ivan Santori, que propôs a ação cautelar contra Navarro, a decisão tomada pelo Órgão Especial implica também no afastamento imediato de outras atividades da magistratura.

No entanto, o Órgão Especial decidiu, também, pelo não afastamento dos desembargadores Fábio Monteiro Gouvea e Vianna Cotrin. Os três, Navarro, Gouvea e Cotrin, integraram a Comissão de Orçamento do TJ-SP entre 2008 e 2010. Naquele período, eles autorizaram a si próprios pagamentos de quantias milionárias a título de verbas acumuladas de férias e licença prêmio.

Para o presidente do TJ-SP, existem “fortes indícios” de que os três, em concluio, praticaram uma série de atos ilícitos. Mesmo assim, não foram afastados.

E o pior é que, como se sabe, a punição de juiz corrupto é aposentadoria com salário integral. Muito edificante.

Justiça do Trabalho mostra inacreditável eficiência no caso de Ronaldinho Gaúcho. Nos outros, porém…

Carlos Newton

O site do canal ESPN informa que o casamento entre Ronaldinho Gaúcho e Flamengo terminou de forma melancólica. Na manhã desta quinta-feira, o meia entrou na Justiça contra o clube rubro-negro por causa de vencimentos atrasados, e conseguiu uma liminar que o deixa livre para assinar com outro time. E a decisão do juiz Andre Luiz Amorim Franco, da 9ª Vara do Trabalho, divulgada através de liminar, polemiza ainda mais ao insinuar que a carreira do jogador “já se aproxima do final”.

No parágrafo em que anuncia a rescisão dos vínculos de Ronaldinho com o Flamengo, o juiz vê possibilidade de dano irreparável caso o meia permanecesse no Rubro-negro – onde, sem aparecer nos treinos há quatro dias, tinha grandes chances de ser afastado e impedido de jogar por um longo período.

Se os craques brasileiros tivessem a velocidade desse juiz trabalhista, o Brasil seria campeão do mundo eterno. Receber e despachar na mesma hora um pedido de liminar é fato a ser registrado no Livro Guinness de Recordes. Mas acontece que, nos processos dos outros mortais, infelizmente a magistratura brasileira joga devagar, quase parando.

Cesar Maia denuncia: Prefeitura do Rio tenta esconder um aditivo de R$ 16 milhões à Delta

Em seu Blog, que ele chama de ex-Blog, o ex-prefeito Cesar denuncia mais uma mutreta entre o prefeito Eduardo Paes e a empreiteira de Fernando Cavendish, o amigo íntimo e ex-concunhado do governador Sergio Cabral. E não há como desmentir, porque a fonte é o Diário Oficial.

Nota-se que a Prefeitura tenta ocultar a manobra, não citando o nome da empreiteira e querendo enganar, referindo-se a valor do contrato. Mas pouco antes se descobre no Diário Oficial o pedido de aditivo da Delta.

Diário Oficial. Segunda-feira, 28 de maio de 2012. DESPACHO DO SECRETÁRIO. EXPEDIENTE DE 25/05/2012 – 06/370.909/2010 – Ref.: Contrato nº 008/2011 – Autorizo a modificação de quantidades, sem alteração do valor contratual, na forma proposta pela O/SUBOP/CGO às folhas 2015/2016, objeto do processo instrutivo nº 06/370.909/2010 de acordo com o disposto no artigo 482, inciso II alínea “a” do Decreto Nº 3.221 de 18 de setembro de 1981. consolidado pelo Decreto “N” Nº 15.350 de 06 de dezembro de 1996. (RGCAF), bem como AUTORIZO o acréscimo de serviços e a adequação do cronograma físico-financeiro, no valor de R$ 16.699.964,57 (Dezesseis milhões, seiscentos e noventa e nove mil, novecentos e sessenta e quatro reais e cinquenta e sete centavos), com fulcro no art. 65, inciso I, alínea “b”, parágrafos 1º e 2º e no artigo 58, inciso I da Lei.

Processo 06/370.475/2012 (APENSO). Requerente DELTA CONSTRUÇÕES S.A.(MODIFICAÇÃO DE QUANTIDADES) Assunto OBRAS PÚBLICAS

Informação Complementar MODIFICACAO DE QUANTIDADES DO PROCESSO 06/370.909/2010. Data Despacho 07/05/2012. Orgão Origem O/SUBOP/CGO COORDENADORIA GERAL DE OBRAS. Orgão Destino *O/SUBOP/CGO/APC SETOR DE EXPEDIENTE. Endereço CAMPO DE SAO CRISTOVAO 268/4A.- SAO CRISTOVAO

Despacho ANALISE(ENCAMINHAR P/). Processo Principal 06/370.909/2010. 8.666 de 21/06/1993 e suas alterações, bem como Autorizo a despesa no mesmo valor. Providencie-se a lavratura do Termo Aditivo correspondente.

Venezuela ignora, outra vez, o embargo contra a Síria

O ministro sírio do Petróleo e Recursos Naturais, Soufian al-Allao, anunciou que petroleiro venezuelano carregado com 35 mil toneladas de mazout [óleo para calefação, extraído do petróleo] chegou à Síria, ignorando o embargo unilateral imposto ilegalmente por países ocidentais.

A Venezuela está construindo novo petroleiro que em pouco tempo estará a caminho da Síria, informou também o ministro sírio, em conferência de imprensa.

Sobre a questão do gás, o ministro al-Allao disse que a produção síria de gás atende 50% das necessidades locais. Observou que, sobre isso, estão em andamento negociações com o Irã e a Argélia, para garantir a complementação (foram descobertas na Síria importantes reservas de gás, mas o país ainda não tem condições para explorá-las).

O ministro disse ainda que a comissão sírio-russa, reunida em Moscou, examina a possibilidade de um contrato de longo prazo, a ser firmado entre Síria e Rússia, para exportação de mazout e gás para a Síria.

A Venezuela já forneceu o equivalente a 600 mil barris de petróleo à Síria entre o final de 2011 e início de 2012. Para o ministro, Damasco é vítima da “estigmatização, pelos imperialistas” que tentam derrubar o governo sírio.

Segundo relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, o país de Hugo Chávez conta com reservas confirmadas de 296,50 bilhões de barris, das maiores do planeta.

Transcrito da Rede Voltaire
http://www.voltairenet.org/Le-Venezuela-brise-une-nouvelle

Drogas: a abertura legal da perigosa porta da dependência

Milton Corrêa da Costa

Na contramão da grande maioria dos países, a comissão de juristas brasileiros, encarregada de elaborar o anteprojeto do novo Código Penal, acaba de aprovar a descriminalização de drogas ilícitas para uso pessoal.

A quantidade apreendida tem que ser, no máximo, suficiente ao consumo médio individual por cinco dias (ainda dão prazo), conforme definido pela autoridade administrativa de saúde. Ou seja, a legião de drogados sem rumo vai ter que andar com a receita médica a tiracolo. Ou uma quantidade servirá para todos?

O inacreditável é que, além de poder consumir (e plantar para consumo próprio) a maconha, também a cocaína e o crack (a ‘droga da morte’), entre outras substâncias entorpecentes, poderão ser consumidos, desde que (pasmem) se fume ou cheire individualmente.

Quanto maior o poder destrutivo da droga, menor a quantidade diária a ser consumida, diz a comissão. Custo a acreditar em tal proposta tolerante e perigosa.

Para determinar se a droga realmente destinava-se a consumo pessoal, o juiz deverá saber agora a natureza e a quantidade da substância apreendida, a conduta do infrator, o local e as condições em que ocorreu a apreensão, assim como as circunstâncias sociais e pessoais do consumidor de drogas . Ou seja, se for consumidor de classe média ou alta fica difícil estabelecer se estamos diante de um traficante. Se for pobre e favelado, nem tanto.

O interessante é que o poder público, com tal proposta, passa a ser o próprio indutor oficial do uso da droga. Ou seja, a nova Holanda é definitivamente aqui. As cenas de drogados prostrados em praças públicas, por overdose, serão mais um cartão de visita do nosso querido Brasil. A proposta permissiva, com base no discurso da chamada corrente progressista, é descriminalizar e abrir legalmente a perigosa porta do proibido, protegendo o usuário e o dependente de droga, como se a violência do tráfico fosse diminuir e como se traficantes fossem depor seus arsenais de guerra.

A finalidade não deve ser tentar tirar o usuário ou dependente do vício? Vai poder cheirar e fumar antes de ir para o colégio ou para a universidade? Terá que ser maior de idade para consumir oficialmente? Quem vai fiscalizar se o baseado ou o crack serão fumados individualmente? O plantio da maconha nas residências farão parte de um perfeito conluio familiar?

“O uso de drogas leva adolescentes à prática de outros atos criminais”, diz o procurador da 3ª Vara Criminal de Justiça do Rio de Janeiro, Márcio Mothé Fernandes, que passou 15 anos na Vara de Infância e Adolescência cuidando de casos de usuários de drogas. “Alguém precisa impor limite, como o tratamento compulsório. As pessoas não estão preparadas para descriminalização sem uma medida mais enérgica”, observa.

Está, pois, prestes a ser consolidada a desgraça maior. Resta agora que o Congresso Nacional e por último à Presidente Dilma Rousseff impeçam tal perigosa ameaça. Drogas não agregam valores sociais positivos. O exemplo da Holanda não nos serve. Não há nenhuma certeza de que modelos importados se adaptem ao Brasil.

Governo quer passar os pobres para a classe média na marra, nem que seja por decreto

Carlos Newton

Para o governo , a melhor definição de estatística é esta – a arte de torturar os números, até que eles confessem o que pretendemos ouvir. É o que está acontecendo com as estatísticas mostrando que os pobres já psssaram para a classe média.

Segundo o governo, cerca de 54% da população brasileira já formariam a chamada classe média. Motivo: a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) passou a considerar que pertenceriam à classe média todas as famílias com renda per capita entre R$ 300 e R$ 1.000.

A definição foi aprovada terça-feira, após reunião do ministro da SAE, Moreira Franco, e o subsecretário de Ações Estratégicas da pasta, Ricardo Paes de Barros, com uma comissão de especialistas para avaliação dos critérios de identificação deste novo segmento da população.

Segundo a secretaria, em 2009 essa classe representava 34% da população e, com a tendência de crescimento, hoje ela representa mais da metade dos brasileiros. Dentro dela, foram definidos três subgrupos: a baixa classe média, com renda familiar per capita entre R$ 300 e R$ 440; a média, com renda familiar per capita de R$ R$440 a R$ 640; e a alta classe média, cuja renda familiar per capita fica entre R$ 640 e R$ 1.020.

Caramba! A família brasileira tem em média 4 membros. Então, o governo acha que uma família de quatro membros, com renda total de R$ 1,2 mil por mês, seria classe média? E uma família de quatro membros, com renda total de  R$ 2,56 por mês, seria da alta classe média?

Os “especialistas” e integrantes do governo declaram essas barbaridades estatísticas, e ninguém reclama? Onde é que nos estamos? Que país é esse, Francelino Pereira?

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DELÍRIO TOTAL

O pior é que os “especialistas” e integrantes do governo parecem falar à sério. Não percebem os disparates que alardeiam. Vivem como o professor Pangloss, personagem de Voltaire que, no meio da miséria absoluta, se achava “no melhor dos mundos”.

Segundo o subsecretário Ricardo Paes de Barros, a nova classe média precisa viver com menos incertezas e estar instrumentalizada para aproveitar rapidamente as oportunidades que se abrem. Para ele, a preocupação é tornar a classe média o mais produtiva possível.

“Temos que intrumentalizar essa classe média pra que ela seja a primeira no mundo a aproveitar as oportunidades que o mundo globalizado tem pra oferecer. Isso envolve dar a eles crédito, informação, formação, defesa legal de forma que eles possam aproveitar essas oprotunidades”, disse Barros, sem ter medo do ridículo.

E o ministro Moreira Franco, também falando sério, afirmava que “será criado um instrumento interno de pesquisa, para seguir estudando mais profundamente esse extrato social”, ou seja, a milagrosa classe média que existe na teoria, mas na prática continua passando as maiores necessidades aqui debaixo do Equador, que é o melhor dos mundos. Mas só na teoria, é claro.

Golpe na terceirização: Justiça decide que setor público tem que dar preferência a concursados

Gustavo Henrique Braga (Correio Braziliense)

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomada esta semana, promete obrigar os gestores públicos a pensarem duas vezes antes empossarem comissionados, temporários ou terceirizados de forma irregular.

A Segunda Turma considerou que a mera expectativa de contratação dos candidatos passa a ser direito líquido e certo no caso de nomeação de pessoal não concursado para o preenchimento de vagas existentes dentro do prazo de validade do certame.

A decisão ocorreu no julgamento de recurso de mandado de segurança apresentado pela candidata Sandra de Morais, aprovada fora do número de vagas previsto no edital para o cargo de professor da rede estadual do Maranhão.

Na avaliação de José Wilson Granjeiro, diretor-presidente da rede Grancursos, a decisão irá beneficiar os candidatos e a todos que pretendem entrar no funcionalismo “pela porta da frente”. Ele lembrou que o entendimento do STJ confirma interpretações do Tribunal Superior do Trabalho em casos semelhantes, o que confere mais segurança a quem investe nos estudos e na preparação para os certames públicos.

“Os concurseiros precisam ficar atentos e monitorar as nomeações publicadas no diários oficiais. Ao detectar alguma contratação irregular, não devem perder tempo, pois a nomeação dos concursados nesse caso se torna líquida e certa”, explicou.

Como dizia Rubem Braga, a poesia é necessária

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AMOR BASTANTE

Paulo Leminski

quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante

basta um instante
e você tem amor bastante

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UM BOM POEMA

Paulo Leminski

um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto

 

 

Distância do Poder está fazendo mal a Lula

Fábio Pannunzio

Ele está irreconhecível. Faltam-lhe racionalidade, jogo de cintura e bom-senso. Assim é Lula de pijama – um cidadão de espírito inquieto que parece inconformado com a distância entre São Bernardo do Campo e Brasíia.

Desde que deixou a Presidência, um ano e meio atrás, o ex-presidente não para de fazer bobagens. Primeiro, impôs a sua sucessora um ministério contaminado por gente da pior qualidade. Dilma teve que defnestrar meia-dúzia para salvar o cofre da viúva do assédio incansável da malandragem com assento no primeiro escalão.

Enquanto isso acontecia – e a popularidade de Dilma crescia – pareceu não se conformar com os arroubos de autonomia de sua ex-secretária. O sucesso da criatura fez mal ao criador.

No momento seguinte, Lula gastou parte de seu imenso capital político numa operação contra seu próprio partido. Enfiou goela abaixo a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, cindindo a galeria de aliados de primeira hora como a senadora Marta Suplicy. Criou um candidato esquálido, cuja performance inquieta dos próprios companheiros.

Acometido por um câncer, não se deixou abater. Transformou a suíte do Hospital Sírio Libanês em uma central de conspirações e, antes mesmo de se recuperar, enfiou-se na trincheira do Mensalão ao lado de José Dirceu. Pelo que se viu, não foi um movimento de pouca importância.

Avesso à liturgia e às formalidades imposta pela condição de “ex”, Lula conspirou para que o PT tomasse a dianteira de um processo que todos imaginavam no que daria, a CPI do Cachoeira. Para vingar-se antigos desafetos, como o governador Marconi Perillo, que o advertiu sobre o Mensalão, entrou por um labirinto sem fim – e empurrou seu aliados para ele. Agora, nem o PT, nem Rui Falcão, seu artífice, sabem direito o que fazer para reverter o desgaste que se seguiu.

Como a desenvoltura de Lula só tem paralelo na sua falta de limites, era de se esperar, mais cedo ou mais tarde, uma inversão da lógica do Barão de Itararé segundo a qual “de onde nada se espera, daí é que não sai nada mesmo”. No caso do mais popular dos ex-presidentes brasileiros, espera-se tudo e tudo acontecerá. Até uma canhestra tentativa de constranger um ministro da Corte Constitucional para impedir o julgamento do maior escândalo de corrupção da história da República, o Mensalão.

Como candidato, Lula foi sábio a ponto de transformar a si mesmo para pavimentar a estrada segura que o levaria ao Palácio do Planalto. Como presidente, foi um notável administrador da própria imagem. Teve sabedoria para aproveitar dos antecessores o que era bom e apropriar-se de suas conquistas – e depois da própria história. Foi iluminado ao abandonar o jargão sindical e fiel a ponto de cumprir literalmente tudo aquilo com que se comprometeu na Carta aos Brasileiros. Foi um gênio da oratória. E um administrador competentíssimo da própria imagem.

Agora, falta-lhe sabedoria para ficar calado quando deve calar-se. Falta-lhe tirocínio para evitar as manobras ruins. Falta-se senso crítico para entender a posição que ocupa no cenário institucional. Falta-lhe também esperteza para evitar as ciladas que ele mesmo prepara. E grandeza para superar os rancores profundos e os pequenos ressentimentos amealhados em sua longa convivência com o Poder.

Assim, de tropeço em tropeço, o Lula de São Bernardo vai ganhando feições muito diferentes do Lula de Brasília. Acabou-se a graça, restou apenas a amargura. Acabou-se o charme brejeiro, ficou o histrionismo do ódio.

Será que algo de sua privilegiada inteligência política se perdeu no caminhão que transportou sua mudança do Planalto para a planície ?

(Transcrito do blog de Fábio Pannunzio)

Aécio Neves deu uma ajuda a Sergio Cabral, evitando que ele fosse convocado pela CPI

Carlos Newton

A CPI do Cachoeira acertou ao aprovar a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Sem entendimento e em meio à intensa discussão, parlamentares da oposição e da base divergiram sobre a legalidade de a comissão solicitar a quebra do sigilo de governadores.

Acabou prevalecendo a tese do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que é promotor de Justiça e já se tornou um dos parlamentares mais respeitados do Congresso. “Não há fundamentação jurídica para quebrar sigilo nesse momento da investigação. A medida é de exceção, que só pode ser concebida quando outro meio de prova não puder dar resposta ao que se investiga”, foi a colocação dele, respeitada pela CPI.

O ex-diretor da Delta Cláudio Abreu, como era esperado, ficou em silêncio durante a sessão da CPI, que decidiu convocar dois governadores: Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, e Agnelo Queiroz (PT), do DF.

Só conseguiu escapar Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, que teve apoio do PSDB, seu antigo partido, por obra e graça do senador Aecio Neves, que é amigo íntimo de Cabral, porque a primeira mulher do governador do Rio, Luciana Neves, vem a ser sua prima. Ficou tudo em família…

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LIGAÇÕES COM A DELTA

Cabral escapou de ser  chamado para explicar a relação próxima que mantém com o empresário Fernando Cavendish, da Delta Construções.  Depois de passar semanas fugindo dos jornalistas, ontem, pela primeira vez, Cabral comentou as críticas pela relação próxima com fornecedores do Estado reveladas por fotos feitas em Paris, em 2009.

Com a maior desfaçatez, Cabral disse não misturar as relações pessoais com a atividade pública e afirmou considerar “desrespeitosas as ilações feitas”.

“Estou muito tranquilo com a minha atuação a frente do Estado. Nosso governo agiu com autonomia dos secretários para nomear auxiliares e tomar decisões administrativas. A impessoalidade marcou meu governo. Jamais qualquer secretário recebeu pedido para nomear alguém ou contratar determinada empresa”, disse Cabral, durante inauguração de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Complexo do Alemão.

O governador irritou-se ao ser questionado se temia a quebra de sigilo bancário da Delta nacional, sediada no Rio.

“Por que eu temeria? Acho até um desrespeito me perguntar isso. Essas ilações são de uma irresponsabilidade completa”, disse ele, como se o repórter estivesse atacando sua honra.

Esta entrevista foi transmitida pela televisão e mostrou um Cabral irritado, deprimido. hesitante e bem mais magro. Para quem sempre sonhou em fazer dieta, o escândalo de suas ligações com empreiteiros pelo menos serviu para melhorar o seu perfil físico. Quanto ao perfil psicológico e político, não há dieta que dê jeito.

 

O responsável é o Dr. Silvana

Carlos Chagas

Gilmar Mendes perdeu o bom-senso, fala pelos cotovelos e acusa o ex-presidente Lula de querer melar o julgamento do mensalão. Acrescenta que gangsteres tentam desmoralizar e constranger o Supremo Tribunal Federal. Defende-se de acusações não comprovadas sobre seu envolvimento com Demóstenes Torres e Carlos Cachoeira, misturando sua defesa com a honra da mais alta corte nacional de justiça. Pratica o corporativismo, pretendendo que ataques e suposições contra sua pessoa signifiquem agravos contra o Poder Judiciário. Convenhamos, é muita areia para um caminhão só.

No reverso da medalha, o PT denuncia manobra daqueles que querem desmoralizar o partido e o Lula, com notórios objetivos eleitoreiros. Falando pouco, o ex-presidente revela-se indignado e acrescenta jamais haver pressionado o Supremo. O presidente do PT, Rui Falcão, restringe a crise às eleições municipais, esquecido de que os companheiros candidatos às prefeituras das capitais vão de mal a pior nas pesquisas, jamais se justificando o julgamento do mensalão como fator da derrota petista. Seria olhar a confusão com binóculos invertidos.

Na verdade, o PT e o Lula gostariam que o julgamento do mensalão não se realizasse este ano, para não tornar ainda mais desastrosa a performance dos candidatos do partido, com ênfase para a prefeitura de São Paulo e as pretensões de Fernando Haddad.

Também é certo que, no Supremo, os ministros não nomeados por Lula e por Dilma, a começar por Gilmar Mendes, solidarizaram-se com ele. Celso de Mello e Marco Aurélio Mello não pouparam o ex-presidente da República, mas os nomeados por ele e a sucessora rejeitam o corporativismo. Não se ouviram manifestações de Carmem Lúcia, César Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Dias Tofoli, Luis Fux e Rosa Weber. O próprio presidente da casa, Ayres Brito, só falou que ninguém põe a faca no pescoço do Supremo.

Do jeito que as coisas vão, entre tantas agressões e desacatos, emergirá uma explicação maior. O causador de toda essa pantomima que desmoraliza as instituições só pode ser o dr. Silvana, o arqui-inimigo da Humanidade, aquele que imagina antecipar o fim do mundo acabando com o Brasil. Aliás, há quem julgue estar disfarçado de Carlos Cachoeira…

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PIOR NÃO FICA

O senador Demóstenes Torres tinha tudo para sair-se bem no depoimento perante o Conselho de Ética do Senado. Afinal, promotor público e procurador, sagaz advogado, professor de Direito, ia enfrentar um médico como seu acusador, reconhecidamente sem condições para tertúlias jurídicas.

Humberto Costa, conforme a impressão geral, não conseguiria romper a blindagem do jurista. Só que conseguiu, menos por seus méritos de relator, mais porque Demóstenes perdeu-se ao sustentar que queria ser julgado pelo que fez, não pelo que falou que ia fazer. Ora, então não tinha palavra? Os telefonemas trocados com Carlos Cachoeira foram peças de ficção?

Além de fútil, é perigoso fazer previsões, mas tudo indica que o representante de Goiás perderá seu mandato, quando posta em julgamento a acusação de haver quebrado o decoro parlamentar.

O que Lula tratou com Gilmar Mendes no escritório de Nelson Jobim?

Pedro do Coutto

A pergunta lógica se impõe diante das versões do ministro Gilmar Mendes e do ex-presidente Lula sobre o encontro no escritório de Nelson Jobim. Se não incluiu o julgamento do mensalão, como sustenta Mendes, qual o conteúdo dos diálogos segundo Luiz Inácio da Silva? Não é possível que uma pessoa da importância do ex-presidente da República procure um intrigante do Poder Judiciário para falar generalidades. Não tem cabimento. Houve, sem dúvida, uma pauta específica, sobretudo porque o encontro não ocorreu casualmente.

Ao contrário. Foi programado e intermediado por um outro ex-ministro do STF e da Defesa. Titular desta pasta exatamente no governo que antecedeu a da presidente Dilma Roussef.

Poderiam ter se encontrado na rua, almoçarem juntos, publicamente, tomado café numa confeitaria. Nada de mais. Acontece. Porém marcar um encontro fechado num escritório de advocacia deixa evidente, pelo menos, o conteúdo sensível das conversações. Achar o contrário é negar o óbvio ululante, para lembrar Nelson Rodrigues, este ano, centenário de nascimento do grande autor.

Por estas razões creio ter plena razão o jornalista Merval Pereira em sua coluna, terça-feira 29 em O Globo. Sejam quais forem os pretextos e predisposições, o encontro foi envolvido pela nuvem da inconveniência.
Não havia razão para que os dois se aproximassem. Na verdade duas pessoas públicas, principalmente Lula, mas cujo relacionamento não era de intimidade. Duas pessoas conhecidas, mas não amigas. Que foram fazer então naquele escritório?

As circunstâncias narradas por Nelson Jobim, na realidade, parecem confirmar o relato de Gilmar Mendes. Pois Jobim afirma não ter assistido toda a conversa (em seu relatório escrito), tendo se levantado e ido à copa providenciar que fossem servidas frutas ao ex-presidente da República.
Não faz sentido o anfitrião ausentar-se do palco ou da sala para comandar serviços de alimentos naturais e sucos aos dois visitantes da tarde, 26 de abril, em Brasília.

Na mesma terça feira 29, na Folha de São Paulo, Jânio de Freitas publicou artigo indagando qual o motivo teria levado Gilmar Mendes a procurar a revista Veja praticamente um mês depois do sombrio encontro para fazer circular seu testemunho de personagem. Difícil saber. Só perguntando ao integrante do STF. Porém não se deve confundir as coisas. A demora em partir para um confronto aberto com ele, Mendes, sabia ser inevitável, não quer dizer que tenha tentado driblar os fatos por linhas sinuosas da linguagem jornalística. São realidades distintas.

O adiamento, a meu ver, decorreu de uma dúvida que o acometeu. Aliás uma dupla dúvida. Hesitou em tomar a iniciativa do cotejo fatal, pela repercussão que teria, e – sobretudo – ante a hipótese de a troca de palavras ter sido gravada. Poderia ocorrer uma edição, admitiu. Não estou dizendo que minhas suposições tenham acontecido e impulsionado Gilmar Mendes a entrar em campo e iniciar o duelo. Apenas tanto elas, as suposições, encontrar uma explicação e iluminar um roteiro para um raciocínio, senão provável, pelo menos possível. Não existem muitas alternativas além das que formam este elenco de idéias.

O elenco de atores, entretanto, apresenta diversos personagens. Nelson Jobim, um deles. Carlos Ayres Brito, presidente da Corte Suprema, outro. Tanto assim que na mesma reportagem da Veja ele aparece no segundo ato afirmando que, durante jantar no Alvorada, recebeu insinuação de Lula que o levou a acender a luz amarela, a qual – disse – apagou depois.

Ricardo Levandowsky, mais um, já que a ele foi atribuída versão (de Lula) de que estaria sendo pressionado. Por quem?

E, nesta altura da peça, mais um personagem emerge: José Dirceu, ator desesperado do mensalão de 2005. O debate está aberto. O destino dos réus lançado.

Fortuna de banqueiro

Sebastião Nery

Serafim Rodrigues Morais, o Semi Rodrigues, boiadeiro, fazendeiro, comerciante, industrial, uma das maiores fortunas do Estado, comprou o Agrobanco de Goiás. Um dia, viu nos jornais uma declaração do ministro Ângelo Calmon de Sá dizendo que seu Banco Econômico ia comprar o Agrobanco. Não havia nada daquilo. Era uma jogada do Ângelo. Filho de mineiro, do coronel Miguel Rodrigues, Sami Rodrigues ficou calado. Até que recebeu um chamado do Banco Central para ir lá. Foi.

- O senhor é o Serafim Rodrigues Morais? E quem é Semi Morais?

- Sou eu mesmo.

- Como é que pode? O senhor é Sarafim ou Semi?

- Sou os dois. Meu nome é Serafim. Mas em Goiás, Minas, São Paulo, Mato Grosso, por aí onde negocio, só me chamam de Semi. Faz diferença?

- Faz e muitas. Banqueiro só pode ter um nome. Banqueiro com dois nomes não dá. O senhor não pode ser dono do Agrobanco.

Semi entendeu o recado e a chantagem, levantou-se:

- Olhe, moço. Tenho dois nomes e garanto os dois. Conheço banqueiro aí que não garante nem os próprios cheques.

Algum tempo depois, o banco Econômico, de Ângelo Calmon, quebrou.

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É LAMA

Semi Rodrigues saiu de lá, me contou a conversa e se lembrou do pai:

- Meu pai me dizia que açude se faz assim. Você pega um ponto de água, começa a fazer uma barragem, apanha os tocos das árvores, as pedras ali perto, a terra que encontrar, o lixo da fazenda, o esterco, vai juntando tudo, aumentando a barragem. A água vai subindo suja, imunda. Daí a pouco vai clareando. Quando o açude enche, a água está clarinha, clarinha, uma lindeza. Você não pode é mexer embaixo, que é lama. Fortuna de banqueiro é lama.

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NO IMPÉRIO

Ontem, vimos que, de 1822, quando foi proclamada a Independência, a 1889, quando acabou o Império, o Brasil fez 17 empréstimos com os banqueiros ingleses: tomou 62 milhões, 760 mil e 932 libras, recebeu 51 milhões, 632 mil e 877 libras e pagou 152 milhões, 11 mil e 251 libras. Era a lama do açude. Na República foi pior. Em libra, em dólar e até em franco. De 1893 a 1928, 23 empréstimos. As garantias eram as alfândegas de todo o País confiscadas.

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NA REPÚBLICA

Quanto mais pagávamos juros, mais as dívidas aumentavam. Em 1922, no centenário da Independência, “81,28% do total de nossa receita ouro eram consumidos com o pagamento de juros da dívida externa federal. O Diário Oficial de 7 de fevereiro de 1934, pág. 2695, publicou a exposição do ministro da Fazenda, Osvaldo Aranha, a Getúlio Vargas, que terminava assim: “Em contos de réis, o Brasil recebeu 10 milhões mais ou menos, pagou 8 milhões e meio e ainda deve de capital quase 10 milhões, sem contar o serviço de juros”.

De lá para cá, o tempo passou e nada mudou. O Brasil continua na lama dos banqueiros.

Lula foge da imprensa e reclama: ‘Tem muita gente que não gosta de mim’

Carlos Newton

O fato é inconstestável – Lula está fugindo da imprensa. Esteve em Brasília hoje, mas nenhum jornalista conseguiu chegar perto dele. A imprensa não teve acesso ao auditório onde Lula fez sua apresentação no 5º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, organizado pela ONU, na sede da Fiocruz.

“Vou falar de pé, porque senão vão dizer que eu estou doente. Tem muita gente que não gosta de mim”, disse Lula ao chegar à tribuna.

A imprensa ficou isolada e só pôde acompanhar o discurso do presidente por uma televisão instalada numa sala próxima. O ex-presidente chegou pela garagem. Antes, também evitou a imprensa ao chegar e sair do Palácio da Alvorada, onde almoçou com a presidente Dilma Rousseff.

Como se sabe, a polêmica entre Lula e Gilmar Mendes foi iniciada no último fim de semana, depois de reportagem da revista “Veja” revelar um encontro que eles tiveram no último dia 26 de abril, no escritório do ex-ministro do STF Nelson Jobim, em Brasília.

Ontem, em entrevistas a diversos veículos de comunicação, Gilmar Mendes disse, entre outras declarações fortes, que Lula tem o objetivo de “melar o julgamento” do mensalão e que comanda uma “central de divulgação de boatos”.

E Lula continua calado…

Advogado divulga na internet carta-aberta criticando Thomaz Bastos

Carta-Aberta ao Dr. Marcio Thomaz Bastos

Dr. Marcio,

Foi com imensa vergonha, tristeza, decepção e indignação que pude assistir
V.Sa. na “CPI do Cachoeira”, fazendo parte da mesa em acompanhamento ao Sr. Carlinhos Cachoeira, seu dileto contratante (?), contraventor, chefe de
quadrilha, corruptor de políticos e figura das mais nocivas ao Estado
Brasileiro.

O ilustríssimo e integro Dr. Marcio Thomaz Bastos, eminente Advogado,
competente Professor, prestigiado Autor, combativo Ministro da Justiça e
referência para todos os profissionais do Direito no País, apequenou-se e
rebaixou-se ao nível dos porcos que constituem à rede criminosa de seu
dileto cliente e comeu com eles seu farelo .

Como pode o Dr. Bastos atuar como advogado de um facínora, instruindo-o a
não cooperar com o próprio Estado Brasileiro, onde exerceu galhardamente o
cargo máximo de Ministro (ou falta) de Justiça ?

E não se trata da obrigação profissional de defender seu cliente, pois o
Dr. Bastos sabe muito bem que, na CPI, a participação do Sr. Cachoeira
seria para complementar a lista de bandidos ainda não investigados e que
ainda fazem parte da camarilha de políticos corruptos que se instalou no
Poder.

Sabe também que a participação do Sr. Cachoeira na CPI em nada agravaria o
status crime dele, pois já chegou preso, saiu igualmente preso, permanece
preso e vai continuar preso (é o que esperamos), réu que é em processo
crime na Justiça de Goiás.

Mesmo assim, o Dr. Bastos com a experiência e conhecimento brilhante dos
meandros do Processo Judicial, afrontou o País impedindo o Sr. Cachoeira
“DE RESPONDER AS QUESTÕES DOS PARLAMENTARES”, causando assim um desserviço ao Povo Brasileiro, que se viu privado de conhecer e combater àqueles que são verdadeiramente o câncer desta Nação: os políticos corruptos.

Os outros demostenes, cabrais, perillos e agnellos que ainda não foram
descobertos e apontados pela Polícia Federal, Imprensa e Sociedade desde já
agradecem ao prestigiado Dr. Bastos.

A atuação do EX–MINISTRO DA JUSTIÇA, Dr. Marcio Thomaz Bastos, na “CPI do Cachoeira” deixou-me dúvidas que não me deixam calar: Para quem o Dr.
Bastos está realmente trabalhando ? A quem o silêncio do Sr. Cachoeira o
Dr. Bastos quer proteger ?

Que pena Dr. Bastos, sua história sua biografia e seu currículo não
mereciam essa indignidade com o POVO BRASILEIRO !

Warley Pimentel, brasileiro, 68 anos, advogado, digno e indignado.

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