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segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 14:40

Às 14:25, na Bovespa, continuam comprando embora lentamente

Existe apreensão, visível. Desde a abertura e executadas as ordens de sexta-feira, foram comprando. Olhavam muito para o lado e telefonavam bastante.

Muitas ações não reagiam, como as Telefônicas, ninguém confia. Petrobras e Vale, muito sacrificadas quinta e sexta recuperaram uma parte. Cemig caiu toda a semana passada, não reage, qual a explicação? Ambev (vício) continua em baixa, ótimo. As imobiliárias, (Tenda, Gafisa, Cyrela) subiram mais de 4 por cento, caíram muito semana passada.

O Bradesco cai há dias, a Bradespar sobe insistentemente. Motivo: os acionistas são do “grupo dominante e controlador”. A partir de 11:23 o Índice foi subindo de 15 em 15 minutos, aritmética mas seguramente. Às 14:25 quando posto estas observações, o Índice está em alta de 1,60% em 63 mil 760 pontos.

O dólar na mesma passada da última semana, entre 1,87 e 1,88.

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 11:35

Como observei, antes, a Bovespa abriu em alta

Às 10:53, postava aqui a observação: como no final da sexta-feira, quase no final, as ordens de compra eram muitas, não puderam ser executadas. Ficaram para hoje. Às 11:23 executadas essas ordens, o Índice subia 0,83% em 63 mil e 200. A partir de agora, tudo pode acontecer. Para cima ou para baixo.

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 11:18

“LIBERDADE DE IMPRENSA”

Não há ninguém mais carreirista de si mesmo, do que o “macunaímico”, Nelson Jobim. Tendo confessado os crimes cometidos como Constituinte, foi para o Supremo, de onde saiu EXPULSO.

Aproveitou a tragédia do avião da Air France, não saiu das televisões, e também com a novela corrupta da compra dos Rafales. Ainda conseguiu matéria no jornalão de SP, com o título, “DECISÃO FOI VITÓRIA PESSOAL DE JOBIM”.

Naturalmente, apóiam sua pretensão, a palavra exata é essa, de ser vice. Ha! Ha! Ha!

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 11:12

França caça boa vontade de Lula e vende caça, por preço alto

Sarkozy, evitando a falência da Dassault, consegue jogar o presidente contra os pareceres técnicos, e vende os aviões “repudiados”. Teoricamente houve desconto de 2 bilhões, os aviões da França continuam com preço mais alto e qualidade mais baixa. É o que se chama de “democracia autoritária”. (Royalties para Chávez)

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 11:07

Esportivas, observadas e comentadas

Duas derrotas seguidas
do time de Bernardinho

Era o único invicto depois de 9 jogos. Contra o Brusque, venceu os dois primeiros sets, surpreendentemente, perdeu os outros três. Ontem, contra o Osasco, no clássico eterno, ganhou o primeiro, perdeu o segundo e o terceiro, numa reação de 6 pontos atrás ganhou o quarto. Foi para o desempate, perdeu o jogo e a liderança.

Povão encantado,
Robinho encantador

Só entrou no segundo tempo, delírio do público. Dominou o jogo fez de tudo. E deu a vitória ao Santos com um gol bem no seu estilo: de letra, e contra Rogério Ceni.

Qual é o mais medíocre:
Campeonato paulista ou carioca?

No Rio, depois de mais de 1 mês, o que todos já sabiam: os “quatro” chegariam as semifinais. E chegaram. Cheios de reservas, podiam ter disputado sem entrarem em campo. O Fluminense não fez gol, o Vasco apenas 1, o Flamengo só venceu porque o árbitro anulou um gol mais do que legítimo do adversário. O único que vem se destacando: o Botafogo.

O inacreditável acontece

Muitos jogadores brasileiros de alto nível, saem do Brasil para jogar em Portugal, ganhando muito mais. Perguntinha inútil, ingênua e inócua: com Oe que Portugal pode PAGAR MAIS DO QUE O BRASIL?

Vôlei surpreendente e inédito

O Pinheiros, dos mais tradicionais e importantes clubes do Brasil (excluído apenas o futebol), no feminino, enfrentou o Caxias do Sul. Vencia por 2 sets a zero, perdeu por 3 a 2.

No quarto set, o que jamais havia acontecido no vôlei mundial: o jogo foi empatado, de 4 a 4, até 27 a 27, apenas uma exceção, quando o Pinheiros fez 19 a 17. No final, o Caxias marcou 28 a 27 e fechou em 29 a 27. Sensação.

Árbitros favoritos da Fifa

A entidade que controla o futebol mundial, escolheu quem dirigirá os jogos do mundial com apito na boca. Um deles é o que validou o gol de Henry (com a mão), que classificou a França. Lógico, não poderá ser escalado para jogos da França.

A pedido especial de Ricardo Teixeira, foi escolhido pelo Brasil, Carlos Eugenio Simon. Suspenso por 5 jogos, quando “não viu” um impedimento que qualquer principiante veria.

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 10:53

Euforia antecipada na Bovespa

Exatamente às 10 horas, (uma antes da abertura) expectativa positiva. Na sexta-feira, nos últimos 40 minutos, houve um grande número de ordens de compra. Isso fez com que o Índice se recuperasse bastante.

Como uma parte razoável não pôde ser executada, ficou para hoje. Se comprarem mesmo, vai a abrir para cima. Entre os corretores, na reunião das 9, (que no verão é às 10) havia muita satisfação. Falta pouco.

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 07:00

Suplentes sem votos, sem povo, sem urna, 7 anos de mandato, sem disputarem eleição. No Executivo, o presidencialismo de lá, igual ao daqui, Sarney ocupou todo o mandato

Quase 25 por cento do senado ocupado por quem não tem representação de ninguém, por senadores sem responsabilidade ou credibilidade, é caso único no mundo. Para acabar com essa imprudência e impropriedade, bastaria copiar a Constituição de lá, que aliás foi o modelo de quase tudo servindo de base para Rui Barbosa fazer o anteprojeto da Constituição de 1891.

Dispositivo básico para a representatividade nos EUA: “O cidadão só pode exercer O CARGO PARA O QUAL FOI ELEITO”. O grande exemplo de hoje, existiriam muitos outros: a senadora Hilary Clinton, tinha ainda 4 anos e 1 mês de mandato. Convidada para Secretário de Estado, teve que renunciar. Foi nomeada por Obama, pode ser demitida.

Aqui, o melhor exemplo é de João Pedro, amigo do presidente Lula. Este pediu ao Ministro Alfredo Nascimento, (que se candidatava ao senado) que colocasse o amigo como suplente. Eleito, e renomeado ministro, Nascimento deixou a vaga para João Pedro que está há 3 anos no cargo. É candidato a governador, se for eleito, João Pedro assume mais 4anos, deixa de ser interino, para ser efetivo até 2014.

Suplente e financiador de
Serra, recordista de fraude

Até agora, quem ficou mais tempo no exercício (interino) do cargo, foi o então pai do presidente da Fiesp, 7 anos sem ter disputado eleição. Serra ficou trocando de ministério, e ele sendo chamado de excelência.

Isso, no Legislativo, no
Executivo, Sarney invencível

Ninguém vai ultrapassar o “mandato” do financiador de Serra. Mas no Executivo, o recorde MUNDIAL, pertence a José Sarney: ocupou o mandato inteiro que seria de Tancredo. Ficou todos os 60 meses da presidência que seria do ex-governador de Minas.

Sarney tem alguns concorrentes nos EUA, que herdaram também mandatos presidenciais, mas não INTEIROS, como o dele. Recordemos alguns, vejamos se dá para lembrar de todos. (A Constituição de lá é igual a nossa, o vice que assume COMPLETA O RESTO DO MANDATO).

1 – Lincoln, eleito em 1860, assumiu já com o país em guerra. Reeleito, quando comemorava 1 mês do segundo mandato, foi jantar com a mulher, Mary Todd, depois do jantar, foram ao Teatro Ford. Assassinado, morreria 36 horas depois, já no cargo o vice Andrew Johnson.

(Curiosidade, Lincoln, republicano) escolheu como vive, Andrew Johnson, democrata e governador do Tenneesee.  Pelo hábito, costume e tradição, o “nominado” escolhe livremente seu companheiro. Mas de outro partido, era a primeira vez. Justificativa: iam fundar um novo partido, achavam 2, muito pouco. Johnson assumiu, votaram logo seu impeachment, ganhou por 1 voto. Governou até o fim, depois não obteve legenda para mais nada. Só ficou 1 mês a menos que Sarney)

2 – McKinley. Eleito em 1896, reeleito em 1900, assassinado em 1901. Assumiu Theodore Roosevelt, ficando menos 7 meses do que que Sarney.

3 – Kennedy. Surpreendentemente eleito em 1960, assassinado no fim de 63. Assumiu Lyndon Johnson, muito menos do que Sarney, mas foi reeleito por mais 4 anos.

4 – Franklin Roosevelt. Eleito em 1932, 36, 40, 44 morreu (não assassinado) em abril de 1945, assumindo o vice Truman, que não seria eleito vereador da sua localidade. Um dos piores presidentes de toda a história dos EUA, ficou menos 3 meses do que Sarney. Para todo o sempre terá seu nome ligado à tragédia e ao massacre de Hiroxima e Nagazaki. (Sua filha Margareth, casou com o editor, na época, do New York Times. Tão desastroso quanto o sogro).

5 – Nixon. Em 1972, renunciou para não sofrer o impeachment. Só tinha menos 2 anos de mandato, já reeleito, achou bom negócio, “sair de vontade própria”. O vice, Spiro Agnew, corruptíssimo, já havia feito acordo: renunciava, recebia um documento de imunidade total, assinado pelo Procurador Geral da República. Aceitou. Assim, pela primeira vez na história, assumiu o presidente da Câmara, Gerald Ford, que indicou para vice, Nelson Rockfeller, que já tentara a presidência, não se elegera.

* * *

PS – No Brasil as coisas são inteiramente diferentes. 9 vices assumiram e completaram o mandato que não era deles. 9 assumiram e completaram o próprio mandato. (Sem contar com Lula que ainda está no Poder).

PS2 – Logicamente não relacionei os que assumiram (direta ou indiretamente) mas não completaram o mandato. Portanto 9 a 9, de vices que ficaram com o Poder sem serem eleitos. E 9 que eleitos, resistiram e completaram o mandato.

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 06:59

Apenas uma pantomima

Carlos Chagas

Conforme o Aurélio, pantomima significa logro. Embuste. Também é a arte da expressão por meio de gestos. Mímica, onde se prescinde da palavra.

Com todo o respeito à memória do dr. Ulysses Guimarães, foi o espetáculo encenado pelo PMDB, no sábado que passou. Por aclamação, Michel Temer viu-se reeleito presidente do partido. A imagem que ficou foi do parlamentar paulista de mãos dadas e  levantadas com José Sarney,  Romero Jucá, Waldir Raupp e outros, comemorando sabe-se lá o quê. Porque dividido o PMDB estava e continuou, apesar do registro de seu presidente sobre apresentar-se  unido. Deixaram de comparecer Roberto Requião, Pedro Simon, Luiz Henrique, Orestes Quércia, Jarbas Vasconcelos, André  Pucinelli e outros defensores   da candidatura própria à presidência da República.  Como apesar de prevista sua visita aos convencionais, Dilma Rousseff não  apareceu, a conclusão é de que continua tudo na mesma. O presidente Lula não quer Michel Temer como companheiro de chapa da candidata do PT e o PMDB aguarda melhores dias para definir-se. Talvez só na outra convenção, em junho.

Encolheu-se até o solitário presidente de honra do partido, Paes de Andrade, que havia anunciado a disposição de contestar a reeleição de Michel Temer, com base num discutido compromisso de fazer do deputado Eunício Oliveira o novo presidente.

Em suma, uma pantomima mesmo, muito diferente das antigas e já esquecidas reuniões dos tempos em que o então  MDB insurgia-se contra o regime militar e formava na primeira linha da resistência democrática.   A democracia foi restabelecida e a legenda murchou. Há quem preveja a perda da condição de  maior partido   nacional, nas eleições de outubro. Não vai ser fácil manter o  maior número de governadores, senadores e deputados.

Trinta anos depois

O PT comemora esta semana  trinta anos de existência. Durante as preliminares para sua fundação, discutiu-se com intensidade se deveria declarar-se uma legenda marxista. Foi por pouco que o rótulo deixou de ser adotado, mas entre as primeiras propostas estavam a decretação da moratória sobre a dívida externa, a estatização das indústrias de base, a participação dos trabalhadores no lucro das empresas, a limitação do  ensino particular, a taxação das grandes fortunas e a imediata distribuição da terra através de radical reforma agrária. Bem como a obrigação  de jamais o partido aliar-se a outras agremiações burguesas. O objetivo seria de disputar sozinho a conquista do poder.

Pois é. O PT está no poder, muita gente caiu fora, outro tanto foi mandado passear  e a pureza dos tempos antigos saiu pelo ralo. Nada mais burguês do que um companheiro de hoje, a começar pelo primeiro deles. Nunca o  empresariado viveu dias tão felizes, jamais a política econômica foi  neoliberal como agora, ao tempo em que raras vezes se tem visto tão poucas greves e manifestações sindicais. Nem mesmo o MST constitui exceção, apesar de suas excentricidades.

A conclusão será  uma de duas: ou  as propostas ideológicas de 1980 estavam erradas ou o PT sucumbiu às tentações da  burguesia.

Rompendo a barreira

Dois meses atrás, quando o governador Roberto Requião  admitiu a hipótese de candidatar-se à presidência da República, pelo PMDB, a mídia erigiu   em torno dele uma verdadeira cortina de silêncio. E não apenas a mídia, mas também as elites, os demais partidos,  as associações de classe e até os institutos de pesquisa eleitoral. Nem relacionavam seu nome como uma opção para os consultados.

As coisas começaram a mudar, menos pela crise que atropela o PMDB, mais pela reação que a presença do governador vem despertando nos diversos estados que percorre. A razão é simples: enquanto Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva e Ciro Gomes apresentam-se como candidatos, mas  sem planos ou programas de governo, Requião aparece com um elenco de postulados concretos. Promete a redução drástica da carga fiscal, a participação dos empregados  no lucro das empresas, a descentralização administrativa, o apoio à pequenas e  médias atividades industriais, comerciais e agrícolas, investimentos públicos  maciços na infra-estrutura rodoviária e ferroviária, além dos portos, e mais uma série de objetivos diretamente voltados para  quantos o ouvem.  Pelo  menos um serviço ele vem prestando ao processo sucessório: tira-lo da estratosfera. A prova é de que a mídia já começa a acompanhá-lo, cedendo à natureza das coisas.

Parece que não o conhecem

De uns dias para cá tem aparecido certos  disparates  em torno da sucessão presidencial. Ora se divulga a formação  da chapa Aécio Neves-Ciro Gomes, ora se fala na permanência de José Serra no governo de São Paulo. A impressão é de que os boateiros perderam a noção da realidade. Para o bem ou para o mal, quer dizer, quaisquer que sejam seus planos para o país, neoliberais ou progressistas, José Serra não deixará de ser candidato ao palácio do Planalto. Gostaria de ter Aécio Neves como seu vice, mas não será a ausência do  governador de Minas, na chapa,  que o fará voltar atrás. Da mesma forma, como supor Ciro Gomes atrelado aos tucanos, ele  que tem sido ferrenho adversário do PSDB, desde os tempos de Fernando Henrique?

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 06:58

JT inóspita não é eficaz e trava o social

Roberto Monteiro Pinho

Um dos traços mais marcantes da origem do trabalhismo brasileiro e da formação da Justiça do Trabalho foi à consolidação das conquistas dos trabalhadores, hoje tuteladas por força de lei (CLT e CF), deturpada pelas interpretações de texto, por seus magistrados, que acabaram criando uma hipertrofia, uma autonomia forçada, que a máquina e seus aparelhos estatais parecem ter adquirido. Esta fortaleza que protege o direito laboral, já vinha extrapolando em suas decisões, antes mesmo da EC n° 45/2004 que ampliou a competência da especializada, em conseqüência disso, o trade trabalhista e a própria sociedade manifestam total inquietude, e por desconfiança (vide pesquisas que dão baixo conceito de avaliação do judiciário), não são espectadores desta situação inóspita. Essa característica atávica tem a ver com a forma, o meio, o caminho através do qual se constituiu a estrutura jurídica da especializada, que já passou por modificações radicais, sem, contudo atingir seu principal objetivo na prestação jurisdicional.

Pesquisa realizada em 2003 pelo National Bureau of Economic Research, sobre as questões do emprego, desemprego e informalidade à luz da flexibilidade ou rigidez das leis trabalhistas em 85 países, apontaram que os países ricos regulam o trabalho muito menos do que os países pobres. Os níveis mais altos de regulação estão relacionados com informalidade e altas taxas de desemprego, especialmente entre os mais jovens, neste grupo o Brasil é o mais regulamentado de todos, com as mais altas taxas de informalidade e desemprego, mesmo nos períodos de forte crescimento econômico. Enquanto na primeira etapa a JT não consolidou um modelo de julgamento, dentro das características de justiça conciliadora, os empregadores vem sofrendo uma das mais opressoras formas de execução, do judiciário brasileiro, com toda venia, já habituado à execução fiscal, que até então era considerada a de parâmetro bem avançado. Na verdade, existe um quadro opaco aos olhos da sociedade, porque a execução forçada, rígida e implacável, tocada de petição pelo juízo laboral, é fruto constrangido do comando corporativista da entidade classista dos magistrados trabalhistas, que patrulham a conduta de seus membros.

A sisudez que se encontra no formato executivo do judiciário trabalhista, transformou esta estatal laboral, em um alçapão para o empregador, que após cumprir as regras da dispensa de empregado, quase sempre é atraído por tentáculos jurídicos interpretativos, onde acaba se tornado refém da série de intempéries derivadas de texto de lei, pré-elaborado pelo juiz, algumas chegando às raias do inusitado. Isso ocorre a ponto de uma sentença conhecer, por livre interpretação, entre outros, salário extrafolha (por fora); jornada extrapolada por analogia; penhora de conta salário, poupança e de estranhos a lide, e a entrega de bens em Praças e Leilões, mesmo no caso de arrematação por valor vil, em decisões levianas que comungam com propostas de arrematantes profissionais, ao agregar valores de tributos devidos por gravame no bem, ao do lanço da arrematação, num expediente pernicioso, e de autêntico esbulho a propriedade.Como se não bastasse as inúmeras injunções, a EC 45/04 trouxe para a JT, o malogro da cobrança da contribuição previdenciária que já prescrita, por incidirem no caso a Súmula Vinculante n° 8 do STF e a prescrição intercorrente, porque declarou inconstitucionais dispositivos legais que fixavam em dez anos os prazos decadencial e prescricional das contribuições da seguridade social, cuja a prescrição intercorrente prevista na Lei 6.830/80.
Esta liberdade para fazer o que bem entender no processo trabalhista, alicerçado numa condição especial para decidir no formato de julgar e interpretar, data maxima venia, não se esmera ao espírito conciliador da justiça laboral. Como ensinam: “O problema central da interpretação é o problema central da Metodologia Jurídica.” (ENGISH, 1977, p. 142). Ou então: “Questões dessa natureza ocasionaram afirmações como a de Zweigert de que o defeito da nossa teoria jurídica interpretativa reside especialmente em não termos ao nosso dispor uma hierarquização segura dos múltiplos critérios de interpretação.” (ENGISH, 1977, p. 145). Em suma o que é certo para o juiz laboral, não o é para a sociedade, eis que esta pleiteia uma prestação célere, sem incidentes, nulidades, sem a ilusão, de que pequenos períodos de contrato e de salários medianos, na JT se transformem através de uma ação numa alta indenização.

Poder paralelo sob a sombra da CLT e a CF

Um pouco de história não faz mal a ninguém, é bom lembrar que a estrutura sindical disposta no Título V da CLT serviu para arbitrar a paz social, na ditadura e na democracia. Enquanto isso ainda não estava claro, ou melhor, enquanto a CLT ainda não havia saído do papel, a polícia, a Lei do Esforço de Guerra e os patrões já estavam, de pé, contra os direitos nela consagrados, ou à sua aplicação e respeito. Por outro lado, valendo-se de seus próprios recursos e experiência, ao entrarem em disputas e confrontos, os trabalhadores mostraram que podiam se apossar dos sindicatos e revertê-los em seu favor, esboçando uma luta por direitos abrangente e diversificada, indo além das concentrações fabris e urbanas do Rio e São Paulo. E foi por causa disso, que o presidente Dutra, (eleito com apoio de Vargas), deflagrou ampla e longa ofensiva antioperária a partir de 1947. Até então o embate de forças ao que demonstravam a era entre o poder do trabalho e o poder político. Neste contexto, projetado ao dias de hoje, a reforma trabalhista é o reflexo desta situação, eis que de um lado o governo não agiliza a reforma e por outro, a magistratura do trabalho, vai construindo seu espaço jurídico paralelo, e ao sabor de suas decisões continuará massacrando pequenos e micros empregadores.

O judiciário trabalhista é o único entre os tribunais existentes no país, onde seus próprios integrantes agem sinuosamente, de forma avessa aos ditames de leis e contrariam normas jurídicas, de forma acintosa com a convicção de que estão desempenhando um papel voluntarioso e colonizador de uma nova era no direito laboral, “cum recti conscia”, sem nada dever a opinião pública. A natureza do trabalho tem como patrimônio a mais valia porque produz a essência e a gene para a graduação do direito trabalhista, que ao contrário do que integrantes da JT argumentam, aos poucos vem perdendo qualidade, dando lugar ao acúmulo de entendimentos e desvios de concepção, que corrói lentamente o melhor de sua razão, ou seja: o tripé basilar da conciliação, justiça, igualdade e democracia jurídica, data máxima vênia, eventos visivelmente alijados da nova filosofia da magistratura trabalhista.

Como conseqüência está em risco o emprego, eis que enquanto houver demanda de produção, ou seja: sem retração econômica, são os trabalhadores os responsáveis pela estabilidade social, e por isso necessitam de todo amparo e garantia, e isso já está inserido no texto da CLT e da CF, não há, data vênia, a necessidade do juízo intervir, menos ainda inovar, para garantir a prestação jurisdicional. Melhor dizendo é que o modelo de judiciário trabalhista oferecido à sociedade, nas condições atuais não atende o empregado e o empregador, isso porque as sentenças prolatadas neste judiciário são na sua maioria extrapoladas, com valores que fogem da realidade econômica do pólo devedores, que são na sua maioria pequenos negócios, arremetidos a dívidas trabalhistas de cifras surpreendentes, até mesmo para os mais benevolentes da comunidade jurídica trabalhista. São valores que inibem os próprios juízes prolatores das sentenças, cuja projeção numérica, os constrangem, onde se prevê, deva existir uma enorme falha material no processo do trabalho.

Se por um lado trazemos criticas a este modelo de justiça opressora por conta das decisões, é bom lembrar que existe no seu cerne uma série de injunções, que são acompanhadas pelo trade trabalhista, com total reserva, são as questões administrativas e de prestação jurisdicional na sua estrutura de justiça, senão vejamos: um elenco de criticas a isso.  (…) III – A convocação arbitrária de juízes de primeiro grau para compor Turmas em tribunal, em número majoritário, leva à suspeição de que se pode estar diante de um tribunal de exceção, o que é expressamente vedado pela Constituição. IV – Da maneira como estão atuando as Turmas e sua composição numérica, há ofensa a princípios constitucionais basilares, como os do juiz natural, do devido processo legal, do princípio da reserva legal, do duplo grau de jurisdição, do quinto constitucional, do acesso universal ao Poder Judiciário, da proteção ao consumidor. Isso causa a nulidade dos julgados, conforme precedente do STJ. V – A criação de Órgãos julgadores por simples emenda regimental contraria o princípio da reserva legal absoluta, decorrente do princípio da legalidade (CF, art. 5º, II).Ao que tudo indica, este parágrafo critico do judiciário laboral, o remete para o patamar de justiça isolada da sociedade.

No ano de 2007, (01 de setembro a 23 de novembro) aconteceu curioso evento, sob a denominação de: A 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho foi promovida e realizada peloTribunal Superior do Trabalho (TST), pela Associação Nacional de Magistrados da Justiça doTrabalho (Anamatra), pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados doTrabalho (Enamat) e apoiada pelo Conselho Nacional de Escolas de Magistratura do Trabalho (Conemat). O Encontro aprovou 79 enunciados (extra-oficiais,), ou seja: paralelos, e teve a presença de operadores do direito (bacharéis de Direito, ministros do TST e convidados). Um desses aberratio júris, o de número 60, é o reflexo da abominável sina de a magistratura do trabalho quer impingir no cenário econômico do país. Senão vejamos: I – A interdição de estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, assim como o embargo de obra (artigo 161 da CLT), pode ser requeridos na Justiça do Trabalho (artigo 114, I e VII, da CRFB), em sede principal ou cautelar, pelo Ministério Público do Trabalho, pelo sindicato profissional (artigo 8º, III, da CRFB) ou por qualquer legitimado específico para a tutela judicial coletiva em matéria labor-ambiental (artigos 1º, I, 5º, e 21 da Lei 7.347/85), independentemente da instância administrativa (…).

segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010 | 06:57

Nunca dantes

Edson Khair

Na impostura geral nunca dantes ocorrida neste pais, ressalte-se o aumento do custo de vida que flagela o povo brasileiro. Vejamos os fatos, segundo o jornal O Dia, o reajuste da tarifas de ônibus no Rio-Capital propiciou um lucro ao ano de 188 milhões e reais às empresas.

Explicando melhor, o prefeito Eduardo Paes brindou as empresas com aumento de  5,39 nas passagens e ônibus. Com tal liberalidade às custas do bolso das camadas mais pobres da população, o pref eito do Rio contribuiu com maior índice e aumento do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI).

Tão suspeita liberalidade do prefeito do Rio beneficiando as empresas de transportes, num breve histórico, recordamos o seguinte:

1. De dezembro de 2008 a janeiro de 2010 o preço do Diesel nas distribuidoras no RJ caiu 7,56%. Mas a prefeitura autorizou um aumento da tarifa única de ônibus (sem ar condicionado) em 6,81%, de R$ 2,20 para R$ 2,35, a valer sábado. 70% do custo operacional dos Ônibus é o consumo de Óleo Diesel.

2. Levantamento de Preços. ANP. Síntese dos Preços Praticados – Estado RJ. Preço da Distribuidora – Preço Médio -Diesel R$/l \ Período: 2008 – DezembroR$/l 1,892 \ Período : 2010 – Janeiro R$/l 1,749 \ QUEDA DE 7,56%.

3. Corrigindo os demais custos operacionais em 5% (IPCA foi pouco maior que 4%), o reajuste deveria ter sido: de R$ 2,20 para R$ 2,12, ou uma redução de 3,8%.

4. Lucro extraordinário dos ônibus: 2,35 / 2,11 = R$ 0,24 por passagem. Dados da Fetransport: 65,3 milhões de passageiros por mês ou 783,6 milhões de passageiros por ano ou x R$ 0,24 = R$ 188 milhões de reais de ganho adicional por ano para o sistema de transportes.

Assim, presenteou Eduardo Paes o povo do Rio!