Quem vazou as informações sobre o escândalo de Pasadena cumpriu seu dever, não foi solidário com a coorrupção

Theo Fernandes

Infelizmente, a cada dia a podridão aumenta, e o cidadão(ã) da planície e do salário mínimo miserável só tem decepções, como está ocorrendo com o escândalo de Pasadena, denunciado por vazamento de informações internas da Petrobras, que agora o governo quer punir.

A Controladoria Geral da União tem várias cartilhas em que diz:”É dever do cidadão denunciar o roubo do cofre público”.

Como Conselheiro da Saúde na cidade onde vivo (Guapimirim), tenho mais de 40 denúncias (não só como conselheiro e também como cidadão) à CGU e a mais nove entidades e autoridades, desde 2004, todas assinadas e com endereço, e o resultado: NENHUM.

O cidadão(ã) está sendo roubado duas vezes: escorchado pelos impostos e pela falta de retorno dos serviços básicos, como direitos constitucionais que deveriam ser garantidos: Educação, Saúde, Transporte, Segurança.

NO PT DO SONHO…

É o caos, porque o PT consegue avacalhar tudo, transformar “crimes” em “virtudes”. Ainda sou filiado ao PT Sonho; o que está aí, é PT Pesadelo. Não sou “vaca de presépio”, não sou omisso, (Dante já dizia que o pior lugar do inferno está guardado para os omissos), não darei meu voto ao PT, PSDB, PMDB, os chamados grandes são farinha do mesmo saco.

Estou no fim da presente vida(85 anos), com consciência tranquila, Tribunal Divino, de ter e ser cidadão brasileiro.

Que Deus nos ajude, para que aconteça o lema da Bandeira: “Ordem e Progresso”.

PS. Quem vazou as informações sobre o escândalo de Pasadena, apenas cumpriu seu dever, não sendo omisso e/ou solidário com o roubo.

Uma canção de protesto de Gilberto Gil e Chico Buarque

O  cantor, escritor, poeta e compositor carioca Chico Buarque de Holanda e o também cantor, escritor, poeta e compositor baiano Gilberto Gil deixaram a sua genialidade invocar inspiração para fazer a letra de “Cálice”, que faz uma analogia entre a Paixão de Cristo e o sofrimento vivido pela população, aterrorizada com os crimes praticados pela ditadura militar, vigente no Brasil desde 1964. A música foi gravada no LP Chico Buarque, em 1978, pela Phillips.
CÁLICE
Gilberto Gil e Chico Buarque

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguem me esqueça

      (Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

Dilma, cozida em fogo brando

Luiz Tito

A presidente Dilma Rousseff viveu nestes últimos meses os piores momentos que seu papel como gestora e líder política poderia encenar. Erguida ao comando da nação pela sua proximidade, como ministra, com o ex-presidente Lula, Dilma, com sua postura, conseguiu desconstruir a esperança artificialmente fabricada pelo marketing oficial de que ela no poder representaria a gerentona, a xerife, a “mãe do Pac” e não apenas um poste, como a crítica política jocosamente nomeia aqueles que, não sendo do ramo, saem vitoriosos das eleições.

Lula fez de Dilma titular de um currículo forte e vigoroso, essencial para sucedê-lo. Infelizmente, isso não correspondeu. Dilma é uma atabalhoada, uma autoritária sem credenciais para assim desempenhar-se. O papel de presidente, está demonstrado, exige muito mais talento e domínio de palco, que ela não tem e, ao que se sabe, nunca terá.

Essa realidade foi absorvida pelo seu grupo político e, não controlada, vem consolidando-se no consciente coletivo. Ainda não finalizada a peça, a plateia está de pé, pronta para se retirar. Quando fechadas as cortinas, Dilma não deverá voltar para os aplausos. Seu governo já acabou e a luz vermelha está acesa dentro do PT.

GOVERNO ESMAECIDO

Na semana passada, ficou forte em Brasília, no PT e no PMDB, a certeza de que esse governo não tem mais estoque para consumir e assim manter-se confortável na disputa das próximas eleições.

O governo está esmaecido, aberto somente para dar informações: ações políticas capazes de reverter essa tendência de baixa, infelizmente, não estão no horizonte. Passou da hora, não porque a oposição tivesse apresentado alternativas melhores. A oposição no Brasil é difusa, inoperante, também sem projetos e propostas para apresentar à nação.

Dilma se incumbiu de se autodesfazer. Dilma é a adversária mais forte de si mesma. Falando, propondo, respondendo, criando estratégias, então, é um completo desastre. Falta-lhe assinar esse balanço, que o PT já aprontou para o ato final, e assim dar-lhe baixa.

Sua inabilidade política, realçada pelos constantes embates com o PMDB, maior partido de sua base aliada, e sua incapacidade como gestora, realidade que o cipoal de escândalos sucessivamente denunciados como produzidos dentro de seu governo vem revelando, fizeram esquentar a convocação do ex-presidente Lula para a disputa. Lula teria na sua companhia Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, reeditando pelo menos em parte a fórmula que fez o PT chegar ao poder em três mandatos seguidos.

FILHO DE JOSÉ ALENCAR…

Disseram as mesmas fontes de Brasília que líderes do PMDB reagiram ao nome de Josué, com argumentos fundados no pouco expressivo currículo político do escolhido. Josué é forte empresário, nome de reconhecida liderança no segmento industrial entre os paulistas da Fiesp, mas politicamente é apenas filho do finado José Alencar.

No Brasil, infelizmente, essas composições são questão de quantum. Dilma, podemos escrever, não disputará essas eleições. E ela já sabe disso. Falta apenas uma bandeja de prata para apresentar sua desistência à disputa uma saída honrosa. E Lula, atendendo a apelos, voltará ao páreo. (transcrito de O Tempo)

As regalias aos mensaleiros presos são evidentes. Por que saíram da cadeia na quinta-feira de manhã, se nem era feriado?

Mariana Branco
 Agência Brasil

Dois condenados da Ação Penal 470, o processo do mensalão, deixaram hoje (17) o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) para o saidão da Semana Santa. Os beneficiados foram Delúbio Soares e João Paulo Cunha. Eles devem retornar à penitenciária às 10h de terça-feira (22). A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação social da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (DF).

A Vara de Execuções Penais (VEP) do DF estabeleceu em portaria publicada em março as regras para o saidão de Páscoa deste ano. Segundo o texto, a saída especial é concedida aos internos que tenham obtido progressão ao regime semiaberto até 17 de março.

Os presos beneficiados não podem deixar o Distrito Federal e devem voltar para casa até as 18h durante o saídão. Eles também não podem ingerir bebidas alcóolicas. Os presos que estejam sob investigação ou respondendo a inquérito disciplinar não podem usufruir do benefício.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGRealmente, não dá para entender as regalias aos mensaleiros presos. São evidentes. Por que eles foram liberados da cadeia na quinta-feira de manhã cedo, se nem era feriado? Os bancos abriram, o comércio funcionou livremente, a indústria,os  serviços etc. Os trabalhadores têm de ir à luta, enquanto criminosos condenados vão para casa, curtir feriadão… Que liberalidade é essa? Qual a justificativa? (C.N.)

 

 

Uma hipótese abjeta

Carlos Chagas

Jura o senador Romero Jucá: a presidente Dilma prometeu vetar nos próximos dias artigo da mais recente medida provisória aprovada no Congresso, um enxerto que anistia a maior parte das multas devidas aos operadores dos planos de saúde. Para o parlamentar, não havia como expurgar do texto comum aquela aberração, tendo em vista o esgotamento do prazo para votação da MP, que caducaria por inteiro. Assim, foi acertado no palácio do Planalto o veto ao inexplicável favorecimento dessas empresas já conhecidas por descumprir contratos e aumentar as prestações em ritmo bem superior à inflação.

Com o veto presidencial, estará encerrado o episódio? Nem pensar.Torna-se necessário investigar porque o líder do PMDB na Câmara acrescentou o vergonhoso perdão num projeto que nada tinha a ver com planos de saúde. O prejuízo para os cofres públicos será de dois bilhões de reais, caso não haja o veto. Tem azeitona nessa empada, quer dizer, qual o interesse do deputado Eduardo Cunha em privilegiar essas empresas?

A Polícia Federal investiga um monte de denúncias de mal feitos e de corrupção praticados no mundo político. Mais um não sobrecarregaria de trabalho os agentes da lei. Estariam as operadoras dispostas a presentear o autor ou autores da emenda com alguma comissão? Assumiriam financiar campanhas eleitorais daqueles que os favoreceram com tão escandalosas isenções? Claro que o PMDB e seu líder ficariam em péssima situação, se comprovada a abjeta hipótese, mas lucraria a justiça. Tomara que a presidente Dilma não se esqueça de cumprir a promessa.

EXPULSÃO JÁ

Cresce no PT a tendência para expulsar de seus quadros o deputado André Vargas, caso não cumpra a promessa, depois desfeita, de renunciar a seu mandato. Muitos companheiros já se posicionam nesse sentido, depois de frustrados com a renúncia à renúncia.

Permanecendo André Vargas no exercício de suas atribuições, ninguém perderá mais do que o PT em termos de credibilidade e até de votos, no próximo outubro. Mais do que ficar exortando o parlamentar paranaense a renunciar, mas cruzando os braços, caberia ao partido despachá-lo depois de um julgamento curto.

Popularidade de Dilma continua caindo, segundo o Ibope

Fernando Gallo
Estadão

A avaliação do governo Dilma Rousseff segue em tendência de piora, com índices que beiram os patamares apresentados logo após as manifestações de junho.

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira revela que a parcela dos brasileiros que considera a gestão ótima ou boa oscilou negativamente pela terceira vez no ano, passando de 36% em março para 34% em abril.

Em dezembro, no pico da recuperação pós-protestos, a aprovação chegou a 43%. Em fevereiro era de 39%. De outro lado, a avaliação negativa do governo é a segunda pior da série histórica do governo Dilma, tendo subido de 27% em março para 30% em abril.

O índice só não é pior do que o apurado em julho de 2013, quando chegou a 31% e empatou com a avaliação positiva do governo, que despencara de 55% para os mesmos 31%. Aquela pesquisa foi a primeira após a massificação dos protestos de rua nas principais cidades do País.

ECONOMIA EM DIFICULDADES

A queda da aprovação da administração federal guarda relação com a piora do cenário econômico. O índice de confiança do consumidor – indicador com a maior correlação com a avaliação do governo -, por exemplo, registrou em fevereiro a maior queda mensal de sua história, quando baixou 4,5%, chegando ao menor nível desde julho de 2009. O patamar foi mantido em março.

Por sua vez, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, teve alta de 0,92% em março, maior taxa mensal em 11 anos. No período, a presidente Dilma também foi exposta a um noticiário negativo em relação à sua capacidade de gestão após a revelação de que ela deu aval à compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobrás quando era presidente do conselho de administração da estatal.

Além de avaliar o governo como um todo, o Ibope pesquisou também a opinião dos brasileiros sobre o desempenho pessoal de Dilma na Presidência, cuja avaliação também caiu. Sua conduta é aprovada por 47% e desaprovada por 48%. Em março, a taxa de aprovação era de 51%, e a de reprovação, 43%. Governo. Na avaliação do governo, em termos geográficos, à exceção da região Sul, houve apenas oscilações dentro da margem de erro.

No Nordeste, a aprovação do governo Dilma passou de 45% para 43%, no Norte e no Centro-Oeste foi de 39% para 40% e no Sudeste subiu um ponto percentual para 30%. No Sul, onde o número de entrevistados é menor e pode haver maiores oscilações, ela caiu de 39% para 25%.

A desaprovação da administração federal entre os que moram na periferia aumentou 11 pontos percentuais, passando de 27% para 38% de pessoas que consideram o governo ruim ou péssimo. Também caiu 11 pontos a avaliação regular do governo, saindo de 42% para 31%. A avaliação positiva passou de 31% para 29%. Nas capitais e no interior tanto a avaliação positiva quanto a negativa oscilaram dentro da margem. No primeiro caso, atualmente 32% veem o governo como ótimo ou bom. No interior, a taxa é de 37%.

O governo é mais bem avaliado nos municípios menores. A aprovação é de 45% nas cidades de até 20 mil habitantes e de 30% nas que abrigam mais de 100 mil moradores. Na divisão do eleitorado por escolaridade, a queda na aprovação do governo se concentrou na faixa com curso superior (de 26% para 20%).

No outro extremo, entre os que estudaram até a 4.ª série, a variação foi de 48% para 49%. No quesito renda, 51% das pessoas que ganham até um salário mínimo avaliam o governo como ótimo ou bom (eram 48% na pesquisa anterior), número que cai para 38% na faixa dos que ganham entre um e dois salários mínimos (eram 40%). Entre os que recebem acima de 10 salários mínimos, o índice foi de 23% para 24%. Nessa faixa, contudo, a reprovação do governo aumentou, chegando a 43% – o índice era de 41% em março, 35% em fevereiro e 25% em dezembro.

JOVENS CONTRA

A pesquisa revela ainda que, quanto mais jovens os eleitores, mais eles são críticos em relação ao governo. Entre aqueles com menos de 25 anos, a aprovação à gestão da presidente é de 30%, ao passo que 35% consideram o governo ruim ou péssimo. Entre os que têm 55 anos ou mais, 39% avaliam o governo como bom ou ótimo, e 28% o desaprovam.

O levantamento do Ibope foi feito em 140 municípios. Foram ouvidos 2002 eleitores. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais, a aprovação ao governo pode estar entre 32% e 36%. No levantamento anterior, de março, poderia se situar entre 34% e 38%. O nível de confiança utilizado é de 95%.

A tática da avestruz em momento de perigo

Sandra Starling

Não passa de mito essa história de que a avestruz esconde a cabeça num buraco quando se vê em perigo. Ao contrário, ela tem grande capacidade de correr do inimigo. É capaz de dar patadas destruidoras e só fica quieta com o pescoço esticado ao tentar se camuflar contra um predador, no intuito de enganá-lo.

Tanto faz: todas essas reações da avestruz se parecem com o que estou presenciando na conduta de governistas diante da crise da Petrobras.

Lula, por exemplo, mandou que se defendam da crise dando patadas destruidoras. Está mais que na hora de o PT deixar de obedecer e passar a debater o que fazer.

Gleisi Hoffman tenta correr desabaladamente. Só que, no seu caso, não sabe para onde ir. Aprova uma CPI sobre vários assuntos para em seguida apoiar o ingresso no STF com um mandado de segurança preventivo contra qualquer CPI. Depois, anuncia que vai repetir questão de ordem já decidida pelo presidente do Senado. Tolice que mostra que ela não domina – ao contrário de Romero Jucá e Renan Calheiros – as malandragens do Legislativo.

Questão de ordem não se repete. Se o fizer, o presidente a rejeitará de plano, ainda mais que ele próprio, o espertíssimo Renan (para não usar adjetivo abusivo), já remeteu à Comissão de Constituição e Justiça sua própria decisão.

CAMUFLAGEM

Por último, ouvi atentamente a tática de tentar a camuflagem, usada em discurso no Grande Expediente pela deputada por Minas Gerais Margarida Salomão, que eu tanto admirei antigamente, como professora universitária. Doce Margarida! Será que perdeu o juízo? Em um apanhado de assuntos variados – homenagem aos perseguidos pela ditadura, revisão da Lei da Anistia, convocação de Constituinte exclusiva para realizar a reforma política, crítica à pouca representatividade dos eleitos para a Câmara, repúdio à corrupção e elogio ao tratamento dessa questão pelos órgãos competentes (TCU, PF, CGU etc.) –, o momento culminante: a necessidade de controle do PIG (Partido da Imprensa Golpista), que tenta desestabilizar o governo Dilma com as denúncias sobre a Petrobras e a compra da refinaria de Pasadena!

Deus meu! Quem iniciou esse imbróglio sobre Pasadena foi a própria presidente Dilma, ao emitir nota dizendo ter sido enganada no Conselho de Administração da empresa quando votou a favor da compra.

Há quantos anos o PT está no governo? Por que Lula e Dilma jamais trabalharam para efetivar uma reforma política? Por que não cuidaram de rever a Lei da Anistia? Que medidas adotaram para que se cumprisse o parágrafo 5º do Art. 220 da Constituição, que veda o monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social?

Acontece que o compromisso com o conservadorismo do poder econômico e seus difusores ideológicos ajudou a eleição e reeleição dele, Lula, e ajudou a eleger Dilma. Mantido o compromisso, permitirão sua reeleição. Reeleição? Talvez – se o brasileiro for mesmo um povo distraído ou não veja, diriam os Titãs, uma saída para qualquer parte.

Polícia Federal vai abrir novos inquéritos da Lava Jato para investigar corrupção e fraudes em licitações

Fausto Macedo
Estadão

A Polícia Federal deverá abrir novos inquéritos no âmbito da Operação Lava Jato para investigar especificamente fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva e sonegação fiscal. Essa etapa da investigação terá como meta principal identificar servidores e admninistradores públicos e políticos envolvidos com o doleiro Alberto Youssef, personagem central da Lava Jato, deflagrada em 17 de março para estancar esquema de lavagem de idnherio que pode alcançar R$ 10 bilhões.

Na terça feira, a PF concluiu 4 inquéritos e indiciou 46 investigados, entre eles Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. O ex-executivo da estatal foi indiciado em um desses inquéritos, da Operação Bidone – desdobramento da Lava Jato -pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Costa e Youssef estão presos em caráter preventivo, por ordem da Justiça Federal.  A PF vai produzir novos inquéritos para estabelecer os vínculos do doleiro e do ex-diretor da Petrobrás com agentes públicos e políticos.

A PF suspeita que Youssef se infiltrou em órgãos públicos por meio de empresas de fachada para conquistar licitações milionárias. Na Petrobrás, o braço do doleiro teria sido Paulo Roberto Costa, segundo suspeita a PF.

MATERIAL APRENDIDO

Os novos inquéritos terão base no estudo do material apreendido em poder do doleiro e do executivo. Com Youssef, os federais encontram 7 celulares. Ele foi preso em São Luís (MA). Em uma das mepresas de fachada do doleiro, a PF recolheu outros 27 celulares. A PF pediu autorização judicial para a análise e cruzamento dos dados dos 34 aparelhos “a fim de possibilitar a real dimensão dos contatos do doleiro preso” – medida que ainda depende de extração dos milhares de arquivos de mensagens de SMS, bem como aplicativos de conversação, tais como whatsapp, viber e outros.

Na residência do ex-diretor da Petrobrás a PF apreendeu um HD e 37 pen drives que estão sendo analisados.

Afanador de galinhas

Sylo Costa

Cícero, na primeira Catilinária contra a corrupção de seus contemporâneos, exclamou: ó, tempora, ó, mores! O mesmo podemos dizer do nosso Brasil de hoje: gente pobre, se comete um deslize furtando uma galinha ou um galo, é para comer, nunca para formar aviário. Já alguns sem-vergonha e ladrões roubam é Petrobras. Outros, remediados e ricos, políticos e velhacos, afanam tudo, principalmente dinheiro público, fazendo fortunas. Ó, tempos, ó, costumes!

Imagine essa situação, caro leitor: Afanásio Maximiniano Guimarães afanou um galo e uma galinha do galinheiro de Raimundo das Graças Miranda. A Defensoria Pública requereu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais a extinção do processo, uma vez que o acusado devolvera os animais (presumo que o dito cujo tenha sido condenado na 1ª instância).

Se o perigoso assaltante de galinhas tivesse tido tempo para devorar os bichos, certamente que a defesa apelaria para o chamado furto famélico, situação em que se subtrai algo para comer e não morrer de fome.

Ou não, porque os políticos de Brasília e aqueles que comem quietos, como mensaleiros e fanáticos interessados na Petrobras e outras fontes luminosas como Copa e Olimpíadas, já desmoralizaram esse tipo de crime e, provavelmente, já pensaram em todas as maneiras de como sair incólume dessas aventuras, depois das ditas efemérides.

Mas, voltando ao tema do furto de galinhas, presumo eu que existiu outro pedido da defesa, em caráter liminar, quanto à aplicação do princípio da insignificância, e o assunto foi parar no Supremo.

O ministro relator, Luiz Fux, ao analisar o caso, decidiu aguardar o julgamento do mérito do pedido para depois decidir a questão em definitivo. É… um país cujos principais juízes se preocupam na mais alta Corte com galos e galinhas e não conhecem de Renans e Roses, escondidos que vivem debaixo dos caracóis dos seus cabelos e perucas, não podem ter mesmo tempo para mandar prender ladrões de casacas que abundam e que agem abertamente para desmoralizar nossas instituições e quebrar, no sentido de arrebentar, nosso país.

Não sei quem foi o iluminado que um dia descobriu o termo “hediondo” e, achando-o bonito, resolveu enquadrar tudo quanto é desgraça nesse título para substituir nosso Código Penal, fazendo até furto de galinha ser crime hediondo. Ladrão de galinhas não pode ser o mesmo que ladrão de Petrobras.

A lei não pode ser oito ou 80. Quer dizer que eu, que sou apenas um cidadão comum, se furtar uma galinha para comer serei julgado por crime hediondo e terei julgamento igual a esses ladrões sócios de doleiros? Furto é uma coisa, roubo é outra. Ó, quer saber? Eu e muita gente só vamos esperar a primeira parada desse trem brasileiro. Ainda que não tenha chegado a lugar algum, quero descer e só subirei de volta quando desratizarem o ambiente pátrio.

« Older Entries